
Seduzida pelo Don Messina
Capítulo 3
O Leoni Messina, no entanto, ainda continuava ali, segurando nas partes íntimas. E a gargalhada irritante do homem bem-humorado ao fundo o fez sentir ainda mais ódio.
– Eu vou acabar com aquela filha da mãe.
– E o que você queria? A garota ficou assustada com a sua abordagem sútil.
– Ok, mas pare de rir. Essa droga dói!
Lucca tentou controlar-se, mas o riso pareceu tão inevitável quanto respirar. – Olha só, o homem que aguenta todo tipo de tortura se dobrando pelo chute de uma garotinha fácil que encontrou no beco.
Leoni Messina direcionou-lhe um olhar mortal. – Quando eu me recuperar disso aqui, juro que vou deixar você caído nesse maldito chão, se não parar com essa merda agora!
Lucca ergueu os braços para cima, em rendição, mas ainda tentava esconder o riso em lábios dobrados para o interior da boca. – Da próxima vez que gostar de uma garota, tente não deixar ela apavorada desse jeito. A próxima pode acabar arrancando o seu amigo...
– Do que você está falando? – Ele finalmente endireitou a própria postura.
– Eu vi o jeito que você olhou para ela. Te conheço bem para saber que gostou da mulher.
Leoni Messina direcionou-lhe outro olhar enviesado de ódio e julgamento. – e daí? Ela é bonita e eu estou atraído. Isso é tudo.
– Mas poderia... Essa garota tem fibra. – Ele encarou o irmão. – Melhor tomar cuidado. Você sabe que...
– Eu sei muito bem as minhas obrigações. Agora, chega desse papo de merda e vamos resolver o que viemos fazer aqui!
– Sim, chefe!
– E Lucca, da próxima vez que apontar uma arma, que seja para um criminoso. Você sabe que eu odeio injustiça.
– Desculpe! Não queria ameaçar a garota que você pode um dia quem sabe amar.
– Eu não amo. Eu apenas as fodo e depois as deixo se tiverem sorte o bastante.
– Admita, você gostou dela.
– Eu tenho que encontrar ela outra vez.
O homem sorriu como um vitorioso. – Eu sabia!
– Eu vou ensinar a ela uma lição.
– Sei...
Leoni Messina apenas o encarou com um olhar de impaciência. – Você tem sorte de ser meu irmão. Qualquer outro e eu teria perdido a paciência faz tempo.
– Bom, tecnicamente ainda não sou.
– Isso é outra merda que eu preciso resolver. Não se preocupe!
– Não é a única!
Leoni Messina o encarou com um olhar enviesado de desconfiança. – O que quer dizer com isso?
– Sabe aquilo que você não queria que eu fizesse?
– O que tem?
– Eu acho que me empolguei um pouco!
– Lucca Messina, que merda você fez?
– Uma festa! Mas é simples. Apenas para os mais próximos.
Leoni Messina ainda tentou manter o controle, apertando o próprio punho com toda a força. A única coisa que o acalmaria seria o sangue, mesmo que fosse o dele. E as unhas fincadas contra a pele das palmas da mão deveriam servir por hora.
– Está me dizendo que você fez exatamente o que eu disse que não deveria fazer?
– Ok, eu sei que você está bravo, mas...
– Bravo? Eu só não mato você, Lucca, porque você é o meu irmão. Mas eu não sou um fraco. Não faça mais nada pelas minhas costas!
– Eu só achei que você deveria ser apresentado. Você agora é dono de toda a merda e...
Leoni Messina ajeitou o terno, tentando manter a paciência que quase havia se esvaído por completo. – Dessa vez passa!
– Você não está bravo?
– Melhor não perguntar isso agora!
– Ok... – Lucca tentou disfarçar o próprio desconforto por agir pelas costas do chefe.
– Cadê a beldade? – O mendigo acordou cambaleando do golpe que havia levado.
Se ele ainda tinha algum dente dentro da boca, este foi-se embora com todos os socos que o Leoni Messina o atingiu.
O mafioso sentiu cada gota de sangue fervendo contra o seu punho forte, mas ele não estava disposto a parar, até que o homem chorou como um covarde.
– Mande que levem esse lixo daqui!
– E o que eu faço com ele.
– Isso não é da minha conta! Só faça com que esse verme suma. Ele não vai fazer falta a ninguém.
– Vou chamar alguém e te encontro.
– Cuide disso pessoalmente!
– Eu sei, eu sei... Você está chateado, mas eu tenho que estar lá. Aquele traidor merece uma punição e eu adoro a ação.
– Eu não preciso de você lá. Você fica e resolve isso.
– Esta me punindo?
– Se eu quisesse puni-lo, não seria tão fácil assim.
Então ele continuou seu caminho, segurando na adaga de brilho amarelo intenso.
Dois dias depois ele estava descendo do carro blindado, na frente a uma maldita festa pomposa, como se não tivesse violado a lei em mais de uma instância.
Ele deu a volta no carro e abriu a porta para a mulher que o acompanhara naquela noite. – Fique aonde eu possa te achar!
– Sim senhor. – Ela abaixou a cabeça e seguiu seu caminho sem ele. Havia coisas mais interessantes a fofocar com as amigas.
Ele revirou os olhos assim que se encontrou no salão de festas. As pessoas, o incomodavam, mas a quantidade delas pareceu o mais alarmante.
Lucca Messina fugiu assim que o viu, mas ele sabia que não escaparia da fúria daquele mafioso por muito tempo.
E após um breve e grosso discurso, O mafioso desceu do púlpito e se isolou no meio de todos aqueles soldados. Parecia que tudo naquele lugar era entediante, e de alguma forma, a garota do beco não saia de sua mente perversa e corrompida.
– Fiquem aqui! – Ele ordenou.
Sem mais respostas, sem perguntas. Todos apenas o obedeceram como se o temessem mortalmente.
Leoni Messina debruçou-se contra a varanda e observou o jardim. Ali estava um anjo de vestido amarelo e costas nuas tão sedutoras que o fez imaginar o quão sedosas estariam quando ele deslizasse os dedos contra aquela pele.
Mas o coração dele praticamente parou de bater. Era ela. A garota problemática que ele exaustivamente procurou por malditas vinte e quatro horas até que finalmente decidisse que seria melhor que não a achasse.
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