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Capa do romance SE HOUVER AMANHÃ

SE HOUVER AMANHÃ

Tracy é uma jovem encantadora e gentil que vive a plenitude do amor ao lado de seu noivo, Charles. No entanto, o destino reserva golpes cruéis que transformam sua realidade drasticamente. Após ser abandonada pelo homem que amava e cair em armadilhas inesperadas da vida, ela vê sua existência sofrer uma reviravolta completa. Nesta obra de Sidney Sheldon, acompanhamos uma jornada intensa de superação e mistério onde o futuro se torna incerto.
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Capítulo 3

AFILADÉLFIA ERA uma cidade espetacular. Nas noites de sábado, Tracy e Charles iam ao balé ou assistiam Riccardo Muti conduzir a sinfonia da Filadélfia. Durante as semanas, exploravam New Market e o singular amontoado de lojas de Society Hiil, andavam pelo museu de Arte da Filadélfia e o museu Rodin.

Tracy parará um dia diante da estátua de O Pensador. Olhará para Charles e sorrira.

– É você!

Charles não se interessava por exercício, mas Tracy adorava. Assim nas manhãs de domingo, ela corria pela West River Drive ou pelo passeio que acompanhava o Rio Schuylkill. Nas tardes de sábado frequentava uma aula de Tai Chi Chuan. Depois de uma hora de exercício, exausta más exultante, ia se encontrar com Charles, no apartamento dele. Ele era um cozinheiro de gourmet e gostava de preparar pratos esotérico para ela.

Charles era a pessoa mas meticulosa que Tracy já conhecerá. Certo dia ela chegará atrasada 15 minutos para jantar e a contrariedade de Charles acabará com a sua noite. Depois disso; jurara que seria sempre pontual com ele.

Tracy tinha muito pouca experiência sexual, mas lhe parecerá que Charles fazia amor da mesma maneira que levava a sua vida: meticulosamente, sempre da maneira conveniente. Houvera uma ocasião em que Tracy decidira ser ousada e anticonvencional na cama. Charles ficará tão tão chocado que chegou a se perguntar se ela não seria uma maníaca sexual.

A gravidez foi inesperada; quando aconteceu. Tracy se descobrira dominada pela incerteza. Charles não levantara a questão do casamento e ela não queria que ele se sentisse na obrigação de se casar por causa do bebê. Não tinha certeza se poderia enfrentar um aborto, mas a alternativa era uma opção igualmente angustiante. Poderia criar um filho sem a ajuda do pai? Isso seria justo com a criança?

Uma noite, depois do jantar, Tracy resolveu da a notícia a Charles. Preparará um cassoult para ele em seu próprio apartamento, mas acabará deixando-o queimar, de tanto nervosismo. Ao por a carne chamuscada na mesa, ela esquecerá o discurso cuidadosamente ensaiado e balbuciara desordenadamente:

— Sinto muito, Charles Eu... estou grávida

Houvera um silêncio insuportavelmente prolongado. Quando Tracy já estava preste a rompê-lo, Charles dissera:

— Vamos nos casar, é claro.

Tracy experimentará um sensação de grande alívio.

— Não quero que você pense que eu... Não precisa se casar comigo por causa disso.

Ele levantara a mão para impedi-la de continuar.

— Quero me casará com você, Tracy. Tenho certeza que será uma esposa maravilhosa. — É claro que meu pai é minha mãe ficarão um tanto surpresos.

Charles sorrira e a beijara. Tracy indagara, suavemente:

– Por que eles ficarão surpresos?

Charles suspirara.

— Querida, creio que você não compreende em que está se metendo. Os Stanhope sempre se casam... e saiba que estou usando aspas... "com sua própria espécie". Com famílias tradicionais da Filadélfia.

– E já lhe escolheram uma esposa — adivinhara Tracy. Charles a tomara nos braços.

– Isso não tem a menor importância. O que conta é quem eu escolhi, jantaremos com mamãe e papai na próxima sexta-feira. Já é tempo de vocês conhecê-los.

QUANDO FALTAVAM cinco minutos para as 9 horas, Tracy percebeu uma diferença no nível de ruído no banco. Os empregados passavam a falar um pouco más depressa, a se movimentarem um pouco mais rápido. As portas do banco seriam abertas dentro de cinco minutos e tudo tinha de estar pronto. Pela janela da frente, Tracy podia ver os clientes em fila na calçada lá fora, esperando sob a chuva fria.

Tracy obiservava enquanto o guarda do banco distribuía fichas de depósito. Os clientes regulares recebia fichas de depósito com um código pessoal magnético; assim a cada vez que se efetuava um depósito, o computador creditava-o automaticamente na conta apropriada. Mas, frequentemente os clientes apareciam sem suas fichas de depósito e preenchiam o modelo comum.

O guarda levantou os olhos para o relógio na parede. Enquanto o ponteiro das horas se aproximava do nove, ele caminhou para a porta e, de modo solene, a destrancou.

O expediente bancário começará

DURANTE AS HORAS subsequentes, Tracy se manteve ocupada de mais para pensar em qualquer outra coisa. Cada transferência tinha de ser conferida, a fim de certificar-se de que exibia o código correto. Quando havia um débito, ela registrava o número da conta, a quantia e o banco para qual o dinheiro estava sendo transferido. Cada banco possuía o seu próprio número; havia um catálogo confidencial que continha os códigos de todos os principais bancos do mundo.

A manhã passou voando. Tracy planejava aproveitar as horas do almoço para ir ao salão fazer o cabelo e tinha uma hora marcada com Larry Stella. Ela cobrava caro, mas valia a pena, pois ela queria que os pais de Charles a conhecesse em sua melhor aparência. "Tenho de fazer com que eles gostem de mim. Não me importo com quem escolheram para casar Charles", pensou. Tracy. "Ninguém pode fazer Charles tão feliz quanto eu farei."

As 23 horas, quando Tracy pegava a sua capa, Clarence Desmond convocou-a a seu gabinete. Desmond era a própria imagem de um executivo importante. Se o banco fizesse comerciais de televisão, ele seria o porta voz perfeito. Vestia-se de modo conservador, com um ar de autoridade sólida e antiquada, parecia uma pessoa em quem se podia confiar.

— Sente-se Tracy. — Ele se orgulhava de conhecer o primeiro nome de cada empregado. — Um tempo horrível, não é mesmo?

— É, sim.

— Mas as pessoas ainda precisam cuidar dos seus problemas bancários. — Desmond esgotará todo o seu estoque de conversa amena. Inclinou-se sobre a mesa e acrescentou: — Soube que você e Charles Stanhope estão noivos.

Tracy ficou surpresa.

— Ainda não anunciamos. Como...

Desmond sorriu.

— Qualquer coisa que os Stanhope fazem e notícia. Estou muito feliz por você. Presumo que voltará a trabalhar conosco. Depois da lua de mel, é claro. Não gostaríamos de perdê-la. Você é uma das nossas funcionárias mais valiosas.

— Charles e eu conversamos a respeito e concordamos que eu seria mais feliz se continuasse a trabalhar aqui.

Desmond sorriu, satisfeito. Stanhope & Sons era uma das casas de investimentos mais importantes na comunidade financeira e seria maravilhoso se obtivesse sua conta exclusiva para a sucursal que dirigia. Ele recostou-se na cadeira.

— Quando voltar da sua lua de mel, Tracy, haverá uma boa promoção a sua espera, assim como um aumento substancial.

— Puxa, Obrigada! Isso é sensacional!

Ela sabia que merecia e experimentou um sentimento de orgulho. Ficou ansiosa em contar a Charles. Parecia a Tracy que os deuses conspiravam para fazer tudo que podia para inundá-la de felicidade.

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