
Sangue ardente
Capítulo 3
Chegando em sua residência...
Bruno vai até a sala e encontra seu irmão mais velho Tony tomando um vinho. – Como está meu irmão? Diz Bruno dando-lhe um abraço fraterno.
Os dois eram filhos de um humilde comerciante, porém com o trabalho e inteligência do irmão mais velho o negócio havia prosperado de maneira incrível durante os últimos anos e Tony havia formado sua fortuna pessoal às custas de muita dedicação. Bruno também tinha uma boa situação, mas nem se comparava com as cifras da conta bancária e as propriedades que tinha o outro.
- Estou bem, e hoje temos um jantar de negócios para ir. - Disse Tony sorrindo e tomando sua taça de vinho. Era um homem atraente, tanto ou mais que Bruno tinha um ar formal e costumava ser duro com seus funcionários, não chegava a ser rude mas era exigente.
- Ah, você sabe como estes jantares de negócios me estressam. - Resmungou Bruno.
- Mas este não podemos perder. É na casa daquele sid Jonas e você sabe que ele tem boas relações com os maiores comerciantes e ele é um dos maiores de Fez. - Disse o irmão mais velho.
- Você disse Jonas?
- Sim esse mesmo, por que? - Questiona Tony
Bruno sentiu uma mistura de ansiedade e desejo de rever aquela moça linda de olhos de olhos verdes, que com um simples beijo o marcou tão profundamente. Viu que aquela era sua oportunidade de se aproximar e conhecer mais sobre ela e sua família, tudo sobre ela o interessava.
O jantar era às 20:00 as jovens se arrumavam ansiosas, não pela reunião profissional já que a religião não as permitia participar destes assuntos. Mas sim, pela possibilidade de ver e conhecer novas pessoas já que seu tio quase nunca as deixava passear pela Medina. Os convidados começaram a chegar e tio Jonas como bom anfitrião os recepcionava e os levava para a sala de estar.
- Boa noite sid Jonas. – Disse respeitosamente Tony, dando-lhe dois beijos no rosto como mandam os costumes.
Bruno cumprimentou o anfitrião da mesma forma respeitosa e seguiram até a sala. Sentando-se no luxuoso sofá. Jonas faz um sinal para a criada disfarçadamente e pede que chame as suas sobrinhas para o recinto, ela segue até o quarto das jovens e passa o recado de seu tio.
Eugênia vestia um belo vestido na cor vinho, que iluminava seus olhos verdes e marcava de maneira elegante suas curvas. Sobre seus cabelos volumosos um véu na mesma cor do vestido e bordado com belos detalhes dourados, os olhos ainda mais destacados com um forte delineado preto. Mara usava um vestido azul com bordados prateados e um véu na mesma cor, desceram as escadas e foram até a sala de estar. Passeando os olhos por aquele recinto, logo seu coração dispara as mãos esfriam ao ver que seu amado Bruno estava lá.
- Estas são minhas sobrinhas, luz dos meus olhos. Eugênia e Mara. – Sorriu Jonas se referindo as duas jovens. - Ele sabia que os costumes não permitiriam que as jovens sentassem à mesa junto aos homens, mas queria apenas que elas fossem vistas e assim pudesse conseguir um bom matrimônio para uma delas. Ou quem sabe as duas, já que a religião permite até quatro esposas para cada homem.
Os presentes na sala se levantaram em reverência as moças. Os olhos de Bruno e Eugênia se encontram fazendo com que ambos vibrem por dentro a moça sorri. Tony ao contemplar aquela moça de olhos verdes fica extasiado com tamanha beleza, tanto que por um instante se esqueceu de onde estava e se perdeu olhando-a dos pés à cabeça. Aquele sorriso era perfeito, tudo nela era perfeito.
Mara percebe os olhares e sorrisos de Eugênia e Bruno e teme que alguém também possa notar.
-O jantar está servido. – Diz uma das criadas a todos.
Seguem até a sala de jantar e durante todo o tempo discutem sobre propostas de mercado e exportação. Tony parecia meio disperso, não conseguia esquecer aquela visão encantadora que teve a instantes atrás. Bruno buscava com o olhar encontrar sua bela nos cantos daquela sala de jantar, mas sabia que ali não a veria outra vez.
As jovens fazem sua refeição de maneira separada.
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