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Capa do romance Sádica em dose dupla-submissão

Sádica em dose dupla-submissão

Laura Benelli encontra prazer no sadismo, explorando o BDSM para se autodescobrir. Suas experiências íntimas tornam-se aventuras intensas, mas tudo se complica quando ela se envolve romanticamente com um CEO bilionário e um advogado prestigiado. Ao brincar com as emoções de ambos, Laura enfrenta consequências amargas. A situação foge do controle quando a verdade surge, transformando a paixão em uma obsessão perigosa que ameaça sua segurança e paz.
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Capítulo 3

Após soltá-lo rimos muito, tomamos banho e nos vestimos, em seguida fomos comer alguma coisa, já era em torno das quatro horas da manhã, não havia mais ninguém no prédio, apenas a gente caminhando fora do quarto. 

  — Você pode ficar aqui até a hora que você quiser? — indaguei.

   — Sim, porquê não? — perguntou retoricamente. 

   — Talvez porque os funcionários precisam ir para suas casas? — perguntei retoricamente. — E você ainda está aqui.

   — Você não precisa ir para casa quando você é o dono — afirmou.

   — O quê? Você é o dono desse lugar?! — indaguei novamente surpresa.

   — Esse lugar é uma empresa, eu sou o diretor do Banco "IVB- investimentos Brasil", o meu pai ainda está a frente, mas somos os bilionários mais ricos do Brasil com uma arrecadação de 18 bilhões de reais.

   — Tá, eu tô confusa, e o lance do site, a suíte, etc. — questionei com dúvidas.

   — Você entrou em um site anônimo, lá não tem CNPJ e nem nada que se refere a uma empresa, e a suíte é porquê esse prédio é meu particular, toda essa estrutura e a cada metro quadrado é meu, então, eu simplesmente quis uma suíte aqui, entendeu? — explicou.

   — Ok, entendi, agora eu preciso ir — falei.

   — Espera, não vai comer alguma coisa? — perguntou.

   — Não, na verdade estou sem fome, desculpa — disse.

   — Geralmente as pessoas sentem bastante fome após transar — brincou com um sorriso. — Tá vou te levar até seu carro.

   — Obrigada! — agradeci dando um abraço e um beijo no rosto — Vamos! 

    Fomos até o carro.

    — Toma, é meu cartão, qualquer coisa me liga.

    Pego o cartão sem falar nada e olho para ele, ligo o carro passo a primeira e saiu.

   Puta merda, eu nem cheguei no Brasil direito e eu transei com o homem mais rico do país, quem vai acreditar que transei com o dono da IVB? Laura Benelli transou com o homem mais rico, tá? Mas foi incrível, eu nunca vou me esquecer de hoje, ligo o som do carro e sigo o caminho cantando. 

 Only love can hurt like this de Paloma faith.

   Enfim chego em casa, ao chegar vou direto para o meu quarto. 

   — Laura, onde você estava até esse horário? 

   Gelei ao ouvir a minha mãe me enquadrar na porta do meu quarto e então eu me viro.

   — Desculpa, eu sei que cheguei muito tarde, contudo foi porque fiz uns amigos brasileiros novos e aí ficamos jogando conversa fora — disse inventando uma desculpa mais esfarrapada da minha vida.

   — Olha, aqui não é New York, você está no Brasil e sabe o que significa? Aqui é perigoso, Laura! — Reclamou indignada.

   — Tá, eu sei, não vai acontecer novamente, agora preciso ir dormir — finalizei. 

   Dou as costas, levo a mão direita até a maçaneta da porta e ouço um barulho de uma bolsa grande cheia de objetos caindo no chão.

   — De quem são esses trens, são dos seus novos amigos, também? — retrucou. 

   "Que merda, Ketellyn, o que você fez" pensei. 

   Solto a maçaneta e me viro, lá estão os meus objetos de jogos sadomasoquistas. Confesso que neste momento não sei onde devo enfiar a minha cara.

   — São meus — Afirmei.

   — Laura, eu não criei você para fazer essas safadezas — contestou. 

   — Sério? Quando você e o papai me criaram mesmo? Você nunca se importa e nem se importou comigo, porque agora isso te incomoda? — desabafei. 

     Vejo a minha mãe se aproximar de mim e deixar a sua mão registrada na minha cara.

   — Eu sou a sua mãe, independente de qualquer coisa, você está sobre o meu teto, aqui quem manda sou eu — manifestou-se. — Amanhã não quero ver essas porcarias aqui, ou você sumirá junto.

     Após o discurso de ódio, a minha mãe se retira, prossigo para o meu quarto com muita raiva, deito na cama e me pego refletindo sobre a vida . 

   De fato agora tenho uma missão bem maior que é descobrir onde irei guardar essas coisas bem longe da minha mãe ou ela vai tacar fogo, com certeza! Depois penso nisso, pego a bolsa e jogo debaixo da cama, agora preciso achar uma coisa muito importante. 

   Desbloqueio o celular, vou em agenda e procuro por Pietro, foda-se o horário, vou ligar mesmo Assim.

   Chamando…

 "Alô?" 

"Olá Pietro, sei que não me conhece mais, porém preciso falar com você."

"Laura, Você está me ligando esse horário espero que seja algo muito sério."

" Sim, muito sério, Olha, você sempre foi uma pessoa maravilhosa comigo, mas eu sei que falhei, não fui coerente e te humilhei, contudo te liguei esse horário para me redimir, naquela época eu era um jovem me descobrindo e eu não sabia dos meus limites, não sabia quem era eu e nem o que eu estava fazendo, entretanto hoje eu sou uma mulher madura, com responsabilidades e sei exatamente o que eu quero."

"Está pedindo para voltar, Laura?" 

"Não, Prieto, estou pedindo para você me perdoar, só isso." 

"Hahaha, Laura, olha, aquela época também eu tinha muitas dúvidas sobre mim, porquê você acha que eu achei completamente horrível, e simplesmente sumir da sua vida, por mais que eu achasse errado e não deveria ter simplesmente sumido, mas sempre foi muita pressão da sociedade, pressão dos meus pais, dos meus amigos, medo da sociedade me julgar e o mundo me abandonar, ser um macho alfa é vantagem na sociedade machista que vivemos hoje, então, sempre achei que se eu encarasse a realidade eu iria ser julgado, iria passar de maioria para minoria, mas esses anos eu aprendi que temos que ser quem somos e foda-se, temos que se jogar e fazer o que queremos, ah, eu pesquisei, você é uma sadomasoquista, eu só não quis entrar mais em contato porque já tinha passado e não valia mais apena"

"Pietro, do que você está falando? Eu não estou te entendendo, você pode explicar direito?" 

"Laura, você se lembra quando eu pedir para você parar, quando você gozou na minha cara despejando o seu esguicho sobre o meu rosto?"

"Sim lembro, mas onde você quer chegar?" 

"Então, foi ali que eu percebi que não dar para modificar a realidade, não dar para forçar algo que não é para ser, era a mesma coisa de você forçar se afastar de alguém quando na verdade você quer está perto ou tentar namorar uma pessoa que só dar errado, isso acontece porque a gente somos teimosos, todavia  o que tô querendo dizer, Laura: é que finalmente eu me assumir gay.

   Após um tempo conversando desligamos a ligação e eu fui dormir.

    — Mãe, não, por favor, para…!? — gritava minha irmã em mais um dos seus sonhos frequentes — Ah…!? 

   Após dormir confusa depois de meu ex me contar que se revelou gay, eu acordo com os gritos da minha irmã após ter mais um pesadelo desde o dia 24 de Janeiro de 2022, aquela cena não sai da sua mente é como se algo terrível ainda estivesse por vir.

   Me levanto, acendo o abajur e vou até o quarto da Ketellyn, abro a porta devagar, acendo a luz do quarto e encontro ela apavorada segurando a coberta na altura do queixo bem forte com as duas mãos.

   — Ketellyn? — perguntei.

   Ela apenas me olha e não diz uma palavra, me aproximo, sento na beirada da cama e pego a sua mão direita.

   — Teve outro pesadelo com o papai, não foi? — perguntei. — Tá tudo bem, eu estou aqui.

   — Foi — respondeu com um olhar de pavor — Eu sinto que algo ruim vai acontecer, Laura, ainda não acabou.

    — Não, não, já acabou, ele não está mais aqui, já acabou —  eu disse tentando confortá-la.

   Com duas balançadas na cabeça lentamente ela confirma que está tudo bem, dou um beijo na testa da Ketellyn, me levanto ao apagar a luz e volto para o meu quarto dormir. 

   Domingo 08hs da manhã e eu acordo como sempre após o sol de copacabana bater no meu rosto refletido pela Janela do meu quarto, hoje pela primeira vez desde que cheguei ao Brasil, eu e a minha mãe vamos dar uns rolês com ketellyn para comemorar o aniversário dela, vamos ver as maravilhas de Copacabana, primeiro temos que curtir as praias maravilhosas do Brasil, ainda bem que a minha mãe é brasileira, então desde que nascemos ela sempre ensinou a língua portuguesa para a gente já que temos uma dupla nacionalidade. 

   — Meninas, venham tomar café — ouço minha mãe gritar da cozinha. 

    Vejo a Ketellyn passar lentamente após a minha mãe chamar para o café.

   — Não dá, agora estou indo tomar banho para sairmos, estou sem fome, obrigada — expliquei.

   Difícil vai ser encontrar um biquíni no estilo brasileiro, mas vamos lá que tal um preto floral com um decote V profundo? É, esse com certeza vai ficar perfeito, após escolher o biquíni vou correndo para o banheiro, a Ketellyn escolheu um biquíni azul marinho com gola estampada, achei que ficou lindo nela, até porque os seios da minha irmã parecem silicones de tão duros que são, ela puxou a minha mãe, tem a pele morena e os cabelos pretos cacheados valorizando a beleza incrível que ela tem, pesando apenas 55 kg com 1,65 de altura.  A minha mãe preferiu um maiô colorido com recortes laterais fio dental, uma coisa eu tenho que dizer, a minha mãe tem 45 anos, a sua pele com zero de rugas e seus lindos cabelos ondulados pretos acompanhando de um tom de pele negro e seu corpo valorizado pesando 70 kg com 1,65 de altura, faz ela parecer ter 30 aninhos, infelizmente eu sair puxando ao meu pai, mas o que posso fazer a respeito? Nada! Apenas aceito até porque sou linda também, resumindo, apesar de problemáticas, somos mulheres lindas, e que só quer passar uma dia de domingo nas águas cristalinas do Brasil, e assim entramos no carro e fomos a praia que fica apenas dez minutos, encostamos no estacionamento. Uma linda vista da grande praia da zona sul do rio de janeiro e não é atoa que é considerada um das melhores praias do mundo, é incrível esse lugar!

   Procuramos uma mesa com um sombreiro para sentarmos, minutos depois chamo a Ketellyn para dar uma volta comigo enquanto a minha mãe batia papo com uma pessoa que ela acabou de conhecer.

   — Mãe, voltamos já — avisei.

   — Tá, não demora — disse ela.

   Surfistas, pessoas lindas, bom, me lembra um pouco a praia de coney Island, a praia mais popular e famosa perto de New York, após nos distanciarmos da minha mãe, passamos por um grupo de jovens que estão bebendo cerveja, são no total 3 garotos magros e altos, eles nos comia com os olhos, mas eu só não esperei que…

   — Eita, que morenas gostosas — disse ele ridiculamente — Queria as duas na minha casa. — completou. 

   Queria muito ter elogiado as praias etc, sem ter que me deparar com três escrotos que não aguentam ver duas mulheres lindas passarem que eles tem que assediar, eu fiquei sabendo que o número de assédio no Brasil é inexplicável, contudo eu não vou deixar esses filhos da puta fazerem o que querem.

   Paro ao lado da Ketellyn e a olho. 

   — Deixa comigo — eu disse.

   Ketellyn responde afirmando com a cabeça me olhando, nos viramos e fomos em direção aos rapazes.

   — Olha só Bruno, parece que as gatas gostaram de você chamá-las de gostosas hahaha — disse um deles rindo bastante.

   — Oi, quem de vocês nos chamou de gostosas? — indaguei. 

    Rapidamente se glorificando o assediador se pronuncia.

   — Foi eu, está afim de uma cerveja? — disse o tal Bruno apontando a latinha de cerveja para mim. — É tudo por minha conta.

   — Sim, claro! — afirmei. 

   Pego a cerveja na mão do garoto e olho bem para cara dele. 

   — Você tem filhos? ou melhor, filhas? — perguntei.

    — Sim, tenho uma de um ano, porém mora com a minha ex — confessou o Bruno. — Porque? Quer ser a madrasta dela? — completou.

   — Olha, Bruno, fico feliz que você tenha uma filha, mas você já pensou na possibilidade de você estar com ela na praia quando ela completar a maioridade e outros caras chamaram ela de gostosa ? — Questionei.

   — Ah, eu mataria o filho da puta, sem dúvidas — afirmou.

   — Então, senhor Bruno, e porque você chama as filhas dos outros de gostosas? Você acha isso certo? Olha, você é ridículo — retruquei. 

   Abro a cerveja, pego um copo descartável e o empacho até derramar  e muito irritada jogo com muita força sobre o rosto do garoto, em seguida viramos e continuamos andando com a mão esquerda levantada apontado o dedo para eles, rimos muito da situação.

   Acredito e tenho consciência que não é um caso engraçado ou piada, entretanto ver o brilho daquele trouxa sumindo após tomar a cerveja na cara foi perfeito.

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