
Romance Espírita: A missão
Capítulo 2
Paulo foi crescendo e sendo cuidado com muito carinho pelo casal César e Clarice, César tinha já seus 51 anos, era um médico bem conhecido, senhor distinto, Já sua esposa, Clarice teria uns 48 anos aproximadamente, o grande sonho do casal sempre foi ter um filho, ambos sempre discutiram a ideia de adotar, mas havia o receio de que não fossem capazes de amar a criança como se fosse gerado através deles, e por causa desse pensamento sempre adiavam uma possível adoção, mas Paulo... A forma como Paulo chegou na familia... Um pequeno bebê, órfão... cujo os pais haviam morrido de forma tão triste e repentina...
César havia contado à esposa como havia se dado o nascimento de Paulo, seu pai morreu no local do acidente, sua mãe lutou para sobreviver e ele fez todo o possível para salvar a vida dela... Mas o último pedido ... O último pedido da mulher que agonizava sabendo que a morte se aproximava foi, que salvasse seu filho...
- César... Eu não sei explicar a você, mas só pela história que você me conta... Não sei, mas parece que a mãe do Paulo queria ... Que ele ficasse conosco! Sei que você é ateu, não acredita em nada disso... Mas sempre que você fala do nascimento do Paulo, eu sinto um arrepio! Diz Clarice.
- Meu amor, eu devo confessar para você que sim... Embora eu seja ateu, não acredite em Deus, em destino, em nada... Mas ... Eu também sinto que este bebê.... Estava destinado a nós... E que era a vontade daquela mulher também... Isso é tão... Difícil de explicar! Diz César...
Os dois tiveram esta conversa enquanto Clarice dava mamadeira para o pequeno Paulo.
E assim, num piscar de olhos... 3 anos se passaram....
Paulo fazia 3 anos, estava crescendo e se tornando um garoto forte e saudável, sob os cuidados de seus pais adotivos, todos estavam felizes, a casa inteira estava em rebuliço, pelo aniversário do pequeno Paulo.
- Desde quando o patrão trouxe este menino para esta casa, o ambiente aqui mudou, não é verdade? Dizia uma das empregadas...
- Sim! É verdade! O Dr César era muito rude com todo mundo, a dona Clarice também... Nossa! Que mudança! Diz a outra.
- Ei! Meninas! Conversem menos! Trabalhem mais! Eu quero tudo perfeito para o aniversário do meu filho! Diz Clarice, que trazia o menino nos braços...
Todos estavam ocupados na decoração, Clarice deixa o impaciente menino caminhar pela casa, ele corre pela casa, alegrando o ambiente...
- Ei Paulo! Acho que vou ter que te levar para dentro! Filho! Você fica distraindo todo mundo com sua fofura! Diz Clarice...
Os funcionários sorriem...
- Deixa ele dona Clarice! Está supervisionando os preparativos da festa dele! Diz uma das empregadas...
O telefone residencial toca, uma das empregadas atende, e passa a ligação para Clarice, era César seu esposo...
- Dona Clarice! Seu marido! Ele quer falar com a senhora! Diz a empregada entregando o telefone para a patroa.
- Obrigada querida! Meninas! Fiquem de olho no aniversariante sapeca! Eu vou atender a ligação do meu esposo, já eu volto!
Clarice sai para atender a ligação do lado de fora da casa, e Paulo ao ver ela sair pela porta da sala a segue... Sem que ninguém veja.
- Tá bom, César! Está tudo confirmado já! Os convidados... As meninas estão fazendo os últimos ajustes na decoração, como não costumávamos sair muito de casa, praticamente ninguém sabe que o Paulo é adotado... E acho melhor assim, afinal de contas... Ninguḿ precisa saber que ele é adotado... Diz Clarice.
- Isso não é importante para mim, adotado ou não, ele é nosso filho! Pouco me importa o que os outros digam! Clarice.. Não podemos esconder dele isso, um dia iremos ter que dizer toda a verdade! Diz César.
Mas Clarice não gosta de tocar neste assunto, por ela, Paulo nunca precisaria saber de sua origem... é quando Clarice percebe que o menino arteiro havia lhe seguido e estava caminhando perto da piscina.
Assustada e com medo do menino cair da água, ela larga o telefone, deixando César falando sozinho... Ele ouve quando ela grita...
- Meu Deus! Paulo! Saia de perto da piscina meu filho! Grita ela!
No susto, o garoto se desequilibra e cai na água, Clarice torce o pé, e acaba caindo...
Ela grita por socorro, mas ninguém lhe ouve dentro de casa, César ao ouvir os gritos no telefone, e deduzir o que acontecia... Larga tudo que fazia e sai correndo, abandonando os pacientes que atendia...
- Dr! O que houve? Pergunta sua assistente...
Mas ele não respondeu...
Clarice se arrastava até a piscina, quando uma mulher de branco se atira na água, e tira o pequeno da piscina, não era uma empregada, não era ninguém conhecido... A mulher sai da água sem estar molhada...
- Muito obrigada! Obrigada por ter salvo meu filho! Não tenho palavras para lhe agradecer! Diz Clarice.
- Uma mãe, entende a aflição do coração de outra mãe! Afinal, o Paulo é nosso tesouro não é mesmo? Diz a mulher que abraça Paulo e o entrega para Clarice de volta...
- Quem é você? Pergunta Clarice...
- Eu? Eu sou apenas alguém destinada a entregar este pequeno aqui a você! E a realizar o sonho seu e do seu marido de serem pais! Diz ela com um sorriso no rosto e uma expressão de tranquilidade...
Clarice fica paralisada, ela sabia quem era, só não não sabia como aceitar estar diante da mãe do pequeno Paulo, a mãe biológica...
Quando uma das empregadas vêem a cena de Clarice com o pequeno nos braços, ele tosse e coloca a água para fora... Estava bem....
- Dona Clarice! Gente! Ajuda! Dona Clarice está machucada! Diz a empregada que havia dado a falta de Paulo dentro de casa e ia ver se ele havia seguido sua mãe....
Em uma fração de segundos que Clarice tirou a atenção da mulher, ela desapareceu, Tudo que parecia tão fantástico e fugia à lógica da explicação, havia acontecido de verdade, foi tudo real... Clarice não tinha dúvidas... Diante de tudo que ocorreu...
Mais tarde, em 15 minutos, César chega assustado e encontra a mulher com o tornozelo inchado e pequeno já refeito de tudo, brincando...
- Meu Deus! O que aconteceu? Clarice! O que houve? Eu escutei pelo telefone, vim correndo! Você está bem? Pergunta César.
- César ... Eu sei que você não acredita nessas coisas... Mas... A mãe do Paulo! Eu vi ela! Eu falei com ela! Eu vi! Por favor ... Acredita em mim! Eu vi ela! Diz Clarice com convicção diante de um incrédulo César... Que tinha seu pensamento, ele era Ateu,assim como a esposa também, e ouvir dela aquela afirmação! Aquele relato inexplicável...
- Você acredita em mim, não acredita César? Pergunta ela.
- Sim meu amor, claro que sim... Claro que acredito, diz ele tranquilizando a esposa.
Você pode gostar





