
Revelando Minhas Identidades Secretas! Meus Irmãos Estão Sem Palavras!
Capítulo 3
Um milhão de dólares.
Journey olhou para os zeros. Para uma pessoa normal, era uma fortuna. Para os Kensingtons, era o orçamento do buffet para a gala anual de verão. Era um pagamento. Um suborno para ir embora em silêncio.
"Indenização", disse Preston. "O suficiente para comprar um imóvel no Queens. À vista."
Journey sentiu uma risada ameaçar escapar novamente. Ela a segurou entre os dentes. Colocou as pontas dos dedos no cheque e o deslizou em sua direção.
"Fechado."
Alleen emitiu um som baixo, engasgado. Seus olhos estavam arregalados, fixos no papel. Ela parecia que queria arrancá-lo.
"No entanto", acrescentou Victoria, sua voz endurecendo, "você deve assinar este Acordo de Confidencialidade. O que quer que tenha acontecido nesta casa, fica nesta casa."
Journey pegou a caneta da mão de Preston. Ela não leu o texto. Conhecia o jargão jurídico padrão dos Kensington melhor do que a Bíblia. Assinou seu nome com um floreio. Journey Cobb.
Ela se levantou. "Vou fazer as malas."
"Espere", disse Alleen. Ela se levantou de um salto, bloqueando o caminho de Journey até a porta. "Você não pode levar as coisas dos Kensington."
Journey olhou para a garota. Alleen era mais baixa, mais delicada.
"Como é que é?"
"As roupas", disse Alleen, apontando um dedo trêmulo para a roupa de Journey. "As joias. As bolsas. Mamãe e papai pagaram por isso. Pertencem à família."
Victoria parecia desconfortável. "Alleen, querida, deixe-a ficar com as roupas..."
"Não!", Alleen bateu o pé. "Ela está roubando!"
Journey se virou para Higgins, que pairava perto da porta. "Traga meus baús, por favor."
Higgins assentiu, desaparecendo. Momentos depois, dois lacaios carregaram três grandes baús Louis Vuitton para dentro da sala de estar.
Alleen se atirou no mais próximo, abrindo os fechos. Ela escancarou a tampa. Lá dentro, fileiras de seda, caxemira e couro de edição limitada a encaravam de volta.
"Viu!", Alleen gritou. "Isso vale mais que o cheque! Você é uma ladra!"
Preston franziu a testa, dando um passo à frente. "Journey, se estes foram comprados com a mesada da família..."
Journey enfiou a mão na bolsa. Tirou uma pilha grossa de papéis, presos por um clipe. Ela a jogou sobre a mesa de centro. Os papéis se espalharam em leque.
Recibos.
"Verifique o método de pagamento", disse Journey. Sua voz estava entediada.
Preston pegou a folha de cima. Sua testa se franziu. "L.C. Holdings? Quem é?"
"Um fundo fiduciário privado deixado para mim por um padrinho que você provavelmente esqueceu, administrado por uma holding para minimizar impostos", Journey mentiu com naturalidade. "Ou talvez você se lembre dos dividendos dos meus investimentos de juventude? Sou autossuficiente desde os dezesseis anos."
Preston estreitou os olhos, estudando o documento. A explicação era plausível — a L.C. Holdings parecia uma fachada padrão para desembolsos de fundos fiduciários. Ele fez uma anotação mental para pedir à sua secretária que fizesse uma verificação de antecedentes da entidade mais tarde, por via das dúvidas. Por enquanto, no entanto, a papelada parecia legal.
"Muito bem", Preston murmurou, largando o recibo. "Parece válido."
Alleen começou a remexer no baú, suas mãos rudes nos tecidos delicados. Ela estava desesperada para encontrar uma falha, um brasão dos Kensington, qualquer coisa para provar que Journey era uma fraude. Mas não havia nada.
Journey deu um passo à frente. Agarrou a tampa do baú e a bateu com força. O vento do movimento jogou o cabelo de Alleen para trás. Alleen puxou a mão bem a tempo de evitar quebrar os dedos.
"Não toque nas minhas coisas", disse Journey. Sua voz baixou uma oitava. Não era um pedido. Era uma ordem.
Alleen recuou, tropeçando, com os olhos arregalados de medo genuíno. Por um segundo, ela viu algo por trás dos olhos de Journey que não era uma socialite deslocada. Ela viu um tubarão.
Journey sinalizou para os lacaios. "Para a calçada."
Ela pegou o cheque, dobrou-o uma vez, sabendo que levaria três dias úteis para passar pelos protocolos de detecção de fraude do banco, e saiu pela porta sem olhar para trás.
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