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Capa do romance Renascido na Riqueza: Minha Vingança Ascende

Renascido na Riqueza: Minha Vingança Ascende

Após flagrar a traição de seu marido bilionário com sua melhor amiga, Serafina é alvo de um golpe cruel. Estevão e Susana destroem sua reputação e finanças, usando mentiras e manipulação midiática para deixá-la na miséria. Mas eles subestimaram o conteúdo de uma velha caixa: as fórmulas que criaram o império deles e provas de seus crimes. Agora, unida ao advogado Júlio, o maior rival de seu ex, Serafina ressurge pronta para destruir quem tentou anulá-la.
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Capítulo 1

A maçaneta de latão das portas duplas de carvalho parecia gelo contra a palma da mão de Seraphina. Era a única coisa fria no corredor; o resto do trigésimo quarto andar da Vance Innovations era sufocantemente quente, zumbindo com a energia invisível e frenética de um império de tecnologia bilionário. Mas bem ali, parada do lado de fora do escritório de seu marido, o ar estava parado. Mortalmente parado.

Ela não deveria estar aqui. Era terça-feira. Terça-feira era geralmente para ser voluntária na biblioteca ou organizar os arquivos — trabalho de ocupação que Ethan permitia que ela fizesse. Por três anos, Seraphina desempenhou o papel da esposa decorativa e silenciosa. Era um papel que ela havia escolhido, uma camuflagem necessária. Após a explosão em Mali, cinco anos atrás, que quase quebrou seu corpo e mente, ela precisava de um lugar para desaparecer. Ethan Vance, com sua ambição mundana e vida segura, tinha sido esse esconderijo. Mas ela estava curada agora. A Fênix estava despertando.

Mas ela havia esquecido o carregador do celular. Uma razão trivial e estúpida para terminar um casamento.

Sua mão se apertou no metal. Ela estava prestes a pressionar para baixo quando ouviu.

Uma risada.

Não era a risada de Ethan. A dele era um latido praticado e agudo que ele usava em salas de reunião para sinalizar domínio. Este som era baixo, gutural e feminino. Era um som que vibrava através da madeira pesada e se instalava diretamente na boca do estômago de Seraphina, transformando o café que ela tomara no café da manhã em ácido.

Ela conhecia aquela risada. Susanna Thorne. Sua "melhor amiga". A mulher que a ajudou a escolher seu vestido de noiva três anos atrás. A mulher que atualmente era a Diretora de Marketing desta empresa.

Seraphina não bateu. Ela não se anunciou. O tempo para polidez havia evaporado no momento em que aquela risada atingiu seus ouvidos.

Ela pressionou a maçaneta para baixo. O mecanismo clicou — um julgamento agudo e mecânico — e a porta se abriu.

A cena lá dentro não era apenas uma traição; era um clichê. Uma cena barata e vulgar de um filme que ela teria desligado por ser previsível demais.

Ethan estava no sofá de couro, sua gravata afrouxada, sua camisa social branca desabotoada no colarinho. Susanna estava montada nele, a saia erguida até o alto de suas coxas, a cabeça jogada para trás. Eles eram um emaranhado de membros e ambição.

A porta batendo no batente fez um som como um tiro.

Susanna saiu de cima dele, não com vergonha, mas com irritação. Ela alisou a saia, seus dedos roçando o tecido com uma casualidade que fez a visão de Seraphina embaçar. Ethan se sentou. Ele não parecia culpado. Ele não parecia horrorizado.

Ele parecia irritado. Como se ela fosse uma garçonete que lhe trouxera o pedido errado.

"Seraphina", disse Ethan. Ele ajustou a gravata, seus movimentos bruscos, mas precisos. "Você não bate?"

A audácia daquilo tirou o ar da sala. Ele não estava se atrapalhando para encontrar uma desculpa. Ele a estava repreendendo por suas maneiras.

Seraphina ficou na porta. Ela sentiu uma sensação estranha no peito, como se seu coração tivesse parado de bater e estivesse simplesmente vibrando contra suas costelas. Ela olhou para Susanna. O batom de Susanna estava borrado — um vermelho vivo e violento que combinava com o tom que ela havia convencido Seraphina de que era "ousado demais" para uma esposa usar.

"Precisamos conversar", disse Seraphina. Sua voz a surpreendeu. Não estava trêmula. Estava monótona. Morta.

Susanna deu um sorrisinho de escárnio. Foi uma microexpressão, que apareceu e sumiu em um segundo, mas Seraphina viu. Era o olhar de alguém que havia vencido um jogo que o outro jogador nem sabia que havia começado.

"Querida", disse Susanna, sua voz escorrendo falsa preocupação. "Isso parece ruim, eu sei. Mas Ethan e eu estávamos apenas... discutindo estratégia."

"Estratégia", repetiu Seraphina. Ela entrou na sala. O carpete era grosso, abafando o som de suas sapatilhas baratas. "É assim que estamos chamando agora?"

Ethan se levantou. Ele caminhou para trás de sua enorme mesa de mogno, colocando o móvel entre eles como um escudo. Ele se sentia mais seguro ali. Poderoso. "Não seja dramática, Seraphina. Você está histérica. Vá para casa. Conversaremos mais tarde."

Ele acenou com a mão, um gesto de dispensa. Como se ela fosse um cachorro que ele pudesse enxotar da mesa de jantar.

Seraphina enfiou a mão em sua sacola de lona. Era uma sacola velha, uma que ela tinha desde antes de ser uma Vance. Ethan a odiava. Dizia que a fazia parecer pobre.

Ela tirou um envelope pardo e grosso. Ela o carregava há dias, debatendo, hesitando. Ele continha o rascunho de uma petição que ela havia impresso na biblioteca.

Ela o largou sobre a mesa. Aterrissou com um leve tapa contra a madeira polida.

"Estou entrando com o pedido de divórcio", disse ela.

O silêncio que se seguiu foi pesado, pressionando seus ouvidos.

Ethan olhou para o envelope, depois para ela. Uma risada borbulhou de sua garganta — aquele som curto e latido. "Você? Me deixar? Com que dinheiro, Seraphina? Você não tem nada. Você não é nada sem mim."

Susanna caminhou até a mesa, encostando o quadril nela, alinhando-se com ele. A imagem era clara: eles contra ela. "Oh, queridinha", arrulhou Susanna, sua voz doentiamente doce. "Não seja precipitada. Para onde você iria? De volta para o parque de trailers?"

Seraphina a ignorou. Ela encarou seu marido. "Diferenças irreconciliáveis. Eu quero um corte definitivo."

Ethan pegou o pacote. Ele folheou a única página com um sorriso de desdém. "Você não quer nada? Nenhuma pensão? Nenhuma casa?"

"Eu só quero sair", afirmou Seraphina. Suas mãos estavam entrelaçadas na frente dela para esconder o fato de que seus dedos tremiam. Não de medo. De raiva.

Ethan jogou o papel de volta. "Ótimo. Porque você não receberia um centavo de qualquer maneira. Eu tenho acordos pré-nupciais blindados. Se você sair por aquela porta, sairá como o caso de caridade que encontrei."

"Estou ciente", disse Seraphina suavemente. Ela se virou. A visão deles — Ethan arrogante e Susanna parecendo o gato que comeu o canário — não lhe deu alegria. Apenas exaustão.

"Espere", disse Ethan. Sua voz mudou, tornando-se mais sombria. "Você não simplesmente se afasta de um Vance. Não até eu dizer que terminamos."

Ele se lançou ao redor da mesa. "Você não vai a lugar nenhum até discutirmos como você vai apresentar isso para a imprensa!"

Ele a alcançou. Sua mão se fechou em seu pulso, seu aperto contundente.

Naquela fração de segundo, Seraphina não pensou. O instinto aflorou, mas ela suprimiu o impulso de atacar. Ela não era uma soldada aqui; era uma esposa.

Ela puxou o braço para trás, usando o suor em sua pele a seu favor, torcendo-se freneticamente. Ela pisou com força no peito do pé dele — um movimento desajeitado e desesperado de uma mulher assustada.

"Me solta!", ela gritou.

Ethan deu um grito agudo, surpreso com a dor súbita em seu pé, e seu aperto afrouxou. Seraphina tropeçou para trás, seu ombro batendo no batente da porta.

Ele a encarou com olhos arregalados e raivosos. Ele nunca a vira revidar, nem mesmo desajeitadamente. Ele esperava lágrimas, não resistência.

Seraphina ficou no corredor, segurando o pulso onde os dedos dele haviam deixado marcas vermelhas. Seu coração martelava contra suas costelas como um pássaro aprisionado.

"Vejo você no tribunal, Ethan."

Ela se virou e caminhou em direção aos elevadores. Ela não correu. Ela caminhou com um ritmo, forçando-se a respirar.

Clique. Clique. Clique.

Ela chegou ao elevador. Apertou o botão. As portas se abriram. Ela entrou.

Enquanto as portas se fechavam, cortando a visão de seu marido gritando seu nome, Seraphina Reed finalmente soltou o ar que estava prendendo. Suas pernas cederam. Ela desabou contra a parede de metal do elevador, deslizando até atingir o chão. Ela trouxe os joelhos ao peito e enterrou o rosto nas mãos.

Ela não chorou. Não conseguia. A parte dela que podia chorar havia morrido há muito tempo.

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