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Capa do romance Rejeitada pelo Alfa, Reivindicada pelo Lycan

Rejeitada pelo Alfa, Reivindicada pelo Lycan

Após três anos de desprezo, a Luna sem lobo é expulsa de seu quarto pelo Alfa Jace para favorecer a amante Ciera. Abandonada na neve pelo marido durante um conclave mortal, ela enfrenta torturas brutais com prata em masmorras gélidas. À beira da morte, o poderoso Lycan Baron surge para resgatá-la. O deus da guerra destrói a resistência, ordena a ruína de Jace e reivindica a mulher quebrada como sua, prometendo vingança contra quem a traiu de forma tão cruel.
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Capítulo 3

POV de Elyse

A Sala de Jantar Formal do Alfa foi projetada para intimidar. Pesados talheres de estanho repousavam sobre uma toalha de mesa carmesim, e os retratos severos dos Alfas do passado encaravam de cima das paredes com painéis de mogno. Era um lugar de ordem absoluta e tradição da Alcateia.

Ou, costumava ser.

*Clink. Clink. Clink.*

Leo estava sentado a duas cadeiras de distância de Jace, batendo repetidamente seu garfo de prata contra uma taça de cristal. O som agudo e irritante ecoava pelo silêncio sufocante da sala.

Olhei para Jace na cabeceira da mesa. Sua mandíbula estava tensa, seu Lobo Interior, *Titan*, claramente agitado pelo barulho, mas ele não fazia nada.

— Jace, por favor, peça para ele parar — eu disse, mantendo minha voz perfeitamente controlada.

Jace acenou com a mão com desdém, sem nem mesmo desviar o olhar do prato. — Deixe para lá, Elyse. Ele é só uma criança.

— Ele está apenas mostrando sua vitalidade — Ciera interveio, colocando uma mão bem-cuidada sobre o braço de Jace. Ela me ofereceu um sorriso condescendente. — É preciso muita energia para crescer. Acho que isso mostra um verdadeiro potencial de Alfa.

Pousei meu garfo. — Não é vitalidade, Alfa Jace. É um desrespeito flagrante a esta linhagem e ao seu lugar.

A temperatura na sala despencou. A cabeça de Jace se ergueu bruscamente, seus olhos brilhando com um perigoso aviso dourado. Mas antes que ele pudesse descarregar sua fúria em mim, Leo, encorajado pela defesa de sua mãe e pelo silêncio do Alfa, largou o garfo. Com um sorriso arrogante e mimado, ele escorregou da cadeira e correu em direção à Sala da Lareira adjacente.

Um nó frio se apertou em meu estômago. Levantei-me e o segui.

A Sala da Lareira estava banhada pelo brilho quente de um fogo crepitante, mas meu sangue gelou no segundo em que entrei. Leo estava na ponta dos pés, tentando alcançar a lareira. Suas pequenas mãos se fecharam em torno de uma pequena moldura de madeira entalhada.

Era a única fotografia sobrevivente dos meus pais. O único pedaço da minha alma que não havia sido manchado pelos horrores da Alcateia Blackwood.

— Largue isso, Leo — ordenei, um tom afiado de Alfa-Luna, que eu raramente usava, transparecendo em minha voz.

Leo se encolheu, mas então seu rosto se contorceu em um escárnio desafiador. — É velho e feio! O tio Jace é o Alfa! Esta é a casa dele, o que significa que é minha!

— Leo, não! — Eu me lancei para frente.

Ele ergueu a moldura bem alto acima da cabeça e a arremessou para baixo com toda a sua força.

O vidro se estilhaçou contra a lareira de mármore branco com um som medonho. A foto em preto e branco dos meus pais flutuou para baixo, pousando em meio aos cacos pontiagudos e brilhantes.

Um silêncio mortal engoliu a sala.

Então, como se fosse ensaiado, Leo explodiu em soluços teatrais e estridentes.

— Leo! — Ciera gritou, correndo para dentro da sala e puxando o menino para junto de seu peito. Ela me fuzilou com o olhar, com um triunfo venenoso. — Você aterrorizou meu bebê! Qual é o seu problema?

Jace entrou furiosamente um segundo depois. O cheiro de sua aura de cedro intensificou-se com uma proteção agressiva e sufocante — mas nada disso era para mim. Ele correu até Ciera e Leo, suas mãos pairando sobre eles como se estivesse verificando se havia ferimentos.

Caí de joelhos no mármore duro. Minhas mãos tremiam violentamente enquanto eu enfiava a mão nos cacos de vidro, tentando desesperadamente salvar a fotografia rasgada. Um caco afiado cortou profundamente meu dedo indicador, mas eu não me importei. Gotas do meu sangue mancharam a pedra branca.

— Por que você se lançaria contra uma criança daquele jeito? — A voz de Jace estalou como um chicote acima de mim.

Eu olhei para cima, agarrando a foto arruinada contra o peito. — Eram meus pais, Jace.

Ele olhou para o sangue pingando da minha mão, e seus olhos permaneceram totalmente desprovidos de empatia. — Pare de exagerar, Elyse. É só uma foto. Posso comprar dez novas para você amanhã.

As palavras me atingiram com mais força do que um golpe físico. Ele não apenas ignorou minha dor; ele profanou minha linhagem.

— Ele ficou morrendo de medo — Jace continuou, seu tom endurecendo para uma ordem de Alfa. — Peça desculpas a ele. Agora.

Ele queria que a Luna da Alcateia Silvermoon se ajoelhasse e pedisse desculpas ao pirralho de sua amante por tentar proteger sua própria herança.

Encarei o homem a quem estive ligada por três anos. O último e patético fio da minha esperança se rompeu, deixando para trás um vazio tão frio que queimava.

— Não. — A palavra escapou dos meus lábios, oca e absoluta.

Não esperei por seu rugido furioso. Levantei-me, virei as costas para os três e saí da sala. Subi as escadas para minha suíte na Ala Oeste, o silêncio do corredor zumbindo em meus ouvidos.

Lá dentro, tranquei a pesada porta de carvalho. Entrei no banheiro da suíte, abri a torneira e enfiei minha mão ensanguentada sob a água gelada. A dor física me trouxe de volta à realidade.

Com a mão seca, peguei meu telefone criptografado e disquei.

— Talia — eu disse no momento em que ela atendeu, minha voz desprovida de qualquer emoção. — Faça. Amanhã. Não me importa como faremos. Quero a assinatura dele naquele documento.

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