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Capa do romance Rejeitada pelo Meu Alfa: A Ascensão de uma Luna de Silverwood

Rejeitada pelo Meu Alfa: A Ascensão de uma Luna de Silverwood

Sempre vi Caio como meu parceiro divino, mas na véspera dos meus dezoito anos, ele me traiu ao escolher Sofia. Durante um ataque, ele me abandonou para proteger sua nova Luna, deixando-me ferida. Após me torturar e ameaçar me banir injustamente, o amor que eu sentia morreu. Decidida a mudar meu destino, aceitei o convite da Alcateia da Mata Prateada. Queimei todas as lembranças dele, deixando para trás a garota frágil que um dia o amou.
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Capítulo 2

Ponto de Vista de Caio:

*Sim, meu Alfa.*

A resposta veio através do Link Mental, limpa e imediata. Limpa demais. A aceitação de Lia foi tão rápida, tão desprovida da emoção usual que se agarrava às suas mensagens, que fez o lobo dentro de mim andar de um lado para o outro com uma agitação desconhecida.

Eu ignorei o sentimento. Isso era bom. Era isso que eu queria. Alívio. Era isso que esse sentimento era.

"Viu? Ela aceitou bem," eu disse a Jairo, que estava parado perto da janela do meu escritório, olhando para a noite. "O plano funcionou."

Jairo se virou, sua expressão ainda preocupada. "Não sei, Caio. Ela não é do tipo que desiste. Isso parece mais a calmaria antes da tempestade. Ela provavelmente está planejando alguma cena dramática para te reconquistar."

Meu maxilar se contraiu. Ele estava certo. Lia era persistente. A paixão dela era o assunto da alcateia há anos, um fato doce, mas inconveniente da minha vida. Eu tinha que levar isso até o fim, por Sofia. Eu tinha que mostrar a Sofia que eu era completa e inequivocamente dela.

A lembrança do cheiro de Sofia — flores silvestres e chuva de verão — encheu meus sentidos. Eu senti aquele cheiro pela primeira vez anos atrás, uma fragrância fugaz perto das fronteiras que meu lobo instantaneamente reivindicou como *companheira*. Passei anos procurando sua fonte e, alguns meses atrás, a encontrei. Nela.

O cheiro de Lia, uma mistura agradável, mas sem graça, de baunilha e ervas-da-lua, era uma distração confusa. Meu lobo o ignorava, mas a parte humana de mim sempre sentiu uma estranha sensação de paz ao seu redor. Uma fraqueza que eu precisava erradicar.

A porta do escritório se abriu com um estrondo, batendo contra a parede. Renan, meu Beta e meu melhor amigo, estava lá, seus olhos ardendo de fúria.

"O que você fez, Caio?" ele rosnou, sua voz um grunhido baixo.

"Eu fiz o que era necessário," respondi, levantando-me para encará-lo. "Acabei com a ilusão dela."

"Humilhando-a? Inventando uma companheira e um filho falsos?" Renan deu um passo à frente, sua estrutura maciça irradiando ameaça. "Ela é minha irmã, Caio! Uma Ômega sob sua proteção!"

Antes que eu pudesse responder, uma voz suave e feminina ecoou em minha mente. *Caio, meu amor? O filhote acordou e precisa mamar. Você poderia vir comigo ao mercado amanhã? Precisamos comprar algumas coisas para fazer isso parecer mais convincente.* Era Sofia. Sua voz mental era um bálsamo para meus nervos à flor da pele.

Meu dever era claro. Minha companheira escolhida precisava de mim.

Olhei para Renan, meu amigo mais antigo, e minha voz caiu para o timbre baixo e retumbante de comando. O Comando do Alfa. "Você vai se afastar, Beta."

O poder em minha voz o atingiu como um golpe físico. Renan congelou, seus músculos travando, seu maxilar cerrado em um rosnado silencioso de desafio. Ele estava lutando contra isso, sua força de Beta guerreando contra minha autoridade de Alfa, mas era uma batalha que ele não podia vencer. Seu corpo foi forçado à submissão, mesmo enquanto seus olhos queimavam de ódio.

"Discutiremos isso mais tarde," eu disse friamente, virando as costas para ele. Saí do escritório, deixando-o paralisado em uma jaula que eu mesmo criei.

Jairo e os outros Gamas rapidamente o cercaram enquanto eu saía. Ouvi suas vozes abafadas através da porta. "Não seja estúpido, Renan." "Ele é o Alfa." "Ela vai superar."

Eu ignorei suas vozes. Eles não entendiam. Nenhum deles entendia a atração que eu sentia por Sofia. Era um laço forjado pelo destino, e eu não deixaria nada — e ninguém — ficar no meu caminho.

Alguns dias depois, a alcateia se reuniu para a celebração do aniversário de Renan. Era um grande evento, realizado no salão principal. Fiz minha entrada com Sofia no braço, segurando o filhote Renegado emprestado em um transportador. O filhote estava quieto, sedado com uma erva suave para impedi-lo de choramingar.

Os membros da alcateia se afastaram diante de nós, suas cabeças curvadas em respeito. Meus olhos percorreram a multidão, procurando por uma pessoa. Eu a encontrei perto do fundo, conversando baixinho com algumas outras Ômegas. Lia.

Ela parecia diferente. Seu otimismo de olhos brilhantes de sempre havia sumido, substituído por uma compostura calma, quase fria. Era perturbador.

Levei Sofia diretamente até ela. Isso tinha que ser público. Tinha que ser final.

"Lia," eu disse, minha voz projetando-se para que os que estavam por perto pudessem ouvir. "Gostaria que você conhecesse Sofia, minha Luna escolhida." Gesticulei para o transportador. "E este é nosso filho."

O salão inteiro pareceu prender a respiração. Todos os olhos estavam na garota Ômega que eu estava prestes a estilhaçar.

Mas ela não se estilhaçou. Ela olhou de mim para Sofia, sua expressão indecifrável. Então, ela se abaixou em uma reverência graciosa e formal de submissão, do tipo que uma Ômega oferece à sua Luna.

Sua voz era clara e firme, sem um único tremor. "É uma honra, minha futura Luna."

Sofia, desempenhando seu papel perfeitamente, colocou uma mão gentil no ombro de Lia. "Obrigada, Lia. Sei que isso deve ser difícil para você." Seu tom era doce, mas seus olhos continham um brilho de triunfo. "Espero que você venha à nossa Cerimônia de Marcação no próximo mês. Significaria muito para o Caio... e para mim."

O convite foi a última torção da faca. Uma exigência pública para que ela me testemunhasse ligando minha alma a outra.

Lia ergueu o olhar, seu olhar encontrando o meu por um segundo fugaz. Não havia nada lá. Nenhuma dor, nenhum amor, nenhuma súplica. Apenas uma vasta e vazia quietude.

"Claro," ela disse. "Seria uma honra comparecer."

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