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Capa do romance REFÉM

REFÉM

Dominick vive apenas para a vingança contra Marco Salvatori, o homem que dizimou sua família. Seu plano culmina no sequestro de Jade, a filha inocente de seu inimigo. Mantida refém por esse homem implacável, ela descobre a sombria realidade dos negócios paternos. Contudo, a pureza de Jade começa a abalar as defesas de Dominick. Entre o ódio profundo e uma paixão avassaladora, ambos mergulham em um jogo perigoso onde a linha entre captor e prisioneira se torna mortal.
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Capítulo 2

CAPÍTULO 02:

DOMINICK

...

Ela se debatia no banco traseiro, xingando, chutando, cuspindo fogo como uma gata selvagem.

Um sorriso puxa o canto da minha boca.

Que diabinho infernal.

Eu esperava resistência, mas essa garota... ela é feita de brasa e veneno.

- Me solta, seu desgraçado! - A voz dela rasga o silêncio do carro, tão autoritária quanto um desafio.

Tão mimada. Tão acostumada a ter o mundo a seus pés.

Pobrezinha.

Ela não sabe que, agora, sou eu quem manda.

Acelero o carro pelas ruas escuras, mantendo uma das mãos firmes no volante. A outra descansa casualmente sobre minha perna, mas estou alerta.

Ela pode tentar algo idiota, e se tentar, eu estarei pronto.

- Você é surdo? Eu mandei me soltar!

- Você é insuportável, sabia? - Provoco, apenas para vê-la inflar o peito em indignação.

- E você é um merda covarde que precisa sequestrar mulheres para se sentir homem!

Ah, ela está me testando.

Rio, baixo, sentindo o peso da tensão crescer dentro do carro.

- Se eu fosse um merda, você já estaria morta, amor.

Ela se cala por um instante. Talvez percebendo que as coisas podem ficar piores do que imagina.

Mas não, ela não se cala por medo.

Essa garotinha tem mais coragem do que juízo.

- Você é um filho da puta doente. E meu pai vai acabar com você quando descobrir isso.

Freio o carro bruscamente. O corpo dela é jogado para frente e depois para trás no banco.

- Ah!!

Ela engole em seco.

Ótimo. Finalmente um pouco de silêncio.

Viro-me para encará-la.

Os lábios dela estão inchados de tanto gritar. O cabelo bagunçado, uma mecha caindo sobre os olhos faiscantes.

Ela está ofegante. O peito sobe e desce rápido, mas não de medo. De raiva.

De provocação.

- Seu pai, Princesa? - Inclino a cabeça, a voz baixa e letal. - O mesmo homem que já sacrificou dezenas de pessoas sem piscar? O mesmo que entrega aliados ao inimigo para salvar a própria pele? Esse é o homem que vai vir atrás de você?

Ela cerra os dentes, mas eu vejo nos olhos dela. A dúvida. Ela sabe que estou certo.

Maco Salvatore nunca se importou com ninguém além de si mesmo. Ela é um nome na árvore genealógica, um ornamento para um casamento arranjado, um peão no jogo dele, talvez até uma réplica pra continuar seu legado de maldade, construído sob sangue inocente.

Mas agora...

Agora ela é minha, pra atingir como quiser aquele crápula.

Afasto-me, voltando a dirigir. Meus dedos tamborilam no volante, a mente funcionando rápido.

Ela será um problema. Mas, que inferno... que problema delicioso.

Ela não é uma vítima comum, Ela me desafia.

Ela me seduz sem nem perceber, Porque eu gostava do jeito atrevido que ela me respondia.

Em outra situação, não deixaria passar.

Mas eu não sou um homem conhecido por minha paciência ela era curta e se esgotava muito rápido.

Chegamos ao cativeiro que, sinceramente, é um termo exagerado. O quarto onde ela ficará é melhor do que qualquer suíte de hotel onde já dormi.

Sequestro? Sim. Mas sou um homem de classe.

Caminho até a porta traseira, abro-a e estendo a mão.

- Hora de sair, princesa.

Ela cospe no chão ao lado do meu pé.

A garota tem coragem.

Perigosa, impulsiva, ardente.

Faz tempo que não sinto meu sangue esquentar por algo além de vingança.

- Vai se foder.

Solto uma risada baixa.

- Já está me convidando?

Ela me fuzila com os olhos. Ah, eu quero ver esse olhar quando estiver gemendo sob mim.

Antes que tente outro showzinho, agarro seu pulso e a puxo para fora do carro.

Ela tropeça, cai contra meu peito.

Pequena. Macia. Quente.

Droga!

Ela me faz pensar em coisas que não deveria.

Afasto-a rápido, segurando-a pelo braço enquanto a levo para dentro da casa. Ela resiste, mas não faz diferença. Eu sou um maldito muro de concreto, e ela é só uma faísca.

Uma faísca que, se continuar provocando, pode incendiar tudo ao meu redor.

Quando entramos no quarto, ela se vira para mim, a respiração acelerada.

- Isso aqui parece um hotel de luxo, não um cativeiro.

Cruzo os braços, encostando-me na porta.

- O que esperava? um lugar sujo com ratos e aranhas, se quiser eu te proporciono isso, vai ser até mais econômico.

Os olhos dela brilham de pura fúria.

- O que é isso han? algum tipo de fetiche? você é doente!?

Sorrio de canto.

- Você se acha, não acha? Que complexo é esse de que tudo gira ao seu redor garota? Mimadinha de merda!

Ela arregala os olhos, chocada com minha audácia.

Ela negou, me olhando com perversão, seus olhos deslizaram por meu corpo.

- Você mente muito mal. - provocou.

- Acho que quem tem fetiche é você! precisa tratar essa cabecinha princesa.

disse batendo o polegar na cabeça com cinismo.

Ela me olhou, Mas não é nojo que vejo ali.

Não é só raiva.

Ela gostou.

Ah, diabinha...

Mal sabe que entrou numa jaula da qual nunca mais vai sair. E eu vou me divertir muito quebrando essa garota birrenta e atrevida.

Eu não vou me contentar somente com a dor daquele miserável, eu vou garantir que sua descendência seja destruída! Fudida até não restar uma gota desse egocentrismo e complexo de poder sobre os outros.

Eu vou foder com essa maldita garota, até não restar nada dela.

- Vê se fica quieta!

me afastei pra porta, tenho coisas mais importantes do que escutar uma garota sem noção que não faz ideia da gravidade da situação.

- Ei!! espera...

abrir a porta passando por ela.

- Agh, babaca! me desamarra... Agh!!

fechei a porta com um sorriso ladino, perverso adorando aquela maldita situação.

---

Ela passou a noite acordada, tentando soltar as amarras. A mimadinha achava que poderia fugir.

Agora, está jogada na cama, exausta, os cabelos caindo em ondas bagunçadas pelo rosto.

- Tá bonitinha assim, sabia? - Provoco, encostado no batente da porta.

Ela me encara com ódio.

- Vai se foder.

Solto uma gargalhada, caminhando até ela. Pego seu queixo com força, obrigando-a a olhar para mim.

- Se continuar me desafiando assim, vou acabar te fodendo de verdade.

Ela arfa, os olhos se arregalando.

Ah, diabinha... Finalmente entendeu o perigo?

Seus lábios se entreabrem, e ela engole em seco. Pela primeira vez, Jade não tem resposta.

Solto seu queixo com um empurrão leve.

- Agora, senta e come.

Ela me encara, hesitante.

- Tá com medo, princesa? - Provoco, um sorriso cruel nos lábios.

Ela pisca rápido, recuperando-se.

- De você? Nunca.

Ela ainda tem fogo, Ótimo.

Eu gosto de queimar.

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