
Recomeço
Capítulo 2
— É que você, já me mostrou tanto, que eu quero retribuir.
— Você está louco?
Não sei se foi, a minha cara de susto, ou se foi a pergunta, ele parou na hora, e veio em minha direção, colocando às duas mãos, no meu rosto, ele me disse:
— Calma, só estava brincando, eu nunca faria nada, que você não quisesse.
Ele tinha um cheiro inebriante, não era uma colônia cara, nem nada do tipo, era de sua pele. Eu nunca havia sentindo, algo tão excitante, como o toque dele, junto ao seu perfume.
Ao fundo, meu celular tocou na pia, do banheiro.
— Com licença, eu tenho que atender.
— Sim, claro.
Fui para o meu quarto, e me vestir, eu sabia, que ele estaria na cozinha, me esperando. Por isso, me sentir ansiosa. Quando cheguei na cozinha, ele já estava lá, vestindo uma calça, de moletom preta, e uma camisa, branca. Uau! Como ele, era lindo!
— Com fome?
— Sim, faminta.
— Pode se sentar, eu já vou te servir.
— Obrigada!
— Miguel?
— Sim.
— Você trabalha, com o quê?
— Sou piloto, de avião.
— Nossa, que legal!
— Na verdade, eu não tenho, do que reclamar.
— Posso imaginar, viagens, e mulheres.
— Viagens sim, mulheres nem tanto.
— Supus que, todos os pilotos, viviam rodeado por mulheres.
— Alguns sim.
— Por que, você não?
— Curiosa você em. Por hoje, chega de perguntas sobre mim, agora quero saber de você.
— Pode mandar, minha vida, é um livro aberto.
— Você tem namorado?
— Não.
— Interessante, mas você tinha?
— Sim. Terminamos, antes de eu me mudar, para cá.
— Por que, terminou?
— Eu peguei ele na cama, com uma de suas, "amiguinhas".
— Eu sinto muito.
— Não sinta. Penso que, foi melhor assim. Sendo sincera, no fundo, nem eu senti.
— Okay, me desculpe, mas eu não tive a intenção de tocar em assuntos dolorosos.
— Está tudo bem, eu já superei.
— Miguel, você dormiu em casa ontem?
— Não, eu estava em viagem, cheguei bem cedo, e fui treinar.
— Entendo, nossa isso aqui está uma delícia.
— Obrigado! Quando eu estou em casa, eu sempre cozinho para a Lu, ela manda muito mal na cozinha.
— Risos, algumas coisas nunca mudam.
— Já outras mudam tanto, que até nos surpreende.
Disse ele, olhando no fundo dos meus olhos. Me senti tão nua, quanto quando estávamos no banheiro.
— O tempo além de curar, também refina.
— Só alguns, outros não têm cura.
Em seus olhos, havia uma sombra.
— Miguel algum problema?
— Não, nenhum.
— O que costuma fazer, em suas folgas?
— Eu treino, muay thai, e boxe.
— Que legal, eu sempre quis prática alguma categoria de luta, mas sou muito descoordenada.
— Se quiser, eu te dou algumas aulas, a Lu, sempre quando pode treina comigo.
— Eu vou adorar.
— É bom até para defesa pessoal. Você o que gosta de fazer?
— Bem, eu geralmente corro, por uma hora e meia, e em casa eu gosto de ler.
— Deixe me adivinha, suspense?
— Risos, não romance, eu amo.
— Você é uma dessas fãs, de 50 tons de cinza?
— Sim. Risos, e quem não é?
— Então gosta, de ser amarrada?
— Risos, depende.
— Do quê?
— Acredito que, no sexo, tem que haver confiança.
— Concordo, mas você, já foi amarrada?
Eu não estava esperando a pergunta, por isso acabei me sufocando, com a comida.
— Está tudo bem?
— Sim, me desculpe é que a pergunta, foi inesperada.
— Bebi um pouco do suco, que estava em meu copo.
— Você ainda, não me respondeu.
— Não, nunca fui amarrada.
— Quanto tempo durou, seu último relacionamento?
— Cinco anos. Julguei que, me casaria com ele, que teria filhos, sabe um lar. Na verdade, ele nunca foi da categoria, de cara, que as mães gostam, mais sim, que as filhas gostam, sabe como é né?
— E qual é esse tipo?
— Sexy de mais, atraente de mais, que não foge de uma briga, que ao invés disso ele a procura.
— Você gosta, de problemas?
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