
Reacendendo chamas: olhe para mim, querido
Capítulo 2
"Cem mil..." Alison ecoou.
O médico continuou: "Nós, médicos neste hospital local, fizemos tudo o que podíamos, mas não é o suficiente para gerenciar o estado do seu pai de forma eficaz. Se você realmente deseja tratá-lo, terá que ir a outro lugar. Zenvale oferece os serviços médicos mais profissionais."
"Obrigada. Vou providenciar para transferir meu pai para uma instalação melhor assim que puder." Com um aceno de gratidão, Alison saiu do consultório do médico.
Assim que Alison entrou no corredor, seu telefone tocou. O visor mostrava um número desconhecido. Podia ser Ethan, usando o telefone de outra pessoa, já que ela havia bloqueado seu número.
Pensando no que seria necessário em troca para Ethan deixá-la em paz, ela atendeu a ligação com um tom gélido. "Ethan, já terminamos. Por que está me ligando agora?"
A voz de Ethan soou, carregada de sarcasmo. "Seu pai é o que mais importa para você, não é? Deve ser difícil vê-lo assim e sentir-se tão impotente, não é mesmo?"
"Cuide da sua vida. Eu mesma vou resolver a situação do meu pai", declarou Alison firmemente.
"Ah é?" Ethan zombou. "E como pretende fazer isso? Você não tem contatos com especialistas no exterior. Como pretende conseguir o atendimento que ele precisa? Eu ofereci uma solução. Volte para mim, e eu garanto que ele receberá o melhor tratamento possível imediatamente."
O aperto de Alison no telefone se intensificou, seus dedos ficaram brancos como neve. Ela não esperava a audácia de Ethan. Pensar que ele chegaria a esse ponto apenas para manipulá-la de volta à sua vida era revoltante.
Respirando fundo para se recompor, a voz de Alison era firme ao falar. "Eu nunca vou voltar para você."
A risada de Ethan foi desdenhosa. "Então prepare-se para ver seu pai acamado para sempre. E lembre-se, as contas são exorbitantes. Você realmente consegue dar conta disso?"
"Não é algo que te diz respeito. Eu já descobri uma maneira de lidar com as contas", retorquiu Alison desafiadoramente.
"Você quer dizer Domingos?" O tom de Ethan tornou-se gélido. "É bom que você não tenha feito nada com ele ontem à noite. Caso contrário, eu não usarei um método tão gentil como agora."
"Ethan, por que perder tempo com palavras? Se você é tão capaz, por que não confronta Domingos você mesmo? Afinal, para dançar o tango são precisos dois..." Assim que Alison desligou o telefone, um olhar de desprezo apareceu em seu rosto. Apesar de sua bravata, Ethan era claramente covarde demais para enfrentar Domingos diretamente.
Alison fez seu caminho até o quarto do pai. Ao chegar, notou uma enfermeira falando com ele em voz baixa. Charlie, no entanto, parecia desinteressado, com o olhar fixo na janela.
Após Alison bater na porta, Charlie voltou-se para a porta. Seu rosto se iluminou com um sorriso ao vê-la. "Alison, o que te traz aqui? Você não deveria estar na aula?"
Assim que a enfermeira deixou a sala, Alison se sentou ao lado da cama de Charlie. Levantando o cobertor, ela começou a massagear suavemente as pernas dele. "Eu senti sua falta, então tirei um tempo do centro de dança para vir te ver. O quê? Você não quer me ver?"
O sorriso de Charlie se alargou. "Eu quero te ver. Queria poder te ver todo dia."
"Então ouça o médico e siga seu plano de tratamento. Quando sua perna melhorar, eu te levo para casa, e podemos ficar juntos todos os dias."
Depois de conversar um pouco com Charlie, Alison saiu do hospital, sentindo-se perdida. Encontrou um banco na rua, sentou-se e ficou olhando para o céu, perdida em pensamentos.
Enquanto massageava a perna de Charlie, Alison percebeu que ele não sentiu nada. O medo se infiltrou conforme ponderava a possibilidade de que a condição dele pudesse ser irreversível.
Decidida, achou que era hora de transferi-lo para um hospital diferente em busca de cuidados melhores.
Apenas quando a noite caiu, Alison pegou seu telefone da bolsa. Uma mensagem aguardava dela de Madalena, com uma foto e algumas palavras. "Alison, Domingos trouxe uma mulher para o Glamour. Todo o grupo deles está lá."
Na foto, Domingos tinha o braço em volta da cintura da mulher, murmurando ao ouvido dela. As bochechas da mulher estavam coradas de timidez.
Logo em seguida, outra mensagem de Madalena apareceu, exibindo apenas uma sequência de números. "Enviei o número do quarto!"
Alison respondeu rapidamente: "Entendi. Obrigada."
Então Alison chamou um táxi na calçada. "Para o Glamour, por favor..."
Assim que a porta da sala privada se abriu, o barulho em seu interior foi interrompido abruptamente.
Ao entrar, Alison atraiu vários olhares prolongados. Seu vestido azul justo realçava suas pernas graciosas, pele delicada e cintura fina, capturando olhares admirados.
Alison avistou Domingos imediatamente em um canto.
Domingos estava esparramado preguiçosamente em um sofá de couro preto, um braço jogado sobre o encosto, seu relógio caro aparecendo discretamente por baixo da manga.
No entanto, não havia mulher ao lado dele, levando Alison a supor que ela já havia partido.
"Esta senhora mencionou que o Senhor Clark pediu sua presença", disse o garçom, indicando Alison.
Senhor Clark? Nesse lugar, havia apenas um Senhor Clark.
Ao ouvir isso, Domingos levantou casualmente o olhar. Ao avistar Alison na porta, seus olhos brilharam de interesse, e um leve sorriso despontou nos cantos da boca.
"Domingos, você é incrível! Mal uma sai, outra chega", zombaram os outros na sala.
Alison atravessou a multidão, indo diretamente até Domingos. Ela se acomodou no colo de Domingos, seus dedos delgados traçando um caminho lento e provocante pelo colarinho e peito dele antes de parar em seu abdômen inferior.
"Eu usei isso só para você. Gostou? Está satisfeito?" Alison perguntou, sua voz carregada de sedução.
Domingos acariciou o rosto de Alison, sua resposta tingida de travessura. "Eu gosto mais quando você tira."
Com os braços em volta da cintura de Domingos, Alison sussurrou: "Mas não te preocupa que sua namorada fique brava?"
Uma dor aguda picou o lóbulo da orelha de Alison. Domingos mordeu levemente de forma provocante e murmurou com um tom carregado, "Ela não é minha namorada."
A mão de Domingos subiu lentamente pela perna de Alison, fazendo a bainha do seu vestido subir ainda mais.
Desde que Alison havia ido até lá, como Domingos poderia resistir à tentação? Afinal, não havia laços a prendê-lo.
Os outros na sala desviaram seus olhares, mas sua curiosidade permanecia sobre o par.
"Você veio aqui só para me mostrar como o vestido fica em você?" A voz de Domingos era rouca de intriga.
Alison levantou a cabeça e segurou suas mãos viajantes. "Você escolheu para mim. Eu queria que você visse. Além disso, senti sua falta."
Domingos respondeu pressionando seus lábios gentilmente no canto da boca dela.
Justo então, Arão, assistente de Domingos, entrou da sala ao lado e anunciou: "Senhor Clark, falei com a recepção. Seu quarto está pronto."
A sala explodiu em comentários provocativos. "Parece que você não consegue esperar mais!"
"Corte isso. Não queremos atrasar seus planos para a noite, certo?"
Risadas preencheram a sala. O grupo estava acostumado a ver belas mulheres entrando e saindo, então não levavam Alison a sério.
Além disso, se Domingos realmente valorizasse Alison, ele não a trataria com tanta casualidade. As risadas tinham um tom de indiferença.
No espelho do elevador, os reflexos de Domingos e Alison estavam entrelaçados, próximos o suficiente para que ela sentisse a respiração morna dele.
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