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Capa do romance Querida, volte para mim!

Querida, volte para mim!

Maxon Ravenwood busca a verdade sobre o suicídio do irmão Simon. Entre a amiga Sabrina Hart e a misteriosa Daphne Chen, ele se perde em um jogo de vingança e paixão letal. Sabrina, outrora devota a Maxon, é injustamente culpada e humilhada por ele até fugir com o coração partido. Sete anos depois, ela retorna transformada, abandonando a dor para executar um plano implacável. Agora, Sabrina quer que Maxon pague por cada sofrimento, retribuindo o passado com fúria.
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Capítulo 3

Maxon:

- Sabrina! - Madeleine Prescott respondeu com os olhos marejados - Sabrina o encontrou.

- Sabrina? - questionei.

Aquele não era o nome daquela mulher?

A que chorava copiosamente durante o enterro de Simon?

- Duas horas antes -

Quando toda aquela multidão se dispersou, me ajoelhei ao lado do túmulo e Simon e depositei uma rosa branca sobre a terra.

- Por que você fez isso, irmão? - questionei sentindo o coração pesado - Por que você não pôde esperar por mim? Por que não pôde viver mais um dia?

Senti a presença de alguém atrás de mim, então, me levantei e me virei em direção daquela pessoa.

Era aquela mulher.

A mesma mulher que chorava ao lado do caixão do meu irmão, agora estava parada a minha frente.

O rosto pálido, lábios esbranquiçados e roupas encharcadas pela chuva.

Seus olhos estava inundados de lágrimas.

- Simon! - ela disse com a voz fraca, erguendo a mão e para tocar o meu rosto - É você? Você está aqui? Você voltou?

Quando seus dedos finos e frios tocaram minha face, seus olhos se reviraram e ela pendeu para trás. Desmaiando.

Me apressei em segurar seu corpo, para que ela não caísse no chão.

- Sabrina! - uma voz feminina se fez ouvir.

Uma mulher aparentando ter a mesma idade que ela corria ao nosso encontro.

- Sabrina! - ela repetia alto, chamando a atenção de outras pessoas - Alguém liga para o socorro.

- Hora atual -

- Sabrina Hart! - ela repetiu - Ela era amiga do seu irmão.

- Por que foi ela quem o encontrou? - questionei - Ele não estava aqui?

- Parece que Simon e Sabrina combinaram de se ver para comemorar a promoção dela no trabalho, mas o Simon não apareceu! - ela contou - Sabrina veio até aqui para perguntar o motivo, então ela o encontrou morto. Na banheira.

Então, foi assim?

Que nível de intimidade os dois tinha para que ela até mesmo entrasse no banheiro do quarto dele?

Ela desmaiou quando me viu.

E ela também me chamou de Simon.

Ela pensou que eu fosse o meu irmão e desmaiou logo em seguida.

Por que?

Por que ela estava chorando tanto no enterro? Por que desmaiou?

Seria choque por sermos quase iguais, ou culpa por algo?

Eu não sabia a resposta. Mas queria muito descobrir.

"Sabrina Hart, quem é você, e o que você significou para o meu irmão?"

Sabrina:

Abri os olhos encarando a claridade do teto.

Minha mente estava nublada. Eu mal me lembrava do que aconteceu depois do enterro.

- Sabrina, você acordou! - a voz de Silvia ecôou longe, mesmo ela estando tão perto de mim - Eu sabia que iria acabar passando mal. Você não come nada há dois dias. Qual o sentido disso?

Devagar, eu voltei a ouvir normalmente.

- Acha que o Simon iria gostar de te ver se desgastando desse jeito? - ela perguntou.

- O que aconteceu? - perguntei ao me sentar sobre o leito hospitalar - Como eu vim parar aqui?

- Olha só, você nem se lembra! - ela reclamou carrancuda - Você insistiu em voltar para se despedir direito do Simon, mesmo contra a minha vontade. Quando eu cheguei ao túmulo dele, você já havia desmaiado nos braços do irmão dele.

- Irmão? - não. Definitivamente era o Simon. Eu vi ele. Eu tinha certeza de que era o Simon.

- O irmão do Simon que mora na Inglaterra! - ela contou - Eu só soube ontem que ele viria. Mas, o vôo atrasou e ele só chegou a tempo de ver o enterro.

- Está dizendo que era o irmão dele? - questionei - Por que ele se parecia exatamente com o Simon?

- Você não sabia? - ela questionou fazendo uma careta de surpresa - Eles eram gêmeos!

Gêmeos?

- Duas semanas antes -

- Você parece feliz! - comentei ao vê-lo sorrir para o papel - Por acaso, isso é uma carta de amor?

- Sim! - Simon sorriu animado - O amor mais puro e genuíno do mundo.

- Nossa, você está mesmo disposto a me deixar com ciúmes heim! - resmunguei - Quem é ela?

- Como é? - ele perguntou - Eu quis dizer que é o meu irmão. É uma carta do meu irmão!

- Do seu irmão? - sorri sem graça - O que mora em Londres?

- E eu tenho outro irmão para quem eu envio cartas? - ele questionou - Você sabe bem que ele é a metade da minha alma.

- Você é tão cafona! - resmunguei - Você vai para Londres de novo?

- Não. Desta vez é ele quem vai vir para Portland! - ele contou.

- A Madeleine deve ter ficado feliz com a notícia.

- Ela não sabe! - Simon negou - Eles dois não tem uma boa relação. Você sabe. Meu pai levou o Maxon embora quando se divorciou da minha mãe. Agora, meu irmão e eu só nos vemos uma ou duas vezes por ano. Acredite, se a nossa mãe soubesse, o Maxon nem sequer cogitaria a idéia de vir para Portland. Ele não quer ver ela.

Eu sabia que a relação entre as pessoas da família do Simon era complicada, mas não imaginava que fosse tanto a ponto do filho nem sequer avisar a mãe que estaria vindo para o país.

- E você parece se importar muito com o que ele quer ou não! - falei.

- Claro que sim. Fomos gerados em uma mesma bolsa, o que ele pensa e sente é mesmo importante para mim! - ele disse de uma forma carinhosa - Como eu disse, o amor mais puro e genuíno de todos. Ele é a pessoa mais importante do mundo para mim.

- Nossa, falando assim me deixa ainda mais enciumada do que se fosse uma mulher! - reclamei.

- Deixa de drama! - ele disse depositando um beijo no topo da minha cabeça - Você sabe bem que mesmo eu tendo um irmão gêmeo, você sempre vai ter um lugar especial no meu coração. Que tal assim, você e o Maxon são as duas pessoas que eu mais amo.

- Assim está melhor! - sorri para ele.

- Que tal isso, quando ele vier em dois meses, eu vou apresentar vocês dois! - ele sugeriu - o que acha?

- Dias atuais -

- O nome dele é Maxon! - comentei.

- Então, você já o conhecia? - Silvia questionou - Você...

- Eu nunca tinha visto ele antes! - contei - O Simon disse que tinha um irmão gêmeo, mas eu nunca pensei que eles fossem tão parecidos.

- A semelhança é mesmo assustadora! - ela concordou - Eu mesma teria ficado aterrorizada ou desmaiado se não soubesse que eles eram gêmeos.

O que eu estava pensando?

Que o Simon tivesse voltado?

Ele não iria voltar mais. Havia me abandonado. Me deixado para sempre.

Mesmo depois de me prometer que nunca me abandonaria, como a minha mãe fez, mesmo assim, ele me abandonou sem pensar duas vezes.

"Simon Ravenwood, você não cumpriu sua promessa!"

- Eu quero ir para casa! - falei.

- Você deveria ficar em observação por mais algum tempo! - Silvia insistiu - E além do mais, não é bom que você fique sozinha depois de tudo o que passou.

- Eu estou bem! - declarei - Só quero ir logo para casa!

- Tudo bem! - ela concordou - Mas, eu vou com você!

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