Capa do romance Prometida ao Dom Italiano

Prometida ao Dom Italiano

9.5 / 10.0
Isabella White assumiu a liderança de uma renomada empresa de arquitetura após a morte dos pais, mas sua força é testada ao enfrentar um contrato de casamento forçado. Em um submundo de traições e mistérios, ela precisa lidar com sentimentos complexos, incluindo a síndrome de Estocolmo. Entre reviravoltas e perigos, Isabella busca sua identidade e descobre paixões intensas que desafiam sua confiança, provando que a vulnerabilidade pode gerar conexões reais.

Prometida ao Dom Italiano Capítulo 1

ATENÇÃO : ESTA OBRA CONTÉM GATILHOS!

CENAS DE SEXO EXPLÍCITO

PALAVRAS OBSCENAS

TORTURAS, MORTES E DROGAS.

+18 🔞

SE POR ACASO SE SENTIR INCOMODADO COM ALGUMA COISA, POR FAVOR NÃO LEIA.

CAPÍTULO 1

Nápoles, Itália

O telemóvel dele toca.

—Fala — ele fala apenas, com a sua voz autoritária.

—Senhor, tivemos a confirmação, o avião caiu no Atlântico.

—Mas que merda — ele fala furioso dando um murro na mesa — quantos corpos?

—Três senhor, incluído o piloto, já foram resgatados.

—São eles?

—São sim senhor, sem sombra de dúvida.

Ele bufa irritado desligando o telemóvel logo de seguida.

—Ele conseguiu acabar também com eles, não foi? — o seu braço direito pergunta mal ele desliga a chamada.

—Claro, agora não tem mais nenhum empecilho. Com toda a certeza foi ele.

—O que pensas fazer?

—Para já nada, eu fiz um trato com eles, vou deixar ela viver bem a vida de solteira, mesmo eles agora estando mortos, eu vou cumprir com a minha palavra até ao fim.

Toronto, Canadá

O Início da Pior Semana da Minha Vida

Isabella White

Narrado por Isabella

O meu telemóvel toca insistentemente enquanto estou a ter uma aula.

Raios, era só o que faltava, nem me lembrei de lhe tirar o som.

— Senhorita White, ou sai e atende esse telemóvel ruidoso ou então o desligue por favor!

O professor Yoshida fala, já sem nenhuma paciência.

— Peço mil desculpas, vou desligar — e desligo, cheia de vergonha.

Parecia mal eu sair para atender, até porque nem conheço o número que me estava a ligar.

Chamo-me Isabella White e tenho 22 anos, estudo arquitetura na Universidade de Toronto, a faculdade de Arquitetura é chamada de John H. Daniels Faculty of Architecture, Landscape and Design.

Um nome bem pomposo não é?

Estou no último ano e quando acabar o meu curso, vou estagiar e depois vou trabalhar para a enorme e requisitada empresa dos meus pais, o meu pai é o CEO e eu quis ser arquiteta por o admirar muito, admiro o seu trabalho, a sua imensa dedicação. A minha mãe não exerce, mas vai com o meu pai, cada vez que eles têm que viajar a trabalho e viajam muito.

A White Architecture, é conhecida em todo o mundo, tem escritórios também em todo o mundo.

Os meus pais viajam muito à conta disso.

Finalmente a aula acaba e o meu telemóvel continua a tocar sem parar.

Mas que urgência esta pessoa que está do outro lado da linha tem em falar comigo?

Decido atender, mas a chamada cai antes de o fazer.

Logo a seguir liga o meu padrinho.

— Estou padrinho, como estás?

— Isabella, está aí na porta na faculdade o motorista, vai ter com ele e vem para casa, agora mesmo — ele ordena.

— Mas ainda tenho mais duas aulas padrinho, o que se passa assim de tão urgente? — pergunto surpresa.

— Vem e falamos aqui na tua casa.

A Pior Semana da Minha Vida

Narrado por Isabella

Yorkville é o bairro mais caro de Toronto, ver celebridades a passear por aqui não é novidade.

Além de estarmos situados bem no centro da cidade, próximos ao cruzamento da Yonge e Bloor e a lojas, restaurantes, supermercados e transportes públicos, boa parte dos prédios oferecem aos moradores uma rigorosa segurança, com câmeras que monitoram os corredores do prédio e guardas de plantão, manobrista e recepcionista disponível 24 horas.

Só mesmo para os endinheirados.

O nosso apartamento fica no 50°andar, uma magnífica cobertura com tudo o que temos direito, a vista daqui, é de tirar o fôlego.

Ao entrar me deparo com o meu padrinho, e pelo semblante dele percebo que ele não tem boas notícias para mim.

Mas o que eu nunca imaginei, era que essas notícias iriam mudar toda a minha vida, toda a minha felicidade, todo o meu rumo.

Três Dias Depois

Imensa Dor

Narrado por Isabella

Entro na minha casa e peço para ninguém me incomodar, não quero ver ninguém, não quero falar com ninguém, não quero estar com ninguém.

Quero morrer para o mundo, tal como os meus pais morreram.

Acabei de vir agora mesmo, de os ver a serem enterrados.

A dor é imensa.

A dor é enorme.

A dor come a minha alma.

Como é possível eu nunca mais os ver, os meus pais, os meus pilares, os meus tudo na vida.

Como é possível eles terem morrido num estúpido acidente, que ninguém previa, que ninguém imaginava.

Os meus pais viajaram há três semanas para Paris, no nosso jato particular e lá festejaram os seus 25 anos de casados.

Mas ao voltarem e sem ninguém entender muito bem como aconteceu, o jato caiu no Oceano e os meus pais morreram, juntamente com o piloto.

Os corpos foram resgatados no dia seguinte e os trouxeram para os enterrarmos.

E foi isso que acabei de fazer.

Mas a minha dor é ainda maior porque nem os pude ver uma última vez.

Os caixões já estavam selados sem nenhuma hipótese de os abrir.

Acabei de enterrar os meus queridos pais.

Entro no meu quarto e fecho a porta, atiro-me para cima da minha enorme cama e ali choro, berro, grito, me desespero.

O meu desgosto é enorme e não sei como vou ultrapassar esta imensa dor e tristeza que tenho dentro do meu peito.

Sinto-me imensamente sozinha.

Agora, estou sozinha no mundo.

Não tenho irmãos, não tenho tios, nem primos, apenas o meu querido padrinho. Os meus pais queriam ter muitos filhos, mas a minha mãe teve uma grande hemorragia no meu parto e acabou perdendo o útero.

Então dedicaram todo o seu amor e dedicação a mim, a única filha.

Eles não poderiam ter sido melhores pais, sempre estiveram presentes e me deram muito amor. Não fui criada pelas empregadas como muita gente rica faz, não, os meus pais quiseram estar sempre presentes na minha vida e nunca perderam um único evento da minha escola.

Por tudo isso, perder os meus pais é o pior do mundo.

Uma Semana Depois

A Minha Amiga

Narrado por Isabella

Uma semana depois, ainda estou aqui jogada na cama, no escuro, descabelada, ramelosa e acho que uns cinco quilos mais magra.

A Mary já bateu aqui na minha porta tantas vezes que perdi a conta.

Ela é a nossa governanta, ela trabalha aqui em casa desde sempre.

Ela bem me trás comer, mas eu não como nada, nada desce pela minha goela abaixo, por isso, ela vem cá buscar a bandeja e a leva de volta para baixo tal como a trouxe, ela está preocupada com o meu estado, ela é uma querida, gosto muito dela.

Sinto alguém entrar no meu quarto parecendo um furacão, a porta abre batendo na parede, as cortinas abrem de par em par, roubando o escuro do meu quarto, para entrar uma claridade que me cega na hora, as janelas abrem e sinto uma aragem gelada entrar.

Este furacão só pode ter um nome, Zoey Smith.

— Esta merda acaba agora mesmo menina Isabella — ela fala alto demais para os meus ouvidos sensíveis.

Reviro os olhos, a minha amiga é tão teatral.

Atiro com uma das almofadas contra ela e tapo todo o meu corpo, incluindo a cabeça debaixo dos cobertores.

— Deixa-me em paz, Zo, eu não quero ver ninguém. — resmungo por baixo das cobertas.

Ela puxa todas as minhas cobertas e me puxa pelos pés.

— Que nojo, Isa, tu cheiras a porco no chiqueiro, aposto que esse teu corpo magrela nem tem visto água. — ela discute.

Não tem visto mesmo, nem forças tenho para bater uma água nas fuças.

Ela agarra em mim e me puxa para o chuveiro e abre a água no frio comigo vestida e tudo.

— MERDA, ZO, TU QUERES ME GELAR A ALMA? — grito quando a água gelada bate no meu corpo.

— Não quero nem saber sua porquinha, isso lá é jeito de se estar? O que os teus queridos pais devem estar a pensar ao te ver assim?

Olho para ela e começo a chorar.

— Eles estão mortos, já não pensam nada. — falo triste.

Ela tempera a água e tira o meu pijama em silêncio, também com lágrimas nos seus olhos.

— Eu amava os teus pais, mas não podes ficar aqui escondida neste quarto para sempre. É difícil, mas não há nada a fazer. Sei que é cruel, mas a vida continua, Isa. — ela tenta me consolar, mas acho que nada o consegue fazer.

Eu choro em prantos e ela me abraça forte, não se importando com a água que a molha totalmente.

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