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Capa do romance PROIBIDO ( Seríe Anjos Obscuros)

PROIBIDO ( Seríe Anjos Obscuros)

Antonela sempre amou Eliot em segredo, mas foi aos dezesseis anos que ele finalmente a notou. Aos vinte e três, ele luta contra o desejo proibido, tentando protegê-la de outros homens enquanto lida com a culpa. Entre fugas e uma atração fatal, Eliot percebe que não pode viver sem ela, mesmo que isso custe sua paz. Disposta a enfrentar a própria família por esse romance, Antonela desafia todos os limites. Até onde esse amor resistirá ao desespero e à dor?
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Capítulo 3

Antonela subiu ao quarto, ainda estava mexida com o que aconteceu, mas também estava com raiva de Eliot e de si, por ter sentimentos por ele.

Se preparou para o jantar, e para fogueira mais tarde, colocou roupas quentes, mesmo com sol do dia a noite sempre esfriava na região.

Ela esperou pelo jantar dentro do quarto, não tinha ânimo para enfrentar as perguntas de Agnes e nem de ver Eliot.

Quando desceu, quase todos já estavam na mesa, Eliot olhou para ela, mas logo desviou o olhar, o coração dele estava disparado, essa nova sensação o perturbava muito.

Depois do jantar todos saíram para fogueira que estava sendo feita, os mais velhos se sentaram, com copos de vinho, enquanto os outros tomavam suco e chocolate quente.

Pelas chamas Eliot observava Antonela, que se sentou do lado contrario ao dele, as chamas deixavam os cabelos dela ainda mais bonitos, depois de um tempo ele suspirou, não queria olhar, mas seus olhos o traiam.

Antonela se levantou e foi dar uma volta com Agnes, sentiu os olhos de Eliot sobre ela, isso a estava incomodando.

Agnes:- Não vai me contar?-Elas caminhavam pelo lago, Antonela suspirou

Antonela:- Eliot me beijou, mas disse que era para eu aprender uma lição, insinuou que minha roupa não era adequada para cavalgar e que os peões estavam me olhando, ele estava com raiva, eu pude sentir-Agnes ficou paralisada

Agnes:- Meu irmão te beijou?-Ela levou a mão a boca, começou a rir-Isso não é bom?-Agnes sabia do amor de Antonela pelo irmão, e torcia para que ficassem juntos.

Antonela:- Você não entende, ele não me beijou porque sentiu desejo, me beijou com raiva.

Agnes:-Eu ainda acho que se ele beijou foi porque quis beijar, quem pune alguém beijando-Antonela bufou, Agnes podia ter certeza

Antonela:- Você acha que ele disse isso para disfarçar?

Agnes:-Claro que acho-Um sorriso pequeno surgiu nos lábios de Antonela, Agnes deu a ela uma pequena esperança.

Antonela:- Não quero me apegar a isso, mas vamos ver-Ela sentiu o coração apertar, mas ainda existia uma centelha de esperança.

Quando voltavam para fogueira viram algumas pessoas entrando na casa, alguns já estavam indo dormir, como o local era seguro,, não viam problemas em que os mais jovens ficassem, Antonela tinha os olhos em Eliot, ele a encarrou por alguns segundos, depois desviou o olhar, parecia irritado.

ELIOT

Antonela, me olhava intensamente, eu poderia me perder naqueles olhos azuis, respirei profundamente e desviei o olhar, cada vez que esses pensamentos passavam pela minha cabeça eu ficava ainda mais irritado.

Precisava esfriar a cabeça, então resolvi tomar um banho frio, pois apenas o tempo não estava resolvendo, entrei no meu quarto e fui direto para o chuveiro, a água fria despertando meus sentidos, mas minha mente me traiu, a lembrança dos lábios macios dela me pegou por completo.

Levei minha mão ao meu p@u duro e pulsante, a imagem das pernas dela andando a cavalo foram suficientes para me enlouquecer, nunca g@zei tão rápido e tão forte, minha respiração ainda se estabilizava quando a culpa me invadiu, Antonela era apenas uma menina e eu tinha pensamentos sujos sobre ela.

Ponderei se deveria retornar a fogueira, me sentia enojado com meus pensamentos, mas não conseguia conte-lós, fiquei ali andando de um lado para o outro.

Antonela, vendo que ele foi embora sem nem mesmo olhar para ela, ficou triste, teve certeza que ele foi apenas maldoso no momento que a beijou, era como se ela fosse um troféu, talvez pelos peões estarem olhando para ela, depois achou o pensamento ridículo, mas não sabia o que pensar, varias teorias passavam pela sua cabeça, e em nenhuma delas Eliot a beijava por amor ou coisa parecida...

Já estava tarde e a fogueira quase se apagando, quando Agnes se levantou.

Agnes:- Vamos entrar?-Ela não comentou, mas entendeu a amiga, sentiu vontade de estapear o irmão.

Antonela:- Vai na frente eu vou logo-Agnes suspirou e entrou na casa, Antonela entrou em seguida, pegou uma toalha e saiu novamente, resolveu que dar um mergulho no lago seria bom para dispersar seus pensamentos, não havia mais ninguém a casa estava quase toda escura.

Ficou sentada por um tempo olhando para água, depois retirou suas roupas lentamente e mergulhou, a água fria fez com que sua pele se arrepiasse, mas ela não se importou, nadou de uma margem a outra algumas vezes, queria se cansar ou não conseguiria dormir.

Eliot:- O que você está fazendo?-Ela se assustou, a voz dele parecia nervosa

Antonela:- Nadando, não deu para perceber?-

Eliot:- Não chega o show para os peões, agora que fazer um para os soldados?-Antonela olhou em volta assustada, mas não viu ninguém, voltou a olhar para ele bufando.

Antonela:- Não tem ninguém aqui, porque não volta para casa, e me deixa em paz? -Eliot não saiu do lugar, retirou um maço de cigarros do bolso, sem tirar os olhos de Antonela, acendeu um cigarro e deu uma longa tragada.

Quando Agnes entrou ela passou pelo quarto do irmão, com o pretexto de dar boa noite, e deixou escapar convenientemente que Antonela ainda estava lá fora, pela janela Eliot a viu sair dá fogueira e caminhar em direção ao lago, ficou olhando até a perder de vista, tentou ficar ali, mas muitas coisas passaram pela sua cabeça, e se Antonela se machucasse lá fora? Ele não podia permitir, agora olhando para ela sabia que foi uma desculpa que criou para si, só queria ver a menina Antonela.

Eliot:- Por que nadar em uma noite tão fria?

Antonela:-Apenas vá embora e me deixe em paz-Eliot estava tão concentrado em Antonela, que não viu suas roupas no chão, ela queria que Eliot fosse embora para poder sair dá água.

Eliot se encostou em uma árvore, fumava tranquilamente, ela não pretendia ficar tanto tempo na água só precisava esfriar a cabeça, agora estava tremendo de frio.

Antonela:- Por que não vai embora?

Eliot:- Vou quando você sair dá água

Antonela:- Eliot. só saia daqui- Ele não respondeu, ela se irritou e começou a nadar para margem-Foi você quem pediu, não reclame.

A medida que ela saia, os olhos dele se arregalaram, Antonela estava nua, Eliot a olhou de cima abaixo, antes de virar o rosto.

Eliot:- Porr@, porque esta nadando nua?-Ela correu e se enrolou na toalha.

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