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Capa do romance Procura-se Uma Noiva

Procura-se Uma Noiva

Tommáz Walker, herdeiro bilionário, precisa se casar para garantir sua parte na herança da avó Enora. Determinado a não perder sua fortuna, ele busca um matrimônio de conveniência. Amélie Petit, assistente de sua meia-irmã, luta contra as dívidas de jogo do pai e não confia em homens. Ao aceitar o contrato de Tommáz, sua vida muda. O que começa como um acordo frio e um primeiro beijo desperta sentimentos reais, transformando o sedutor em um homem de família.
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Capítulo 2

Tommáz Walker

Viro a cadeira em direção a grande parede de vidro que ocupava toda a sala do último andar da Walker Corporation, finalmente meu pai Noah estava deixando a empresa sobre os meus comandos, mesmo ele dizendo ser apenas uma aposta, adoro os meus pais e sei que ele confia em mim, mas ainda não estou pronto para realizar o que eles mais desejam.

Casar!

Só de pensar sobre isso sinto um arrepio de mau agouro correndo pela minha espinha, não que não acredite na instituição do casamento, até por que vejo que os que me cercam deram muito certo, olhando para os meus pais e meus tios Mike e Emma, todos eles são extremamente felizes em seus casamentos.

Mas, eu adoro a minha vida, toda noite ter um bucetinha diferente e não quero e nem planejo tão cedo me prender em apenas uma. Não consigo me ver, vivendo essa vida de homem de apenas uma mulher.

Mesmo sabendo que tenho dado bastante trabalho com a imprensa nos últimos anos, sendo fotografado sempre com uma mulher diferente, o que me fez comprar um apartamento diferente para usar em meus encontros casuais, no mesmo prédio onde tenho meu apartamento.

Minha assistente pessoal, não suportava mais limpar a sujeira que sempre fazia depois de uma noite de gandaia, então ela me deu a ideia de ter um abatedouro alguns andares abaixo, e assim eu fiz.

Infelizmente nessa sexta-feira, não terei meu prazer de todo dia, já que assim que sair da empresa vou direto para a pista de voo, me encontrar com a família para aproveitarmos a semana de moda em Paris, o que é ótimo, aproveitarei algumas das melhores modelos mundiais para realizar uma orgia.

O império que meu pai iniciou cresceu ainda mais e sob meu comando nos últimos meses cresceu a ponto de ser necessário criar uma filial na Itália, já que o Spa com os Lancellot acabou se tornando uma cadeia de hotéis e vinícolas, hoje temos uma fatia bem pequena dos lucros da Lancellot, conforme meu pai fez com o falecido senhor Pierre e seu filho Pietro assumiu o comando de tudo fazendo prosperar…

— Continua aqui Tom? — Viro a cadeira em direção à voz do meu melhor amigo Kevin.

— Sim, terminei agora de olhar os balancetes, estava de saída. — Digo sorrindo para ele. — E aí, vai conosco ou prefere ir com meus tios na terça? — Pergunto na esperança que ele aceite ir comigo.

— Vou com vocês, mas preciso preparar a minha bagagem. — Reviro os olhos para o meu amigo quase um primo.

Pego o telefone e meus pertences, ligo para os meus pais, sei que eles não vão se importar de esperar enquanto Kevin se apronta para ir no mesmo voo.

Para os meus pais, os filhos do tio Mike e tia Emma é uma extensão da própria família, já que crescemos todos juntos e praticamente estudamos na mesma escola.

Saímos da empresa e vou com meu amigo em direção o apartamento que tem, infelizmente não moramos no mesmo prédio, ele ganhou dos pais um apartamento alguns andares abaixo dos próprios pais no dia seguinte que ele chegou tão bêbado que deixou a minha tia muito irritada, que decidiu por ele no seu próprio espaço, irritando as minhas primas que ainda vivem embaixo do mesmo teto que meus tios.

Com uma hora de atraso chegamos no aeroporto, entramos na pequena aeronave e caminho em direção a minha mãe que tem quase uma semana que não a vejo, ela estava tão envolvida com o casamento da minha prima Elisa que praticamente estava mais em Paris que em casa.

— Oi! Mamãe, por que não ficou por lá? — Pergunto beijando a sua testa e lhe abraçando com saudades.

— Porque sua mãe tem um marido que estava com saudades dela na cama. — Reviro os olhos para o meu pai que não se importa nenhum um pouco de falar das intimidades deles na frente da família, fazendo todos ficarem com vergonha.

— Credo velho, ninguém precisa saber que vocês dois continuam parecendo dois coelhos cheios de fogo. — Tiro uma gargalhada do meu pai que me puxa para um abraço.

— Deixe disso moleque, vocês acham que foram feitos como? Ele pergunta com um sorriso irônico. — Deixem esse assunto para outro momento, oi Kevin. — Meu pai estende a mão para o meu amigo e o abraça.

Me sento na poltrona ao lado do meu irmão Ethan que estava mexendo em algum gráfico e pelo visto, ele não estava muito satisfeito com o que estava vendo.

Conversei com todos e finalmente o nosso voo foi liberado para decolar, aproveitei para por os assuntos em dia e ouvir cada uma das reclamações de minha mãe, porque tenho certeza que ela reclamará mais uma vez, por ser fotografado com a atriz que protagonizará o novo filme de heróis da Marvel, que estava filmando em Chicago.

Chegamos a Paris e fomos todos para a mansão da família Miller, chamar de casa é até uma ofensa, a mansão tem nada mais, nada menos que quinze quartos, tudo isso para evitar a nos separar quando viéssemos para a casa da vovó Enora, que tenho certeza que puxará a minha orelha pela manhã quando descer para o café.

Mas agora é hora de gastar um pouco as nossas energias, chamo Kevin para ir ao Moulin Rouge, a casa de show mais icônica de Paris, mas existe uma porta exclusiva apenas para a alta sociedade.

Uma casa de stripper, em grande maioria as garotas são apenas dançarinas sensuais para alguns empresários, mas existe garotas de programas que aceitam dar um pouco de prazer para seus clientes, eu mesmo já transei com algumas modelos mundias aqui mesmo, nesses bancos aveludados.

Assim que entramos pelas portas escuras escondidas por uma decoração sofisticada, o ambiente se torna escuro, estava acontecendo o segundo show da noite, o som alto e as luzes baixas dava apenas para olhar por onde caminhávamos.

Caminho devagar entre algumas poltronas para não pisar no pé de nenhum dos clientes que estava ali apreciando uma modelo que se não fosse pela máscara teria certeza que a conheceria.

Entro com o Kevin na saleta privativa com um mini bar a disposição para o nosso consumo, começo a olhar para as mulheres que estavam caminhando pelo salão com uma bandeja oferecendo algumas taças de champanhe ou copos de uísque.

Continuo observando o show da mascarada que parece ter um charme interessante e aquela máscara com penas de pavão saindo por cima de sua cabeça, o que evitava conferir o tom de seus cabelos. Estava me deixando intrigado, tenho a sensação que já a vi em algum lugar, talvez a chame para uma noite e descubra de onde a conheço.

— Quero aquela ali. — Kevin aponta para uma ruiva que estava usando uma máscara veneziana.

A mulher muito bonita, tinha um corpo que lembrava muito as brasileiras, com curvas nos lugares certos, seios fartos e uma bunda arrebitada, percebo quando meu amigo acena para o garçom que caminha lentamente em nossa direção.

— Boa noite, senhores em que posso ser útil? — O garçom nos cumprimenta.

— Gostaria de convidar a Veneziana para o nosso camarote, isso claro se ela for adepta a dar prazer! — Kevin fala com os olhos fixos na mulher.

— Creio que a Veneziana já tenha sido solicitada senhor, temos algumas outras se quiser conferir… — Meu amigo interrompe a fala do garçom.

— Diga a ela que dobro o valor que lhe foi proposto. — O garçom meneia a cabeça e antes que ele saia o chamo.

— A dançarina principal, ela faz parte do catálogo? — Pergunto com interesse, olhando diretamente para a mulher no palco, elaborando sua apresentação no pole dance.

— Não, ela é novata, mas posso perguntar se ela tem interesse de uma exclusividade. — Aceno com a cabeça, mantendo o meu olhar na desconhecida.

Ela dançava exibindo uma cintura fina e um rebolado que estava me deixando de pau duro, observo o garçom se aproximando do palco chamando a sua atenção e pelo que pude ver ele gesticula em nossa direção.

Noto quando ela nega com a cabeça, o garçom acena para a mulher com a máscara de pavão e se aproxima da ruiva que confirma com a cabeça e a vemos indo em direção a outra porta que até onde me lembrava é onde ficam pequenas suítes. O cretino do meu amigo se levanta com um sorriso na cara debochando do fora que levei e vai em direção à ruiva que lhe chamou a atenção.

Continuo olhando para a loira que se negou para mim, tento massagear o meu pau que está ficando cada vez mais duro por não conseguir me enterrar dentro dela. A safada percebe os meus olhares em sua direção e começa a rebolar a bunda dela na minha direção, estava usando uma lingerie branca que parece muito com uma das criações da minha tia.

— Foda-se, terei você assim que sair desse palco. — Saio do meu camarote e vou caminhando em direção ao bar que ficava próximo à saída do palco.

Mantenho os meus olhos na mulher que continua dançando e pelo jeito que a sua cabeça ia em direção meu camarote ela parecia me procurar onde estava. A música acaba a vejo se despedindo dos diversos clientes que estavam sentados praticamente com o pau na mão ou com alguma outra mulher os chupando. A vejo se abaixar e pegar as diversas gorjetas que estavam oferecendo a ela por sua apresentação.

Ela desce do palco e assim que passa por trás de mim seguro em seu pulso, acabo deixando assustada com a minha invasão em seu espaço. Mas nesse momento não me importava com nada, ela passou o resto de sua dança se insinuando para mim, então ela fará isso num desses quartos.

— Vem! — Seus olhos azuis eram a única coisa que conseguia observar pela máscara.

Senti a sua resistência e olhei para o seu rosto e se a luz fosse um pouco mais forte poderia ter certeza que ela tinha um brilho em seu olhar.

— Não! Você que vem comigo! — Um sorriso satisfeito com a mudança, surge em meu rosto.

Ela me puxa para um dos quartos privativos que estava com uma lâmpada verde acima da fechadura e entramos no quarto. Ouço quando tranca a porta e deixa o quarto com uma iluminação quase que completamente escura, apenas com as led da cama acesa.

— O que deseja de mim, Senhor? — A ouço perguntando.

— Quero tudo… — Digo quando sinto suas mãos se aproximando do meu corpo, quando ia tocar em sua máscara seus dedos delicados me impede.

— Darei tudo, mas não pode me ver, serei apenas uma lembrança sem rosto e sem nome em sua mente, mais uma entre tantas que já teve senhor Walker. — A desgraçada me conhece.

— Tenho uma ideia, você me venda e poderei sentir o sabor de seus lábios. — Ela curva a cabeça, sei que ela está pensando na minha proposta.

— Tudo bem! — Ela se afasta e procura algo em uma mesa que nem havia percebido haver ali.

A vejo caminhando em minha direção com uma venda em suas mãos, olho novamente para o lábio inferior e seu queixo era tudo o que podia ver de seu rosto. Ela estica a venda e passa por cima da minha cabeça me deixando impossibilitado de ver o que fará comigo.

A venda me deixa ansioso, me sinto refém dos desejos dessa pequena mulher, suas mãos vão para o meu rosto enquanto ela brinca com os pelos do meu peito, estico as minhas mãos e encontro o seu pescoço esguio e fino, com delicadeza toco em seu rosto e noto que ela já não estava mais com a máscara, sorrio e a puxo para um beijo.

Não é porque sou um libertino que não gosto de dar uma boa foda para que todas elas, sou um homem carinhoso, mesmo que todas elas sejam apenas por uma noite, quero sempre que todas se lembrem que já foram minha um dia.

Nossos lábios se encostam e o sabor adocicado de algo que ela tomou faz com que sinta um frenesi absurdo, meus pés acompanham os seus movimentos e passo meus braços por sua cintura fazendo com que ela caia por cima, sem deixar de beijar seus lábios macios.

Essa noite ela conhecerá Tommáz Walker e será ela que nunca me esquecerá.

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