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Capa do romance Prisioneira do CEO

Prisioneira do CEO

Isabella Weels vive para proteger sua família, mantendo a esperança apesar das perdas e dificuldades. Sua pureza é testada ao cruzar com Timothy Ritkson, um bilionário implacável e solitário que trocou sentimentos por rancor e poder. Presa a uma dívida deixada pelo pai, ela enfrenta o homem que nunca perdoa e toma tudo o que deseja. Entre o gelo dele e o brilho dela, Isabella se torna prisioneira de um destino sombrio onde barreiras parecem intransponíveis.
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Capítulo 3

ISABELLA

— Em que planeta você vive criatura? Você tem 21 anos e nunca beijou!

— Claro que beijei! Lembra daquele garoto no colégio?

— E aquilo lá foi um beijo? Pelo amor de Deus né Bella! Você vai morrer virgem — ergue os braços fazendo drama.

— Estou bem assim, não preciso de ninguém — era verdade, enquanto não surgisse alguém que me fizesse sentir borboletas no estomago, não iria enfiar qualquer um na minha vida.

— Pare de se preocupar com a minha vida amorosa. Por que você não tem um namorado então? — dou uma risada provocativa.

Ela me olha furiosa. Sei que ela tem uma queda pelo meu vizinho de frente e amigo Ben, mas ela é orgulhosa demais para assumir isso.

— Estou muito bem, nada de relacionamentos.

— Devia se preocupar com você, e não comigo — assopro um beijo.

Ela dá uma risada, e ergo o queixo orgulhosa por tê-la deixado mais uma vez sem palavras.

— Seus pais vão precisar de ajuda esse final de semana? — pergunto, torcendo por uma resposta positiva.

— Sim. Por que?

— Estou livre amanhã. Consegue me encaixar? — junto as mãos, fazendo um drama leve — Por favorzinho!

— Hum...Não sei! O evento que vamos fazer não é muito, digamos. Normal!

— Não tem problema, eu dou conta. Posso ajudar a preparar os pratos, servir bebidas — afirmo.

— Não é isso, sei que você dá conta. E que esses ricaços são um pouco excêntricos, se é que me entende.

Eu não entendia, mas precisava do dinheiro.

— Você pode se assustar...

— Corta essa Eden, não vou me assustar. Vai me encaixar ou não?

— Vou falar com a minha mãe. Quem vai ficar com o carinha?

— Vou pedir para Martha ficar de olho nele, se ela tiver compromisso, pago as gêmeas.

— Me recuso a acreditar que você paga suas irmãs para cuidar do seu irmão mais novo. Sabe que isso é cruel da parte delas não é?

Eden não gostava das minhas irmãs, e eu não podia julgá-la por isso.

Preparo para me despedir de Eden quando vejo um carro da Metropolitan Police Service parar próximo a nós, Ben descer e vir nossa direção.

— O...oi Ben! — Eden fica completamente desconcertada perto dele.

Bem, acho que todas as garotas do nosso bairro agem como ela. Ele um homem muito bonito, corpo atlético, bíceps marcados, rosto quadrado com feições delicadas, os olhos azuis e o cabelo loiro deixam o pacote completo. Ele claramente poderia ser modelo se não tivesse escolhido ser policial.

O conheço Benjamin Stuart desde de criança, quando sua mãe se mudou para a casa de frente a nossa, e então nossas famílias se tornaram próximas, ele é quatro anos mais velho que eu, e sempre foi muito atencioso comigo e com meus irmãos depois da morte da nossa mãe.

— Boa noite Eden! — diz sério, e vejo o sorriso no rosto da minha amiga desaparecer — Oi Coraline, que bom que te encontrei — sorri se aproximando.

— E...Oi Ben! — forço um sorriso.

— A dias que não te vejo, senti sua falta — engulo em seco com a sua fala.

Silvie insiste que ele é apaixonado por mim, e pensar que isso pode ser verdade fico agoniada. Não o vejo dessa forma, ele é quase um irmão mais velho. E além do mais, Eden tem uma queda, uma queda não, um penhasco por ele. A sua expressão agora deixa claro o quanto está chateada pela fala de Ben.

— Também tenho andado muito ocupado — aperta o rádio, preso ao seu uniforme.

— E verdade, não me lembro a última vez que te vi Ben — Eden tenha puxar assunto e sinto que é a minha deixa para entrar.

— Bom eu preciso entrar e ver o que Tomas está fazendo — digo, me virando para entrar em casa.

— Espere — Ben segura delicadamente o meu braço me impedindo de ir.

— Acho que estou sobrando aqui — Eden sorri sem humor — Vou indo. Boa noite, Ben, nos falamos depois Bella.

— Eden...— Não deveria estar me sentindo tão desconfortável.

— Até mais Eden — Ben dá um tchauzinho e se volta para mim com um sorriso de orelha a orelha.

— É melhor eu entrar. Tomas está lá dentro com as gêmeas — forço um sorriso.

— Tem tanto tempo que não conversamos. Eu estou saudade — toca meu ombro e eu dou dois passos para trás.

Oh merda. Que ódio, não acredito que Silvie está certa. Me recuso a acreditar nisso.

— Algum problema?

Percebo que estou balançando a cabeça em negativa feito uma idiota.

— Não é nada — minto.

— Queria saber... — pigarreia — Se você aceita sair comigo?

— Que? — que merda.

Ele ainda está sorrindo, chega a ser irritante.

— É um convite para sairmos para jantar. Um encontro.

Seria um ótimo momento para o chão se abrir embaixo dos meus pés.

— Olha Ben, você está confundindo as coisas — ele está ficando maluco.

— Não estou confuso Bella, eu gosto de você — diz com segurança.

O grito vindo de dentro chama a nossa atenção. E eu nunca estive tão feliz em ouvir um grito de Emilie, ou Emma. Até a voz delas é idêntica.

— Preciso entrar — nem me dou o trabalho de olhar para Ben, só corro para dentro — A gente se fala depois.

— Isa...— ele tenta dizer algo, mas entro rápido tirando a sua oportunidade.

A última coisa que eu esperava ouvir hoje era Ben falando que gosta de mim.

Abro a porta e dou de cara com Tomas segurando um pacote de biscoitos me olhando assustado.

— Seu pirralho retardado! — Emma vem correndo e tenta tirar os biscoitos de Tomas .

— Ei que isso? Para que esse escândalo? — fico na frente de Tomas .

— Esse moleque roubou os meus biscoitos.

— Os biscoitos que eu comprei para ele você quer dizer? — retruco.

Ela bufa revirando os olhos.

— Até onde me lembro você não come açúcar e farinha branca — completo.

Ela cruza os olhos me olhando com deboche.

— Estou comendo agora.

— Emma ele é só uma criança, não posso acreditar que está fazendo uma cena por causa de alguns brinquedos — não estou com um pingo de paciência.

Ben conseguiu estragar a minha noite com aquela conversa.

— Você só se importa com esse pirralho retardado. Vocês são iguais, dois retardados — diz entredentes.

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