Capa do romance Primeiro Amor do CEO.

Primeiro Amor do CEO.

9.2 / 10.0
Kevin Stewarth e Hanna Roux viveram um romance juvenil interrompido pela elite familiar dele. Uma década depois, Kevin lida com um noivado forçado enquanto Hanna cuida de sua filha e tenta esquecer velhas dores. Um reencontro inesperado em um evento beneficente desperta emoções intensas que o tempo não apagou. Agora, entre segredos guardados e traumas do passado, o casal precisa decidir se o primeiro amor é forte o suficiente para vencer as mágoas de uma vida inteira.

Primeiro Amor do CEO. Capítulo 1

Hanna

- Não quero te deixar ir - Kevin diz com os olhos cheios de carinho, me puxando para mais um abraço, no qual eu deito a cabeça em seu peito.

- Amor, você sabe que está tarde, e eu tenho que ir. - Digo tentando me desvencilhar de seu abraço, mas no fundo querendo que ele me segure e não largue nunca mais.

- Mais um beijo então. - Ele diz fazendo uma carinha de cachorro sem dono.

- E quem resiste essa cara de pidão? - digo, sorrindo.

Eu o beijo, e claro, o beijo é quente, delicioso, com aquele gostinho de quero mais.

- Não provoca, senão eu não te deixo sair deste carro - ele diz, sorrindo. Mordo sua orelha e respondo em sussurros ao seu ouvido:

- Até amanhã, meu amor. - Sorrio travessa, enquanto me afasto dizendo - Preciso entrar e tomar a pílula do dia seguinte. Por mais que eu queira filhos com você, ainda não é o momento.

- Se quiser, podemos treinar mais um pouquinho. - Ele diz com aquele sorriso de molhar a calcinha.

- Olha, tenho duas chamadas perdidas da minha irmã, meus pais devem estar preocupados. - Digo, verificando a hora no visor do celular.

- Deixe-me conhecê-los, assim eles ficam mais tranquilos.

- Vou combinar com eles e te aviso. Preciso ir. - Dou mais um beijo nele e me despeço no final: - Até amanhã, meu amor! Sonha comigo.

- Sempre! - Ele me rouba mais um beijo e diz: - Te amo!

- Também te amo muito. - Sorrio enquanto ele me envia um beijo.

Por mais que eu esteja preocupada por não termos usado preservativo, tenho que admitir que foi maravilhoso, e meu sorriso revela o quanto sou feliz com ele. Assim que entro pelo portão, vejo o carro dele se afastar.

Ainda estou sorrindo quando entro em casa e vejo meus pais e Hazel arrumando malas e caixas.

- O que está acontecendo aqui? - Pergunto, intrigada.

- Apareceu a margarida. Isso são horas de chegar em casa? E ainda com o cabelo molhado? - Meu pai fala furioso, e nunca o vi assim antes.

Olho discretamente para Hazel, que nega com a cabeça e faz sinal de silêncio. Sem entender o que está acontecendo, tento explicar:

- Estava na piscina da casa do meu namorado, a propósito, ele quer conhecer vocês, pa... - Não consigo terminar de falar, pois meu pai interrompe com um tapa no meu rosto.

Olho para ele, assustada, com a mão na face.

- Por sua culpa, eu e sua mãe perdemos o emprego. Agora temos que ir embora como fugitivos no meio da madrugada.

- Não estou entendendo, o que está acontecendo... - Outro tapa arde em meu rosto, mais forte que o primeiro. Cambaleio para o lado e Hazel me ampara.

- Leve essa biscate para longe de mim, antes que eu a mate por desonrar a família.

Começo a chorar, sem saber o que está acontecendo. Meus pais me olham com ódio, e eu nem sei o motivo.

No quarto, com minha mala já pronta por Hazel, ela me abraça e tenta me acalmar.

- Não chora, Han. Ele só está nervoso, logo passa e ele te pede desculpas. - Tento acreditar, mas o que vi nos olhos do meu pai me assustou muito.

- Mas o que aconteceu? Por que ele me culpa pela perda do emprego?

- Porque, de certa forma, foi sua culpa. - Hazel responde, eu a olho, sem entender.

Então, ela me conta tudo, e a dor que sinto é como uma adaga afiada atravessando meu coração.

- Preciso ligar para o Kevin e contar o que está acontecendo. - Digo, entre lágrimas.

Disco rapidamente, mas antes que ele atenda, meu pai toma meu celular e o joga contra a parede, quebrando-o em pedaços.

Ajoelho-me no chão, pegando os pedaços, assustada. Meu pai parecia um monstro, transtornado. Seus olhos estavam dilatados, o rosto vermelho como um tomate maduro, e ele tremia... assim como eu, mas com toda certeza, por motivos completamente diferentes.

________________________________________

Kevin

Sei que sou jovem para pensar em casamento. Semana que vem completo dezoito anos, mas toda vez que tenho que deixar Hanna em casa, é uma tortura. Minha vontade é sequestrá-la para mim. Sorrio, imaginando como seria estar no paraíso com ela sempre ao meu lado.

Chego em casa e me surpreendo ao encontrar meu pai na sala.

- Na próxima vez que quiser "comer" uma puta, tenha a decência de não ser na casa dos seus pais.

- Ela não é puta, é minha namorada. - Respondo sem hesitar.

- Você fará dezoito anos em breve e terá responsabilidades na empresa. Não tem tempo para essas "putinhas".

- Já falei que ela não é puta. - Falo entre os dentes, tentando controlar a raiva e a vontade de socar meu pai por desrespeitar a mulher que amo.

- Ela não tem sobrenome. Não serve para você. - Meu pai diz com um tom de nojo.

- Eu não me importo com o sobrenome dela. O que importa para mim é o que sinto por ela e o que ela sente por mim.

Ele começa a rir, zombando dos meus sentimentos, e isso me deixa ainda mais irritado.

- Moleque tolo, nem saiu das fraldas direito e quer me falar sobre amor. - Ele solta outra gargalhada antes de dizer algo que me enfurece ainda mais: - Se depender de mim, você nunca ficará com ela.

Dito isso, ele sai da sala, me deixando sozinho. Estou tão nervoso que agradeço a Deus por ele ter ido, mais um minuto ouvindo ele insultar minha garota, e eu não responderia por mim, mesmo sendo o meu pai.

Vou para o meu quarto, pego o celular no caminho e vejo uma chamada perdida da Hanna. Tento retornar, mas só cai na caixa postal.

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