Capa do romance POEMAS DO INFINITO II

POEMAS DO INFINITO II

9.2 / 10.0
Em POEMAS DO INFINITO II, o autor explora um novo ciclo literário através de versos que tocam o coração. Este romance em forma de poesia revela gestos de amor em meio ao silêncio. Descubra esta obra em nossa plataforma de web novel e aproveite para ler livros online grátis.
Resumo de POEMAS DO INFINITO II
Poemas do Infinito II apresenta a produção do segundo ciclo literário do autor. São versos profundos que brotam da alma para ecoar sentimentos intensos, oferecendo gestos de afeto diante da solidão e do silêncio. A obra explora a sensibilidade humana através de palavras que buscam tocar o coração de quem lê. Como diz o autor, a casa do caminho permanece em constante espera por aquele que caminha solitário, acolhendo-o em sua jornada poética e emocional.
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POEMAS DO INFINITO II Capítulo 1

POEMA-QUASE PRECE (de Ternura)

Busca no entardecer a cor mais linda

Recolhe do vento uma oração

Sonha ao luar, sonhos de prata

Nos pingos da chuva, uma canção.

Abraça o tempo,

Coleciona a vida,

Inventa histórias

Pra rir e pra sonhar.

Sê luz em teus caminhos,

Sê estrela a brilhar!

Leva a paz aonde estiveres.

Louva os encantos do amor.

Sê feliz fazendo o mundo inteiro feliz...

Ri, ri bastante;

Vive a vida a sorrir:

Bem melhor ser palhaço

Que vilão da história!

Não corras!

É melhor ir devagar

Que o tempo é maior!

Ajuda!

Sê bom!

Sê amigo!

Semeia amor e bondade,

Sem pensar na colheita,

Mas que certamente

Um dia virá,

Aqui ou acolá,

(Ou um pouco mais além)

Na eternidade,

Amém...

Vinhedo, Primavera de 2009.

DESPRETENSIOSAMENTE

Talvez fosse bem melhor

Calar a boca

Seguir sozinho

O mesmo caminho

Para onde vão todas as almas loucas...

Talvez fosse

Mais certo

Um pouco mais de perto

Olhar com todo instrumento

Gerado pelo pensamento...

Quem sabe, talvez,

Muito mais previdente

Seria se transmudar em estrela brilhante

E viver como sempre quis

Divinamente quieto, no alto do céu e feliz!

Vinhedo, Primavera de 2009.

VAZIO

Às vezes, o vento...

Outras, a chuva...

...

Na manhã que surge...

Na tarde que morre...

Na vida que vai...

No tempo que passa...

Como tudo é sem graça

Sem você...

Vinhedo, Primavera de 2009.

MISTÉRIOS

Quem sou eu?

Que habita esse corpo

Que é meu...

Quem fui outrora

Num tempo distante, noutras eras

Ó vida de quimera

Ó sonho de meu Deus?

Sigo confiante sempre

Em meio a vendavais

Tormentas e procelas

Vejo a vida sempre bela

Tenho os olhos sorridentes...

Mas, de vez em quando

Bate uma agonia no peito

Tudo é tão triste que não tem jeito

Minha alma transmuda-me completamente

Estou em épocas diferentes

Sou outro, não sou eu

Quem sou esse que não sou?

Vinhedo, Primavera de 2009.

NA ETERNIDADE

Tudo me lembra você:

As flores do caminho

Os espinhos

O vento arrastando as folhas

A chuva...

De vez em quando

O frio na alma...

E essa saudade

Essa doída vontade

De ver

De ter

De amar você

Uma vez mais,

E quem sabe

Para sempre

Na eternidade!...

Vinhedo, Primavera de 2009.

TERTÚLIA

Sinto uma sensação ruim de coisas deixadas para trás,

uma tristeza fugidia não-sei-de-onde, que vem,

mansa e insidiosa

acabando com o que resta da minha alma...

Nem sei porque acabo me reunindo comigo mesmo:

(Dias há que, por mais que tento me encontrar

mais me escondo de mim...)

Ah, tem sempre o problema que envolve as tardes,

quando juntos ficamos numa mesa, quietos e sérios...

... trocando lembranças - afogados no álcool e na vida.

Quando o dia se vai ,

com ele também vão meu presente e meu passado...

E de repente,

na nossa frente, muda e calma chega a Noite;

sem ao menos pedir licença,

vai sentando, trazendo junto a Saudade,

fria, dolorida, - inquieta...

E assim ficamos uns de caras para os outros

nesse nosso quarteto de solidão.

Vinhedo, Primavera de 2009.

PEQUENO ENSAIO PARA SE SER FELIZ

No meu sonho tem

Uma canção bonita.

Tem passes de mágica.

Tem risos e abraços.

Tem água cristalina,

Que brota da fonte que não seca,

A correr num rio

Em forma de mil espelhos.

No meu sonho tem

Um castelo tão belo

Que dá gosto de se ver.

Nele mora um anjo,

De asas alvejantes

E de olhar azul,

Que pousa numa tela

E depois ri...

No meu sonho tem

Borboletas transparentes,

Que inventam cores,

De todas as flores

Que no meu sonho tem.

E em todos os cantos,

O meu sonho tem tanto encanto

Como o encanto do meu bem !...

Vinhedo, Primavera de 2008.

TUA AUSÊNCIA

Na lembrança dos teus passos

Construí minha vida.

Por onde andaste

Deixei o meu olhar

E a minha saudade.

Sou agora o silêncio que fica.

Sou sombra na escuridão.

Apenas caminho

Sem direção...

Vinhedo, Primavera de 2008.

PÓRTICO

Muitas

foram as flores

espalhadas nos caminhos.

A fragrância delas ainda perfuma

os meus passos e a saudade desse amor

consome minha vida num silêncio repleto de crepúsculos.

Quem sabe

o sonho possa trazer

fé e esperança aos corações.

O pranto se refaça num canto de alegria.

De todo adeus nasça a certeza de novos encontros.

E o amor seja para sempre a verdade primeira desta vida.

Vinhedo, Primavera de 2008.

INTERLÚNIO

Pelos lúgubres caminhos

Folhas secas

Vão sendo arrastadas pelo vento

Como sortes lançadas

Pelos dados do destino...

Passos solitários

Esperam

Que a vida

Descubra os encontros

Entre tantas ausências

Que ficaram

Nas lembranças adormecidas

De um tempo feliz...

Vinhedo, Primavera de 2008.

PRIMAVERA

Distante de ti, passou por mim a primavera

Cheia de flores, num setembro festivo,

Quando tua presença, mais e mais quisera

Neste meu mundo, que de saudades vivo.

Cantos e odores, neste roseiral sem fim,

Doces lembranças de feliz folgar

Fizeram-me esquecer um pouco de mim,

E sentir teu jeito gostoso de amar.

E absorto neste mundo de encantos

Esqueço da vida, nem sinto o tempo passar

Neste paraíso de adocicadas primícias;

Mas, de mansinho, por entre folhas e flores,

Raios de sol despertam o meu sonhar

Findando assim, minha hora de delícias.

Vinhedo, Primavera de 2008.

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