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Capa do romance Pertenço a eles.

Pertenço a eles.

Neste intenso romance dark e poliamoroso, uma mulher descobre um poder de influência inesperado. Sem intenção, ela conquista espaço em um mundo perigoso, atraindo o interesse de cinco homens poderosos. Enquanto lida com essa forte atração mútua, ela enfrenta uma realidade brutal marcada por traições, espancamentos e violência extrema. É uma jornada sombria onde o desejo se mistura ao perigo, exigindo resiliência para sobreviver em um cenário de máfia.
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Capítulo 1

Elisabeth. 

Eu tenho muito medo de deixar os meus chefes bastante irritados, principalmente os irmãos Christopher e Lorenzo, porque eles não são muitos tolerantes a barulhos quando estão focados em seus trabalhos, se alguém fizer algum mínimo de barulho, quando eles estiverem trabalhando, algo terrível acontece com a pessoa. ― Eu não sei o que é, porque eu faço de tudo para não fazer barulho, e nem pretendo descobrir. Parece que eles trabalham em algumas coisas ilegais, nem sou louca para perguntar isso a eles, então prefiro ficar na minha.

Eu trabalho na mansão deles há cinco meses, fico muito feliz por ter sido contratada de imediato por eles, já que eu vivia no orfanato e não tinha muita experiência com trabalhos, mas eu realmente agradeci a eles cinco por terem me dado essa grande oportunidade. Mas tem algo que eu acho muito estranho, tem outras empregadas na casa e eu sou a única pessoa que pode entrar nos quartos deles para limpar, eles não aceitam nenhuma outra empregada a não ser eu, isso é muito estranho. ― E também é bastante cansativo para mim, ter que ficar subindo e descendo o tempo todo.

As empregadas da mansão me odeiam por acharem que eu sou a favorita deles, por eu poder entrar nos seus quartos e tocarem nas suas coisas, mas tem outra ordem que até agora me deixa totalmente confusa, é que nenhum homem da casa deve chegar perto ou falar comigo, eu até agora estou querendo entender, porque isso? Essa é a pergunta que eu sempre me faço, mas infelizmente não tenho a resposta disso.

07:50 ― Mansão dos senhores Thompson ― Nova York ― EUA. 

― Elisabeth!! O que você estar fazendo!!? Vá fazer suas obrigações!! ― Tomei um susto com o grito da dona Vânia.

― Me desculpa dona Vânia, eu já estou indo. ― Falei calmamente.

Curvo a minha cabeça com respeito para ela e vou caminhando em direção ao quarto do senhor Thomas. Ah, quase ia me esquecendo da principal regra dessa casa, nunca, jamais olhe no rosto dos chefes dessa mansão, se quiserem continuar vivendo, essa regra aplica também para mim. ― A dona Vânia disse que teve outra empregada na casa que morreu ao olhar para face de um dos chefes, eu não quero morrer, então faço de tudo para não deixa-los bravos.

Entrei no quarto do senhor Thomas e vou indo em direção a sua cama para arrumá-la, tirei os lençóis e os travesseiros e coloquei em cima de um pequeno sofá que tem no quarto, bati a cama com o lençol da cama mesmo, forrei deixando bem organizado como sempre faço. ― Fui até os lençóis de se enrolar e dobrei-os levando até a cama, voltei para o sofá pra pegar os travesseiros e levei até a cama novamente.

― Prontinho. ― Falei um pequeno sorriso.

Fui até o banheiro para pegar algumas roupas sujas no cesto pra colocar para lavar, é tão cansativo para eu ficar subindo e descendo, ás vezes tenho vontade de falar com eles sobre isso, que é muito difícil para mim, mas tenho muito medo que algo possa acontecer comigo, porque eles são tão assustadores. ― Peguei o cesto com as roupas e fui saindo do quarto, para colocar já na máquina de lavar, enquanto arrumo os outros quartos.

Desci as escadas e fui caminhando até a cozinha, para ter acesso área de serviço.

― Olha meninas, se não é a favorita dos chefes. ― Vitória falou me provocando como sempre faz.

Ela é uma jovem bem bonita, é alta, tem um corpo cheio de curvas, seus cabelos são vermelhos e a cor dos seus olhos é verde.

Ela é linda, mas é uma cobra chata pra caralho, sempre vive pegando no meu pé junto com as outras empregadas.

― Já vai começar. ― Falei soltando um pequeno suspiro com isso.

― Eu acredito que ela vive dando essa sua boceta feia para os chefes, em troca.... ― Nem deixo ela terminar.

― Olha aqui Valeria, em primeiro lugar, eu não sou vocês que querem dormir com os chefes para se tornar a dona da casa, em segundo lugar, eu ainda sou virgem e pretende perder a minha virgindade com alguém que eu amo. Então parem de ficarem jogando os seus venenos em mim, porque não estou a fim de cobras no meu pé, agora com licença.

Deixei-as falando sozinhas e fui caminhando até área de serviço, peguei as roupas sujas do senhor Thomas e vou colocando peças por peças dentro da máquina, apertei para encher e coloquei sabão em pó, fechei a tampa e fui saindo da área de serviço. ― O bom da máquina é que quando enche, ela começa a bater sozinha, nem preciso ficar lá esperando.

Vou saindo da cozinha sem encarar elas e vou indo novamente para o quarto do senhor Thomas, colocar o cesto de roupas lá. Depois tenho que ir para o quarto do chefe Alex, eu fico até feliz com isso, porque o quarto deles é um dos mais organizado dessa casa, o meu único serviço é somente pegar as roupas sujas do cesto e lavá-las, somente isso. ― Assim que coloco o cesto de roupas sujas no quarto do senhor Thomas, fui diretamente para o quarto do senhor Alex.

Vou diretamente para o banheiro tirar as roupas sujas, peguei o cesto e fui saindo do quarto. Hoje os chefes sairão bem cedo da mansão, parece que tiveram que resolver alguma coisa muito importante.

― Elisabeth, estou lhe chamando faz dois minutos. ― Puta que pariu, que susto do caralho.

Rapidamente olhei para o chão.

― M-Me perdoe, senhor Christopher, eu estava muito distraída. ― Falei vendo os seus sapatos caríssimos.

― Eu percebi, mas não precisa se preocupar com isso. Eu gostaria de saber se você viu alguma pasta preta no quarto do Thomas, você viu?

― Não, senhor. Eu acabei de arrumar o quarto do senhor Thomas e não vi nenhuma pasta, sinto muito. ― Falei ainda olhando para os seus sapatos.

― Tudo bem. ― Senti sua mão acariciar os meus cabelos.

― Se encontrar a pasta preta, ligue para um de nós. ― Falou suavemente.

― Sim, senhor. ― O mesmo tirou sua mão do meu cabelo e foi indo embora, só escutei seus passos se afastando de mim, soltei um suspiro de alivio com isso.

Coloquei a mão no peito ao escutar meu coração bastante acelerado.

Essa foi por pouco.

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