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Capa do romance Perfeitamente quebrados

Perfeitamente quebrados

Incapaz de superar a morte de Liam Jr, Jolene manipula Paul para engravidar outra vez. O plano funciona, mas a descoberta da farsa gera a fúria de Paul, que a abandona à própria sorte. Rejeitada pela família e sem ter para onde ir, ela acaba nas ruas com dois filhos e sem emprego. Enquanto Jolene luta desesperadamente por sobrevivência e auxílio, Paul desfruta de uma vida privilegiada, deixando-a enfrentar as consequências de seus atos sozinha.
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Capítulo 3

Eu não consegui prestar atenção na aula quando Stephenie ficava o tempo todo chamando Paul para perguntar alguma coisa. A garota tinha acabado de chegar, mas já estava me irritando.

          Quando a aula termina, eu arrumo os meus livros e caminho até o lugar de Paul para que aquela piranha saiba que ele tem namorada. Eu posso ser muito doida se me provocarem.

           — Estou esperando você, meu amor! — Digo para Paul, que vira e olha para mim.

          — Claro! — Ele pega sua mochila e levanta. — Nos vemos amanhã, Stephenie! — Ele sorri para ela e me leva para fora do colégio.

       Eu olho para ele quando saímos. Ele está sorrindo por algum motivo. Me aproximo e entrelaço as nossas mãos. Ele olha para mim automaticamente.

          — Lembra quando disse que teria sempre tempo para mim? — Pergunto.

         — Claro. Foi há horas atrás. — Ele abre a porta do seu carro.

          — Eu preciso de ajuda, Paul.

          — Em que posso ajudar?

          — Bem, você é um dos melhores alunos da turma e eu preciso de explicações de algumas matérias. Você pode me ajudar?

            — Jole, eu posso sim, mas você vai ter de dividir com Stephenie. Ela também pediu explicações. — Ele diz. O quê?

           — E você vai preferir ela ou eu? — Pergunto deixando a porta do carro aberta.

          — Calma, Jole! Posso ajudar as duas.

          — Porquê você não disse para pedir ajuda na Blaire ou no Shane? Eles são os melhores!

          — Shane não está com disposição para essas coisas, você sabe que ele ainda está apaixonado por Blaire.

          — E Blaire?

          — Entra no carro, Jole, por favor! Eu não quero estragar a nossa tarde.

          Olho para ele e entro. Ele fecha a porta e dá a volta para entrar também. Olho para o vidro do carro e vejo Stephenie andando perdida. Vadia!

          — Aonde a gente vai, Paul? — Pergunto.

          — Aonde você quiser. — Ele suspira. — Não fica com ciúmes de Stephenie. Eu gosto de você!

          — Eu não estou com ciúmes! — Digo.

          — Então, onde você quer ir? Podemos comer alguma coisa se quiser.

          — Claro. — Sorrio e coloco a minha mão na sua perna. Ele também sorri e continua dirigindo.

          Fico no meu quarto olhando para as paredes. Tenho exame amanhã, mas não consigo estudar. Estou chovendo de notas ruins e se meus pais descobrem, eles acabam comigo. Mas eu posso tentar. O problema é que não tenho vontade.

          Pego no meu celular e ligo para Paul. Ele atende no segundo toque.

          — Jole?

          — O que você está fazendo? — Pergunto.

         — Estudando mais um pouco. Você lembra que temos um exame amanhã?

         — Claro que eu sei! — Brinco com o meu cabelo.

         — Você não está estudando?

         — Eu tenho saudades de você! — Digo. Ele ri.

         — Eu também tenho saudades de você, mas agora eu preciso estudar. Você devia fazer o mesmo.

          — Aí, meu namorado é tão chato! — Digo. — Tudo bem. Eu vou estudar e amanhã a gente conversa.

          — Isso mesmo. Lembra que as notas podem nos levar para as melhores universidades.

          — Sei, sei. Adeus.

         — Adeus! — Desligo.

         Pego nos meus apontamentos e no meu livro e tento estudar a noite inteira. Simplesmente porque não tenho mais nada para fazer.

          Mais um dia e pela primeira vez em algum tempo, estou pronta para fazer o exame. Fiquei a noite toda estudando e percebi que não sou tão idiota assim.

          Entro na sala de aulas e vejo meu Paul e aquela piranha loira rindo bastante. Ela fica tocando nele o tempo todo, mas ele não se importa e isso me irrita.

         Sento no meu lugar para não cometer uma loucura. — Porquê ela não deixa Paul em paz? — Pergunto.

          — Porque ela está interessada. — Sophie responde. — Eu faria o mesmo com Bratt, mesmo que ele tivesse namorada.

          — Você pode esquecer Bratt por um segundo, Sophie? — Olho para ela.

         — Não. Eu não posso, não quero e não consigo. — Ele mexe no celular. — Estou vendo as fotos dele agora. — Suspira. — Se isso é uma doença, não quero a cura.

         — Você é louca! — Digo e olho para Paul novamente. Ele continua sorrindo com Stephenie. Ela olha para mim e se aproxima mais de Paul como se estivesse marcando o território.

       Eu ignoro e me controlo. Ela só quer me provocar para estragar as coisas com Paul. Eu não posso cair nessa.

       Ela toca no braço dele e finge que é por distração. Ou Paul não está ligando, ou acha que não há nada errado ou está gostando.

        Eu me controlo. Ela não vai conseguir o que quer. Paul gosta de mim, não dela. Eu não preciso me preocupar com isso.

        Ela toca no cabelo dele e meu sangue começa a ferver de raiva. Agora chega!

        Eu levanto e caminho no lugar deles. Paul deixa de sorrir quando me vê, mas a vadia continua sorrindo. Eu quero arrancar o cabelo dela.

         — O que está acontecendo aqui? — Eu olho para eles.

         — A gente está apenas conversando. Eu sou nova e Paul é o único que eu conheço aqui. — Stephenie diz. Ela finge inocência. Que vadia!

         Reviro os olhos. — Não falei com você!

         — Jole, calma! — Paul levanta e me leva para fora da sala de aulas.

         Olho para ele enquanto saímos e caminhamos para outro lugar. Ele me leva para o armário de limpezas e fecha a porta. Eu continuo encarando ele com raiva.

          — Você gosta dela? — Pergunto.

         Ele morde o lábio. — Não. Eu sou seu namorado e gosto de você. Entende? Você não precisa ficar com ciúmes de ninguém. Stephenie pode ser bonita, inteligente e carismática, mas eu só tenho olhos para você.

         — Não precisava descrever ela desse jeito. — Olho para o chão.

         — Você também é linda, Jole! Você ganhou o ano passado, o título de miss carisma. Você é inteligente também, mas duvida de si mesma.

         — Você acha? — Pergunto pronta para ouvir mais elogios, mas ele me beija.

        Ficamos contra a parede nos beijando intensamente e eu não tenho vontade de largar ele. Poderia ficar aqui sem fazer o exame.

         Cada vez que sua boca me enlouquece, me faz esquecer tudo o que aconteceu. A gente vai ficar bem. Nós três vamos ficar bem. Stephenie não vai nos separar.

         — Só quero você, minha flor! — Ele sussurra no meu ouvido.

         — Então não deixe ela ficar muito perto de você. Eu não gosto de ver você rindo com ela. — Olho para ele. — Ela estava tocando você como se fosse sua namorada e eu não quero isso. Eu não quero que ela se aproveite. Faça alguma coisa, Paul. — Passo a mão pelo seu peito.

         — Eu vou ver o que posso fazer! — Ele me abraça. — Você está bem agora?

         — Sim. Agora eu estou.

         Ele segura a minha mão e me leva para a sala de aulas. As pessoas ficam olhando, mas eu não quero saber. Podem olhar à vontade. Não vai mudar nada entre mim e Paul.

        Sento no meu lugar e fico meditando antes do exame. Paul não conversa com Stephenie, e o professor finalmente chega. Tenho a certeza que não será difícil porque estudei bastante.

         Fico parada no carro de Paul esperando. O exame correu bem e eu estou feliz que as coisas estejam dando certo. Eu só tinha que esperar mais algum tempo para descobrir sobre o teste de gravidez.

          Bratt se aproxima de mim e se apoia no carro de Paul. — Você tem consulta com o psicólogo hoje, Jole! — Ele diz.

          — Não. Eu já disse que não vou fazer isso novamente. Já estou bem.

         — Jole! Isso é para o seu bem. Eu sei que parece bem, mas não está. — Ele diz.

          — Eu vou sair com Paul agora. Depois a gente se vê.

          — Você não pode brincar com a sua saúde desse jeito, Jolene. Oiça o que eu digo pelo menos uma vez! — Ele fica na minha frente. Atrás dele, Paul está vindo com a testa franzida.

         — Alguma coisa? — Ele pergunta.

         — Não. Está tudo bem. Eu tinha que fazer algumas coisas para Bratt, mas estou saindo com você. A gente vai fazer noutro dia. — Digo.

         — O seu namorado ainda não sabe? — Bratt pergunta. Eu vou matar ele!

         — Saber o quê? — Paul pergunta para Bratt.

         — Pergunta para Jolene. Ela vai explicar melhor.

        Bratt se afasta e Paul se coloca na minha frente. Quando Liam perguntou se eu seria capaz de contar toda a verdade para Paul, eu disse que sim, mas agora eu não consigo. Agora eu tenho medo e preciso encontrar uma desculpa para sair dessa situação.

         — Do que Bratt está falando, Jolene? — Ele pergunta com a testa franzida.

         — Não liga! Vamos embora!

         — Você pode me dizer aqui e agora! — Ele cruza os braços.

         — Não quero que seja aqui.

         — Jole! — Ele diz.

         — Por favor! — Imploro.

         — Está bem. — Ele abre a porta do carro para eu entrar e entra em seguida. Ele liga o motor e começa a conduzir.

          Entramos num apartamento e Paul fecha a porta. Ainda estou processando o que vou dizer para ele. Se eu disser a verdade como ele vai olhar para mim?

           — Não sabia que você tinha um apartamento. — Falo.

           — Não tenho. Esse é do meu irmão. Ele está em Londres e pediu que eu cuidasse dele.

          — Entendo. — Eu sento no sofá.

          — Agora podemos conversar? — Ele pergunta também sentando no sofá.

         — Tudo bem. — Suspiro. — Eu faço parte das garotas que Lambert usou. Feliz? — Vou direito ao assunto.

          Ele se afasta um pouco. Eu contei meia verdade. Ele me olha de um jeito estranho e eu acho que sei porquê.

          — Não olhe assim para mim. — Digo. — Eu fui enganada! Foi tudo um acidente. Fui ingénua e não pensei.

          — Espera! Você já transou com Liam? — Ele pergunta horrorizado.

          — Você vai terminar comigo se eu disser que sim? — Pergunto.

          — Não!

          — Paul, se você está bravo comigo por causa disso...

          — Não estou. Só não entendo como você pode suportar ele. Agora vocês são amigos. Como você consegue ser amigo de alguém que usou você? — Ele levanta.

          — Eu perdoei.

          — Jole, você acha que ele ainda não esqueceu você?

          — Ele nunca foi apaixonado por mim. E agora ele ama Blaire.

          — Como você sabe?

          — Eu vejo. E também sei dessas coisas.

          Ele fica em silêncio de costas para mim. Minhas lágrimas começam a cair. Ele não sabe nem metade da história e me trata desse jeito, imagina se souber tudo?

           Eu levanto. — Eu sabia que você... — Limpo minhas lágrimas. — Eu estou indo embora.

          Eu caminho até a porta, mas ele agarra o meu braço. Eu olho para seus olhos azuis e ele limpa as lágrimas no meu rosto carinhosamente com suas mãos.

          — Você pensa que eu vou terminar com você ou deixar de gostar de você só porque foi ex de Lambert? Então você não me conhece, flor! — Ele me abraça.

          — Eu pensei que sim, por isso não falei nada. — Digo.

         — Vamos esquecer isso. Vamos esquecer o passado. Eu só quero ficar com você numa boa. — Sussurra.

        — Eu também, Paul. — Beijo ele e minhas mãos vão para os seus cabelos loiros. Não deixa dúvida nenhuma sobre o que sente por mim nesse beijo. E isso me faz feliz.

        Acordo nos braços de Paul e abraço seu corpo. Ele está sem roupas, mas eu estou usando uma camiseta dele. Fizemos muita coisa durante a tarde. E uma delas foi ver filmes de ação. Era capaz de me acostumar com isso.

       — Acorda, Paul! — Chamo ele.

        — O que foi agora? — Ele pergunta e se senta na cama.

        — Você está bem com o que eu tinha dito há minutos atrás?

        — Claro que sim. — Ele me beija. — Já resolvemos isso. — Seu rosto sonolento me faz sorrir. Ele é tão lindo!

       — Ainda bem. — Sorrio.

         — Você quer ir já para casa? — Pergunta. — Já são seis horas. — Ele levanta e veste sua cueca boxer.

         — É uma pena que eu não posso dormir aqui com você. — Também levanto e coloco meus braços ao redor do seu pescoço.

         — Eu também lamento. — Ele me beija.

          A campainha toca e Paul franze a testa. — Quem será?

         Ele sai do quarto e eu o sigo. Paul abre a porta e eu vejo uma garota bonita de cabelos castanhos com um vestido justo. Ela olha para mim e depois abraça Paul carinhosamente.

        Meus ciúmes aparecem automaticamente quando vejo Paul respondendo o abraço. E eu quero muito saber o que se passa aqui.

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