
Perdida para Sempre, Enlouquecido pelo Arrependimento
Capítulo 3
Adaline, com a cabeça coberta de sangue, tentou desesperadamente explicar: "Carter, foi... ela! Ela disse a eles... no centro... para me baterem! Eles quebraram... minha perna! Arrancaram minhas unhas!"
Ele zombou. "Oh? Pensei que você tivesse dito que ficou doente e elas apodreceram. Adaline, quantas mentiras mais você vai contar?" Ela engasgou, incapaz de falar.
A Sra. Singleton ajudou a filha a se levantar, com os olhos cheios de preocupação. "Elois, você está bem? Está doendo?"
Quando viu as marcas de dedos no pescoço de Elois, seu rosto corou de raiva. "Adaline! Como pôde fazer isso com a Elois? Ela está sempre pensando em você, se preocupando com você. Ela até foi ao centro levar comida para você... e é assim que você a retribui?"
Visitar? Levar comida? Adaline de repente se lembrou das punições mensais de choque elétrico. Sua voz tremeu. "Todo mês... no dia sete?"
O Sr. Singleton olhou para ela com decepção. "Adaline, você sabe que a Elois te visita todo dia sete. Ela se preocupa com você, cuida de você. E é assim que você a trata? Deveríamos ter deixado você ir para a prisão naquela época. Pagar pelos seus crimes."
Quatro anos atrás, ela havia sido acusada de atropelamento e fuga, quase sendo presa. A família pagou um grande acordo para conseguir uma carta de perdão. Mas não tinha sido ela. A "evidência" foi fabricada. Ninguém acreditou nela. Então Elois disse: "A irmã se tornou uma pessoa má. Talvez um centro de reabilitação a ajude a se tornar uma pessoa melhor."
E Adaline ficou presa por quatro anos.
"Pai... Pai! Ela não é... boa! Ela não veio... me visitar! Ela veio para... me punir! Ela..."
"Chega! Eu não sou seu pai. Não tenho uma filha com um coração venenoso como o seu. Nunca deveríamos ter deixado você sair. Motorista, leve-a de volta."
Adaline olhou para seus pais adotivos, que se recusavam a acreditar nela, e a luz lentamente se apagou de seus olhos. Como ela pôde ter esquecido? Ela não era mais a amada filha mais velha da família Singleton.
Ela se virou rigidamente para Carter e forçou as palavras a saírem: "O que... eu tenho que fazer... para não voltar?"
Toda a família Singleton dependia dos Holders. A palavra de Carter era lei. Seu olhar era gélido, sua voz baixa e cortante. "Peça desculpas à Elois."
Ela olhou para Elois, que se apoiava chorosa na Sra. Singleton, com os olhos vermelhos. Pedir desculpas? Mas o que ela tinha feito de errado? Ela não escolheu ser trocada. Ela não fez aquelas coisas. Ela não planejou subir na cama dele...
Uma por uma, cada acusação a esmagava. Ela havia lutado, havia implorado, mas ninguém acreditou nela. Não importava mais.
Lentamente, ela se ajoelhou na frente de Elois, murmurando: "Eu estava... errada. Me desculpe."
Pá. Sua testa bateu com força no chão.
"Eu estava errada."
Pá.
Um pedido de desculpas, uma prostração. Ela reduziu seu último pingo de dignidade a pó. Logo, marcas de sangue manchavam o chão.
Os olhos de Elois brilharam de satisfação, mas quando viu a expressão da Sra. Singleton suavizar um pouco, ela rapidamente ajudou Adaline a se levantar. "Irmã, eu não te culpo. Levante-se. Sei que você não fez por mal. Eu te perdoo."
O Sr. Singleton pareceu satisfeito. "Elois é tão bondosa. Mesmo depois de tudo isso, ela ainda se preocupa com a irmã."
Adaline não resistiu nem negou mais. A escuridão pulsava nas bordas de sua visão, e ela mal conseguia ficar de pé. Mas uma dor aguda atravessou seu braço — as unhas afiadas de Elois cravando em sua carne como facas. "Irmã, vamos nos dar bem de agora em diante."
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