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Capa do romance Para sempre seu

Para sempre seu

Sete anos após uma traição devastadora, Bianca abandonou o passado para se tornar uma renomada agente do FBI. Agora adulta, ela recebe a missão crítica de desmantelar uma máfia inglesa que trafica drogas para os Estados Unidos. No entanto, sua vida profissional e pessoal colidem drasticamente ao descobrir que o líder da organização criminosa e principal alvo da investigação é Lucas Carter, o homem que foi seu grande amor na adolescência.
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Capítulo 2

[Bianca Pov].

                            7 anos depois...

   Estava na minha sala quando Tunner entra.

- Achamos. - Ele fala e logo retiro os olhos dos papéis na mesa e o encaro.

- Onde? - Pergunto já me colocando de pé.

- Em Benton Harbor, dois enormes contêiners. Com certeza lotados de cocaína.

    Quando ia responder, meu celular começa a tocar em cima da mesa.

- Quem é? - Tunner pergunta.

- Brian. - Digo e seus olhos se arregalam.

- Atende, vou tentar rastrear a chamada. - Ele diz e já vai até sua mesa ligar o computador.

    Essa missão estava parada a exatamente quatro meses. Então, há mais ou menos um mês decidiram nos colocar no comando.

    Estavamos em ascensão na base do FBI, e em pouco tempo conseguimos conquistar um espaço considerável para a pouca idade. E se não fosse pelo fato do criminoso ter fugido quando finalmente conseguimos provas concretas sobre ele, já teríamos o prendido.

   Mas pelo visto parecia que eu estava com sorte, já que o mesmo estava ligando para o meu celular. Quer dizer, para o celular de Chloe, meu disfarce.

   Então atendo o celular.

   [Ligação on].

- Oi meu amor? - Falo assim que atendo, e Tunner faz um sinal para mim, avisando que já está tentando rastrear a chamada.

- Oi docinho, desculpe ter sumido esses últimos dias. Eu tive alguns problemas. - Ele fala.

- Não tem problema, eu super entendo como é ocupado. Agora o que quero mesmo saber é... Quando iremos nos ver de novo?

- Se você quiser, agora mesmo. - Responde e olho para Tunner, que está ouvindo a ligação.

   Meu amigo faz que não com a cabeça.

- Talvez mais tarde? - Pergunto mais para Tunner do que para o criminoso. Então meu amigo assente, e Brian também responde.

- Claro, podemos nos encontrar daqui a três horas? 

- Pode ser daqui a quatro horas? - Questiono já contando com o tempo que eu e minha equipe estaremos indo atrás desses contêineres.

- Sem problemas, esteja pronta e sozinha na saída da cidade. Eu irei te buscar no meu carro. Até mais tarde docinho. - Fala e desliga antes que eu responda qualquer coisa.

   Então volto a encarar Tunner.

- Conseguiu rastrear?

- Não, ele está usando um chip descartável. Mas isso não é problema, você irá se encontrar com ele daqui a quatro horas, pegamos as drogas e pegamos ele... tudo isso no mesmo dia. - Diz sorridente.

- Isso, você tá certo. Então vamos logo com isso. - Digo e ele concorda.

- Já reuni alguns agentes para nos acompanhar, e três peritos contando comigo, para agilizar todo o processo.

- Certo, então se estão nos esperando, vamos indo. - Falo pegando a arma, o distintivo e colocando o celular no bolso da calça. Então saímos dali.

   Uma das coisas que eu mais adoro no meu trabalho é a adrenalina, não tem coisa melhor do que assumir um caso, poder se disfarçar e fazer várias loucuras como se estivesse em um filme de ação.

   Devo admitir que se disfarçar é meu hobby favorito e o plano deu super certo. Esse é o primeiro caso que eu e Tunner ficamos a frente, com um chefe auxiliador é claro. Mas eu sinto que essa pode ser a tacada final, para finalmente conseguirmos um caso em que ficarei a frente sem precisar de ninguém me observando. Vai ser eu e a MINHA equipe, a chefe.

    Seria um sonho.

   Já dentro no carro, olho novamente a tela do celular e vejo na barra de notificações uma mensagem de minha melhor amiga, Agatha.

  "Quando estiver vindo para casa, traz mais cereal, comi tudo."

    Desde que conheci Agatha nas provas de admissão para Harvard, nos tornamos inseparáveis. Nossa amizade era a distância até a minha vida dar aquela mudança louca, e eu ir embora de Londres para os Estados Unidos estudar e principalmente fugir dos meus problemas.

    Os sete anos passaram voando desde que cheguei aqui, e se quer saber, nem sinto falta de Londres. Desde a pior noite da minha vida, eu passei a odiar tudo que envolva a Inglaterra e nunca mais pus os pés lá, e nem planejo por.

    Meus pais foram morar no México, e decidiram criar minha irmã mais nova lá, juntamente com o restante da família. O plano de papai, em abrir um escritório de advocacia em Londres deu super certo. E como chefe, ele usou da mordomia de poder cuidar de tudo a distância enquanto trabalham para ele. Então, não tinha que ir a Inglaterra para visitar meus pais, já que os mesmos também já não moravam lá. E aquilo de certo modo me confortava.

    Sou tirada dos meus pensamentos, quando ouço a voz de Tunner.

- Já estamos chegando. - Ele fala sorridente enquanto dirige.

- Finalmente vamos acabar com isso, faz dias que não durmo por causa desse caso.

- Vamos finalmente descansar. - Diz se acomodando no banco do motorista e concordo.

    Isso, vamos finalmente descansar e não tem como a vida ficar melhor.

    [...]

   Estavamos correndo contra o relógio, os contêineres estavam trancados e eu não tinha tempo a perder.

- Precisamos dar um jeito de arrombar isso, não temos a tarde toda. - Resmungo para Tunner, quando encaro o relógio em meu pulso.

- Estamos fazendo o possível, calma. Vai dar tempo. - Ele tenta me tranquilizar.

- Conseguimos, abrimos um. - Um agente grita avisando, e então nos dirigimos até lá.

  Assim que o portão do contêiner é aberto, vimos diversas barras e principalmente sacos enormes fechados.

- Preciso de uma luva. - Aviso com um sorriso no rosto, como se estivesse acabado de achar uma mina de ouro.

   Um agente da perícia me entrega a luva, e então me aproximo dos sacos enormes e corto um deles com uma adaga bem afinada, fazendo o plástico cortar como um tecido de cetim e saindo pelo rasgo um refinado pó branco.

   Pego um pouco daquele pó e vejo a espessura, bingo, o pegamos em cheio.

- Pegamos ele galera, fotografem e recolham o máximo de provas possíveis. - Digo em voz alta, saindo do contêiner enquanto outra equipe entra para fazer o que mandei.

    Tunner estava falando no telefone e me aproximo dele.

- Sim senhor, precisamos para daqui a meia hora no máximo. Lucy já deu todas as coordenadas necessárias para as viaturas, eles já sabem onde tem que se esconder. Perfeito, até logo. - Ele falava no celular, e logo desliga. - Já solicitei as viaturas para prendermos Brian quando ele for "te buscar". Lucy já cuidou de tudo por nós.

- Lucy é incrível. - Elogio nossa parceira. - Eles irão levar tudo para a base, o saco que abri estava cheio de cocaína. - Informo e ele sorri.

- Somos bom nesse lance de polícia.

- É, nós somos. - Concordo. - Temos que pegar a estrada para chegar a tempo de pegarmos o Brian, minhas roupas ainda estão no porta malas?

- Sempre.

- Volto daqui a pouco.

    Caminho até o carro preto que sempre usamos, e então abro o porta malas para pegar uma roupa menos suspeita que uma calça jeans preta, blusa escura, jaqueta de couro e botas.

    Enfim entro no carro e me visto. Ainda tínhamos tempo para chegar lá.

       Pelo vidro fumê vejo Tunner cuidar dos agentes por mim, estava tudo sob controle.

    Depois de vestida e o lugar estar limpo, seguimos caminho para a rodovia na saída da cidade.

    A saída de Chicago consiste em uma pista no meio do nada, com uma área florestal ao redor. Se eu não fosse policial, jamais iria para o meio do nada me encontrar com alguém. Eu tenho amor a minha vida, principalmente se esse cara for um criminoso.

- Falta quanto tempo? Será que vai demorar muito? - Tunner pergunta na escuta, enquanto eu ando de um lado para o outro, no meio fio da estrada vazia.

- Não sei, marcamos para depois de quatro horas e não dissemos horários específicos. - Respondo.

   Ele e mais policiais estavam escondidos entre as árvores, só a espera do criminoso aparecer para que eu possa aborda-lo e enfim o prendermos.

- Está ficando de noite, acha que ele vem? - Ele continua a insistir.

- Ele virá, não daria bolo no seu docinho Chloe. - Ironizo. - Lucy, olha nas câmeras da rodovia, tá vindo algum carro por aí?

- Só um segundo... - Ela responde e a escuto digitar. - Está vindo, uma Range Rover Evoque preta está a 5 quilômetros.

- Ótimo, em suas posições, ele está se aproximando. - Aviso e então me preparo para o meu tão sonhado momento.

   Esse momento seria meu, finalmente.

   Assim que avisto o carro se aproximar, sorrio para ele. Mesmo não o vendo, já que os vidros do carro eram escuros.

     Ele estaciona pertinho de mim e então me aproximo do vidro do motorista, que ele logo abaixa com um sorriso enorme.

- Estava com saudades, docinho? - Pergunta e me apoio no seu vidro, sorrindo também.

- Muitas saudades, docinho. O carro está destravado? - Pergunto, como se fosse para eu mesma entrar.

- Agora está. - Ele fala e escuto o carro ser destravado, então em um movimento rápido abro sua porta e retiro a arma da cintura apontando para ele. Esse já era o sinal para a equipe sair do esconderijo e cercar o local.

- Levante as mãos até onde eu possa ver e desça do carro. FBI, Brian White você está preso! - Digo exatamente como havia ensaiado durante todo esse tempo, apontando a arma para ele.

   Sem saída e cercado, ele desce do carro com as mãos levantas e derrotado.

- Podem levá-lo. - Digo assim que ele é algemado.

- Sua vadia traiçoeira, você vai me pagar! - Ele grita enquanto é levado para a viatura.

- É claro... Eles sempre dizem isso. - Falo e Tunner ri.

- Conseguimos. - Meu amigo levanta a mão para que façamos um toque.

- É, conseguimos. Somos incríveis. Agora vamos embora daqui.

    O carro é rebocado e então fomos diretamente para a base das águias. Onde todos estavam contentes com a prisão de Brian, já que assim, colocaríamos fim na maior máfia de tráfico do estado.

- Quem irá interroga-lo? - Pergunto para meu chefe, após pedir licença e entrar em sua sala.

- O agente 003 já foi para a sala de interrogatório, e o agente Beck para a perícia. - Senhor Wilson, o capitão, avisa que o chefe que estava nos auxiliando, e acompanhando nosso desenvolvimento iria cuidar disso, enquanto Tunner estava na perícia. Que era sua especialidade.

- Certo... E o que eu faço? - Pergunto.

- Está liberada. - Diz. - Saiba que nós todos da base 1 de Chicago estamos todos orgulhosos do seu desenvolvimento, Martínez. Você e o agente Beck fizeram uma ótima dupla.

- Sim, Lucy Davis também merece o crédito. Foi um trabalho em equipe. - Incluo nossa amiga de trabalho.

- Claro que sim, mas, eu enxergo em você uma liderança grandiosa digna de uma futura chefe. - Fala fazendo meus olhos brilharem. - Você não tem medo de assumir desafios Bianca, e é uma das coisas que mais me surpreende em você. Foi incrível como regeu esse caso com ideias inovadoras, que ninguém havia pensado ainda. O agente 003 me fez um relatório simplesmente espléndido ao seu respeito, 

- Eu fico lisonjeada.

- Nós da base que ficamos, pode ir para casa descansar, agente. Está dispensada. - Avisa e então agradeço e saio.

    Enfim respiro confortavelmente, eu estava conquistando meu espaço. Pego meu notebook na minha sala, minha bolsa e então saio a caminho do meu carro que está estacionado em frente a base.

    Precisava ir para casa e comemorar, não tinha como minha vida ficar mais maravilhosa.

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