
Paixão desencadeada: Carregando o filho do Presidente?!
Capítulo 3
Roselyn retirou o cartão bancário, segurando-o com um desafio silencioso. "Antes de mais nada, quero deixar claro que este cartão me foi dado. Não o roubei. Vou com vocês, mas apenas porque quero ver seu chefe pessoalmente. Quem ele pensa que é para me ameaçar e me dizer o que devo fazer?"
Sebastian não se deu ao trabalho de responder. Em vez disso, ele fez um gesto com a mão, fazendo um segurança se aproximar e abrir a porta do carro com uma precisão primorosa.
"Senhorita White, se você roubou este cartão ou simplesmente topou com ele, meu chefe vai querer ouvir sua explicação pessoalmente." Sebastian a guiou para dentro do carro e fechou a porta atrás dela.
Roselyn sentou-se no banco de trás, com o coração aflito e cheio de receio pelo que estava por vir.
Ela não fazia ideia de quanto tempo o trajeto durou até que o carro parou suavemente. Quando ela saiu, a visão da vasta propriedade a deixou boquiaberta. Sua arquitetura grandiosa a impressionou por um momento. A mansão se erguia diante dela, facilmente mil vezes maior do que o modesto apartamento que ela alugava.
Roselyn parou na porta, sem saber se deveria entrar, quando uma empregada uniformizada se aproximou.
"Siga-me," ela disse num tom arrogante, antes de se virar e continuar andando.
Até mesmo para um cargo padrão de empregada naquela casa de luxo exigia-se um diploma de uma universidade de prestígio. Lá, as empregadas não eram contratadas apenas para cozinhar e limpar — esperava-se que trouxessem uma sólida formação acadêmica.
Era a primeira vez que Roselyn entrava numa casa tão elaboradamente projetada. Até o teto da estufa brilhava com um luxo extravagante.
Num quarto de hóspedes no térreo, várias empregadas vestidas de preto e branco a cercaram.
Ela recuou, com o pânico se manifestando. "O que vocês estão fazendo? Vocês não precisam me despir só para pegar o cartão de volta."
As empregadas levaram Roselyn para um banheiro opulento, onde até as molduras dos espelhos, as torneiras e os chuveiros brilhavam com ouro maciço.
"Antes de ver nosso chefe, você precisa tomar um banho e nos deixar examinar seu corpo. Se estiver escondendo alguma coisa, isso só lhe causará problemas," disse a mesma empregada que a havia guiado até lá.
"Que regra absurda é essa? Por acaso seu chefe é o presidente ou o quê? Tenho mesmo que ser banhada e revistada só para poder vê-lo?" Roselyn protestou, mas, atordoada, foi empurrada à força para dentro da banheira.
A água estava morna, numa temperatura perfeita, e um leve aroma de óleo essencial sofisticado pairava no ar.
A mente de Roselyn divagou, questionando-se quem poderia ser esse "chefe".
Quando as empregadas saíram, ela hesitou antes de tirar as roupas íntimas. No início, sentiu uma pontada de timidez, mas o calor agradável da água, junto com o aroma relaxante do óleo, logo aliviou sua tensão. Recostando-se na banheira, seu corpo afundou na água e ela soltou um suspiro profundo de satisfação.
Seus pensamentos divagaram. Será que o homem da noite anterior havia lhe entregado um cartão roubado? E agora, o verdadeiro dono veio para lhe criar problemas? Mas que tipo de pessoa extraordinária poderia chamar um castelo como esse de casa?
Quando ela terminou o banho, as empregadas voltaram, vestindo-a com um vestido de alta costura da última coleção, aplicando uma maquiagem sutil e arrumando seu cabelo de forma simples, mas elegante.
Roselyn observava tudo confusa. Ela só havia ido até lá para devolver o cartão, então por que estavam tão preocupados com sua aparência?
"Nosso chefe chegou. Senhorita White, por favor, venha comigo," disse um mordomo de meia-idade num tom calmo e educado enquanto a conduzia para fora do quarto.
Enquanto ela o seguia escada abaixo, seu coração acelerou. A ideia de um homem desconhecido exigindo o cartão, as empregadas usando o banho como pretexto para revistá-la e depois se preocupando com sua maquiagem e cabelo... cada passo parecia menos um confronto com uma "ladra" e mais um ato deliberado de humilhação.
Quando ela chegou ao pátio, uma fileira de carros de luxo brilhava sob a luz do sol. Do primeiro deles, uma figura alta surgiu, com sua silhueta se destacando em nítido contraste contra a luz. Suas pernas longas, vestidas com calças de terno sob medida, e o terno de três peças que ele usava aumentavam sua aura de distinção e distanciamento.
À medida que o homem se aproximava, Roselyn finalmente conseguiu ver seu rosto com clareza.
"É você," ela disse, com a voz cheia de surpresa.
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