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Capa do romance Paixão Avassaladora

Paixão Avassaladora

Megan enfrenta um luto profundo e a falta de um lar, vendo na vaga de babá residente sua única chance de recomeço. O destino a leva para uma mansão isolada, onde nenhuma funcionária anterior conseguiu durar. Enquanto cuida das crianças, ela acaba derrubando as barreiras do pai delas, um homem de temperamento gélido e sombrio. Entre o isolamento e o dever, nasce uma conexão inesperada que mudará permanentemente a vida de todos naquela casa.
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Capítulo 3

Megan pagou ao motorista de táxi pela viagem e desceu do carro logo em seguida.

Ele também desceu, ajudando-a a retirar sua mala de dentro do porta-malas, mas não deixou de parar por um momento e olhar para a enorme mansão onde Megan iria trabalhar.

— Você vai morar aqui? — ele perguntou, claramente admirado pelo lugar.

Megan não sentiu o mesmo, já que achou aquele lugar um pouco frio e sem vida.

— Sim, mas a trabalho. — respondeu.

Quando percebeu que ele não parava de olhar para a mansão e sabendo que deveria se apressar e se apresentar para o trabalho, Megan pigarreou.

— Obrigada, mas eu preciso entrar agora. — ela disse, chamando a atenção do motorista novamente para si.

Ele piscou, voltando sua atenção para ela e observando-a atentamente da cabeça aos pés antes de olhar uma última vez para a casa. Então ele deu meia volta e seguiu novamente para dentro do carro.

— Se deu bem, garota. Boa sorte no novo emprego. — ele desejou, ligando o carro novamente.

Megan não entendeu o que ele quis dizer com isso, mas agradeceu assim mesmo e seguiu pelo caminho de pedras ladeado por um lindo jardim bem cuidado.

Ouviu quando o carro se afastou, voltando pelo caminho de onde vieram, enquanto se aproximava cada vez mais da mansão.

A cada passo que dava em direção à casa, ela parecia ainda maior e assustadora. Ela não estava acostumada com lugares assim. Na verdade, era a primeira vez que ela se aproximava de uma casa luxuosa como aquela.

Quando parou diante da gigantesca porta de madeira, o barulho de algo se quebrando lá dentro a fez pular, assustada.

Megan respirou fundo antes de erguer a mão para tocar a campainha da casa, deixando-a cair ao lado do corpo logo em seguida enquanto aguardava que alguém viesse atender.

Não podia negar que estava nervosa e insegura.

Suas mãos geladas e úmidas eram a prova disso.

O próximo som que ela ouviu foi o de passos apressados antes de a porta se abrir, revelando uma senhora de cabelos grisalhos, com alguns fios saindo do coque apertado e as feições cansadas.

— Ah, finalmente! — ela exclamou, parecendo realmente aliviada. — Você deve ser a nova babá...?

Megan levou alguns segundos para responder, assentindo.

— Sim, me chamo Megan e...

— Querida, por favor entre! — a senhora pediu, interrompendo-a. — Não sabe o quanto eu estava ansiosa com sua chegada. As crianças são um amor, mas eu já não tenho pique para cuidar de três pestin...

Megan arqueou uma sobrancelha, ao compreender o que a senhora diria das crianças, antes que a mesma se desse conta, e interrompesse a fala pela metade.

— Quer dizer, eu não tenho pique para cuidar de três crianças tão pequenas quando já tenho tanto o que fazer nessa casa gigantesca. — ela se corrigiu rapidamente, abrindo espaço para que Megan entrasse.

— Onde estão as crianças? — Megan quis saber, olhando ao redor, confusa.

Por um momento ela pensara que as crianças estariam esperando por ela no Hall de entrada, a julgar pelos ruídos que ouvira instantes atrás, mas agora tudo permanecia em perfeito silêncio como se elas tivessem se escondido.

A senhora fechou a porta rapidamente, como se temendo que Megan saísse novamente, e suspirou.

— Eu pedi para que Mary, a nossa cozinheira, as levasse para a cozinha para que eu pudesse recebê-la sem toda a agitação infantil... — ela se explicou antes de observar Megan dos pés à cabeça. — Flora me disse que era nova, mas eu não imaginava que fosse tanto.

Megan sorriu, quando reconheceu a velha senhora como amiga de Flora.

— E você deve ser a Sra. Albert... — Megan comentou. — É um prazer conhecê-la. Eu não sou tão nova assim. Já tenho 27 anos.

A Sra. Albert revirou os olhos antes de sorrir para ela, parecendo finalmente mais relaxada.

— Quando eu tinha vinte e sete anos, minha querida, eu já estava casada e trazendo meu primeiro filho ao mundo. E garanto que isso foi há muitos anos atrás.

Megan riu baixinho, desculpando-se logo em seguida ao perceber que estava sendo rude.

— Me desculpe... — pediu, pigarreando.

A Sra. Albert riu de seu constrangimento.

— Não se preocupe com isso, querida. Já estou velha e isso é um fato! — ela exclamou. — Mas estou preocupada de que esse não seja o emprego ideal para uma jovem como você. Cuidar de crianças tão pequenas pode ser um pouco difícil e elas perderam a mãe recentemente...

Megan juntou as mãos em frente ao corpo, percebendo a insegurança da mulher. Aquele era o momento em que deveria demonstrar confiança e provar que era perfeita para o cargo, caso contrário perderia aquela oportunidade antes mesmo de começar.

— Eu sei o quanto é difícil e acho que talvez eu possa ajudá-las de alguma forma... — ela disse, fazendo a mulher abrir os lábios em espanto.

— Oh, querida, me desculpe. Eu havia me esquecido que acabou de perder sua mãe...

Megan engoliu em seco ao perceber que a lembrança provocara um nó em sua garganta que logo se transformariam em lágrimas se não mudassem de assunto.

Ainda não estava pronta para falar sobre isso sem se sentir emotiva, então ela pigarreou baixinho para desfazer o nó que se formara em sua garganta.

— Não se preocupe com isso. — disse apenas e tratou de mudar de assunto. — Podemos chamar as crianças para que eu possa conhecê-las?

A Sra. Albert novamente adotou uma expressão um pouco insegura, olhando por sobre o ombro por um momento antes de voltar a olhar para Megan.

— Tem certeza que não quer se ajeitar em seus aposentos primeiro?

Megan negou.

Ela percebeu a intenção da senhora de dificultar sua partida caso desistisse e resolvesse ir embora, desfazendo suas malas primeiro.

Mas ela não tinha pretensão de ir a lugar algum.

Aquela era a oportunidade que precisava para seguir em frente.

E ela não era do tipo de mulher que desistia facilmente...

— Sra. Albert, eu gostaria de conhecer as crianças primeiro. — disse ela. — Fique tranquila, porque não pretendo ir a lugar algum.

A Sra. Albert corou com seu comentário, denunciando suas verdadeiras intenções e Megan se segurou para não rir.

— Tudo bem, me desculpe. — ela se desculpou, apontando para o corredor que Megan imaginava levar até a cozinha. — Deixe suas coisas aqui. Vou pedir para o Norman levar sua mala para o seu quarto.

Megan a seguiu pela sala gigantesca e em seguida pelo corredor, parando em frente a uma porta de vidro escuro e pesada.

Algo que se destacava dentro daquela casa, uma mistura de antigo e moderno.

Quem observasse a casa de fora, jamais imaginaria que por dentro haveria móveis e equipamentos eletrodomésticos tão modernos como os que ela via ali, ao adentrar a cozinha.

Claro, tirando a bagunça de farinha espalhada por todos os lados e as duas crianças mais velhas com as roupas e mãos completamente sujas de o que Megan imaginava ser farinha e ovos, ou qualquer outra coisa grudenta parecida.

Mary, a cozinheira, jovem e de cabelos ruivos, estava em um canto segurando a bebê no colo, olhando para as duas crianças, parecendo completamente desesperada.

— Crianças! — A Sra. Albert exclamou, chocada, enquanto olhava para toda aquela bagunça. — Eu me afastei apenas por alguns minutos e olha o que fizeram!

— Nós só estávamos tentando fazer biscoitos para a nova babá. — A menina disse com uma voz exageradamente doce, chamando a atenção de Megan para ela.

Seus cabelos loiros e olhos azuis faziam-na parecer um pequeno anjo, combinado com as bochechas salientes e lábios rosados.

O garoto ao seu lado, possuía os cabelos da mesma cor, mas seus olhos eram ainda mais azuis que os da irmã, o que deixou Megan fascinada, apesar da sujeira em seu rosto e roupas.

— Eu pedi para que se comportassem! — A Sra. Albert resmungou, lançando um olhar ladino para Megan, antes de se voltar para as duas crianças novamente. — Eu vou contar ao pai de vocês o que estavam fazendo!

Megan resolveu intervir.

— Sra. Albert, acho que não será necessário. Fiquei emocionada com o esforço das crianças em me prepararem biscoitos de boas-vindas. Portanto, ficarei ainda mais impressionada caso eles me ajudem a limpar essa bagunça para que possamos finalmente assar esses biscoitos. — Ela disse, observando enquanto as duas crianças mais velhas olhavam uma para a outra em uma conversa silenciosa, antes de se voltarem para ela novamente, desconfiadas.

A Sra. Albert resmungou alguma coisa antes de fazer um sinal para Mary se aproximar com a bebê.

— Tudo bem, senhorita Grey. Vou levar essa pequena para tomar um banho enquanto vocês se "divertem"... — Megan segurou o riso diante do comentário da governanta. — Se precisar de alguma coisa, basta chamar.

Não levou mais que alguns segundos para que Megan se visse sozinha com as duas crianças, que a encaravam com curiosidade.

— Quanto tempo pretende ficar? — a garota perguntou de maneira direta, pegando Megan de surpresa.

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