
Orgulho e Amor
Capítulo 2
JASON
Três meses depois
— Saindo de novo? — Ryan resmungou através do telefone.
— Esse é o plano. Eu não posso exatamente ficar sentado em minha bunda.
— Alguém poderia pensar que é o que você tem feito desde que ainda não descobriu merda alguma. Por favor, me diga que você tem alguma coisa... Outra coisa que não seja aqueles milhares que você ganhou.
Cerrando os dentes, tomei uma respiração profunda. — Eu dei a você mais do que aquilo que você foi capaz de conseguir por conta própria. Durante três meses agora, eu arrebentei em cada cassino e aprendi cada jogo. Eu tenho um nome lá fora, mas nada vai fazer com que esses caras me procurem. Eu não sou nada para eles.
Infelizmente, mais duas meninas tinham aparecido mortas. Ambas eram acompanhantes profissionais da mesma agência, que passou a ser administrada por Ronnie Chatfield, uma cafetina. Eu ainda tinha que falar com ela, estava determinado a procurá-la. A mulher era invisível. Em seu site, dizia que o rancho foi temporariamente fechado para transações e mais das suas meninas estavam desaparecendo.
As mulheres eram bonitas, algumas mais do que as outras, e muito mais caras do que as prostitutas drogadas que você veria na rua. Estas mulheres eram para a elite. Fora isso, eu sabia como os meus suspeitos pareciam, quais eram os seus nomes, onde eles trabalhavam, onde suas famílias estavam... Basicamente, segui-los era uma merda completa.
— Mas pelo menos você está apreciando o dinheiro, não é? — ele zombou.
— Beije minha fodida bunda. Estou aqui para te ajudar. Eu não tenho que estar aqui. Se alguém quer esse caso resolvido rapidamente, esse sou eu. Estou pronto para dar o pé deste lugar.
Ryan xingou e a linha ficou em silêncio. Eu tinha feito uma tonelada fodida de dinheiro, mas isso foi porque eu era bom nos jogos. Para entrar nos jogos altos, eu não tinha escolha senão aprender. Como recompensa, os cassinos me ofereceram quartos livres e outras comodidades. Eu estava vivendo como um rei. Não havia como negar que eu gostava, mas meu foco total estava no caso, nada mais.
— Olha, eu odeio ser um idiota, mas o FBI está respirando no meu pescoço. Se você não encontrar algo em breve, eles vão intervir.
Eu bufei. — Eu gostaria de vê-los chegar tão longe como eu.
— De qualquer maneira, eles vão aparecer. Só quero que você esteja preparado. Eu já trabalhei com alguns desses idiotas antes.
— Enquanto eles ficarem fora do meu caminho, eu estou bem.
— Eu já posso te dizer agora... Eles não vão.
JASON
Uma semana depois...
— Senhor Avery, você gostaria de outro gim-tônica?
Olhei para cima e sorri. — Isso seria ótimo. — a noite estava começando e eu já tinha mais de duzentos mil em fichas. As palavras de Ryan sobre o FBI se intrometendo tinham me chateado por toda a semana.
— Existe alguma coisa que eu possa fazer por você? — perguntou a garçonete sensual, mordendo o lábio inferior. Ela colocou seus seios para fora, mostrando os mamilos endurecidos através da sua camisa branca. Sua mão deslizou pela minha coxa e meu pau estremeceu.
Gemendo, eu empurrei a mão dela. Eu quase aceitei o que ela estava oferecendo, a levando em um quarto e a fodendo sem sentido. Ela não era exatamente o tipo de mulher com a qual eu iria, mas um quarto escuro podia fazer maravilhas. Tinha passado uma eternidade desde que eu tive uma boa transa. — Desculpe, querida. Eu não tenho tempo para brincar esta noite.
— Talvez da próxima vez? — ela perguntou, parecendo esperançosa.
Beijei a sua mão e pisquei. — Veremos.
Engolindo o gim-tônica, peguei minhas fichas e me levantei. Tinha jogado todos os jogos tanto que me entediavam. As apostas eram todas iguais, não havia concorrência. Passando pelas mesas, eu passei as próximas três horas indo de mesa em mesa. Não foi até a escovada de uma mão em meu ombro que me tirou da monotonia. Eu pensei que era a garçonete tentando sua sorte novamente, mas não era.
— Você se importa se me juntar a você? — seu cabelo era um profundo vermelho e seus cachos macios passavam pelos seus ombros, e seus olhos eram o azul mais claro que eu já tinha visto.
— Qual é seu nome? — perguntei, olhando para seu vestido preto apertado.
Ela sentou ao meu lado, sorrindo largamente. — Ariel, e o seu?
Pelo seu olhar sedutor, eu sabia que ela estava mentindo. Estendi minha mão. — Eu sou Eric. Quer embarcar no meu navio?
Entendendo a referência, ela apertou minha mão. — Bem jogado. Mas eu ficaria mais do que feliz por embarcar em seu navio.
— Normalmente eu diria todos a bordo, mas agora não é um bom momento, — eu disse, ficando de pé.
Sorrindo, ela se levantou e soltou a minha mão. — Que pena. Eu estava esperando me divertir um pouco hoje à noite.
— Oh, eu tenho certeza que há uma abundância de cavalheiros aqui que poderiam usar os seus serviços.
— Eu sou tão óbvia? — ela desafiou, me olhando com os olhos apertados.
— Não tenho nenhum interesse de qualquer maneira. — mas antes que eu pudesse virar, uma ideia despertou. Olhando para a garota de cabelos vermelhos, ela era exatamente o tipo de pessoa que precisava. Infelizmente, os homens que eu estava procurando não estavam lá. — Na verdade, eu tenho uma proposta para você.
— Que tipo de proposta?
Tirei um dos meus cartões e escrevi o meu número. — Pode ser perigoso, então eu entendo se você não quiser. Mas você parece o tipo de garota que estaria pronta para um desafio.
Ela pegou meu cartão e sorriu, seus olhos brilharam com humor. — Você não tem ideia.
— Tudo que você tem que fazer é me ligar amanhã de manhã.
— De que tipo de dinheiro você está falando?
Toquei seu queixo e pisquei. — Não se preocupe, você vai ser bem recompensada. — saindo do cassino, eu olhei por cima do ombro: ela se foi. Ryan pode até não gostar das ideias passando por minha mente, mas era a solução perfeita. O único problema agora seria colocar a minha confiança em uma prostituta.
De volta ao hotel, liguei meu telefone e o coloquei na cama, ignorando o seu incessante apitar. Passou uma semana desde que tinha falado com Ryan e a última coisa que eu queria era ouvi-lo. Ele iria ficar mais um dia sem falar comigo. Passando a mão pelo meu cabelo, olhei pela janela para as luzes da cidade. Rezei para que eu pudesse descobrir o caso antes que outra mulher desaparecesse.
Lá no bar, uma garrafa de uísque chamava o meu nome. Eu estava prestes a encher um copo quando uma forte batida soou na porta. Que diabos é isso?
Assim que eu abri a porta, a garota de cabelos vermelhos entrou, carregando uma bolsa nas mãos. — Você decidiu me seguir? Você deve saber que eu não gosto de perseguidores.
Jogando a bolsa no chão, ela se virou para mim, seu sorriso desapareceu. — Ainda bem que eu não estou perseguindo você então. Meu nome é Aylee McFadden. E sou do FBI. — ela levantou a perna no sofá e pegou algo amarrado em sua coxa, jogando-a para mim.
Com os olhos arregalados, eu olhava para seu distintivo. — Puta merda.
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