
Obsessão do mafioso.
Capítulo 3
Os dias no hospital se tornaram meses, e os meses se transformaram em um ano de intenso tratamento e reabilitação.
Cada sessão de fisioterapia, cada exercício, era um passo em direção à conquista de uma nova fase da minha vida.
Minha determinação se tornou minha aliada mais forte, e a dor, uma constante companheira que eu aprendi a enfrentar, a dor por não ter a Carol aprendi a guardar no fundo do coração e trazer de volta os momentos bons sobressaem sempre que a tristeza tenta tomar conta de mim.
Na manhã da alta, senti uma mistura de nervosismo e euforia.
Vestindo roupas comuns pela primeira vez em muito tempo, olhei para trás e agradeci silenciosamente às paredes do hospital que testemunharam minha jornada de superação.
Cada corredor, cada enfermeiro, fazia parte da trajetória que me trouxe até ali.
Os primeiros passos sem o auxílio de muletas ou cadeira de rodas foram como uma dança delicada entre a liberdade e a dor residual.
Cada movimento era uma vitória, e eu sentia o solo firme sob meus pés como um lembrete de que a força interior pode superar até mesmo as adversidades mais desafiadoras.
Ao cruzar a saída do hospital, respirei fundo o ar fresco da liberdade, de não depender de ninguém para um pequeno degrau na calçada, fizeram as lágrimas de alegria se misturar com as memórias dolorosas, criando um contraste único de emoções.
Minha mãe, ao meu lado, segurava minha mão com ternura, compartilhando silenciosamente o peso e o triunfo deste momento.
O retorno para casa foi um capítulo novo e desconhecido.
As paredes familiares se transformaram em testemunhas de uma nova Barbara, fortalecida pela batalha que travei até aqui.
Meu quarto, antes um refúgio de limitações físicas, tornou-se o palco de sonhos renovados e aspirações revigoradas.
Os planos para o futuro se desenhavam diante de mim como um horizonte promissor.
Decidi que era hora encontrar um trabalho e retomar meus estudos, e claro ver a divida com os Deluca assim que o Diego me procurasse.
A faculdade de psicologia, uma paixão antiga que ganhou ainda mais significado durante minha jornada.
A festa da família celebrava não apenas a minha recuperação física, mas também a resiliência de todo o núcleo familiar diante das adversidades.
As risadas e abraços preenchiam o ambiente, selando a união que nos manteve fortes ao longo do caminho.
Entre os rostos familiares, meu vizinho, Alex que como sempre estava lindo, ele tem estatura média com cabelos escuros e olhos expressivos, marcou presença na festa de celebração.
Seu sorriso caloroso e olhar compreensivo eram como um bálsamo para a alma, um lembrete de que, mesmo nos momentos mais sombrios, a luz da amizade e do carinho podia penetrar.
O reencontro com Alex trouxe à tona sentimentos adormecidos, lembranças de um tempo em que nossa relação era mais próxima.
Seus traços faciais, agora mais maduros, refletiam uma jornada própria de desafios e superações.
No entanto, a essência acolhedora que sempre emanara permanecia inalterada.
Enquanto compartilhávamos histórias e risadas, percebi que a vida, mesmo após as adversidades, poderia reservar surpresas agradáveis.
Alex, com seu jeito descontraído e atencioso, proporcionava um conforto que transcendia as palavras.
Cada anedota trocada e cada expressão de alegria eram fragmentos preciosos de um momento que transcenderia as páginas do tempo.
........Ponto de vista Diego.........
Eu nasci no berço sombrio da máfia americana.
Filho legítimo de um capo respeitado, pelos de fora, mas não por mim.
Carrego o peso da herança criminosa, uma coroa que nunca busquei, mas que me foi imposta, e recusada por mim muitas vezes.
Dizem que meus olhos são profundos, enigmáticos, mas acredito que apenas refletem a complexidade da minha existência, quanto a expressão séria e firme no que se refere a seriedade com que abordo as minhas funções nos negócios da organização do submundo do crime.
Sou um homem de poucas palavras e calculista, cujas ações falam mais alto do que qualquer discurso e sempre um passo à frente, características essenciais para sobreviver no jogo perigoso da máfia.
Nos corredores do crime, sou conhecido por minha lealdade inabalável à organização e execução perfeita do que é solicitado, realizando serviços sujos quando necessário.
Possuo habilidades letais e isso me transformou em um ativo valioso para e escroto do meu pai.
Que por culpa da maldita Caroline me fez ter que ceder a aceitar entrar nos seus negócios, tenho cedido a fazer suas vontades, mas no momento certo eu mostrarei a ele que não sou uma peça que ele move a sua vontade, não aceitarei fazer o que ele quer!
Só preciso resolver uma coisa antes...
Observei à distância, por anos a Barbara, ela tinha 15 anos e eu dezoito quando a conheci, não que isso fosse uma barreira, mas a maldita da Caroline sempre a afastou de mim, sabe aquelas coisas que acontecem por acaso, um dia meu meio irmão me pediu para buscar uma ‘amiga’ dele no colégio e foi buscando a Ingrid que vi aquele rosto com traços delicados e cabelo ruivo comprido pela primeira vez, confesso que na hora nem percebi que ela estava sentada em uma cadeira de rodas.
Passei a manter a chata da Ingrid perto pois assim tinha motivos para voltar, mas ainda sim em 3 anos não consegui romper a barreira da prima, não queria fazer nada contra a Caroline então fui acompanhando, mas a vadia quando precisou de dinheiro procurou meu pai, que com pouco esforço percebeu, que poderia usar a garota como puta e ainda tentar me fazer assumir sua posição. Só que isso não estou disposto a fazer, ele que de o lugar para o bastardo do meu irmão, que tanto quer agradar o papai, vou ir até onde preciso para ter ela sob meu controle depois abdico da posição entregando ao bastardo.
Me mantive nas sombras, enquanto Barbara enfrentava a dor e a tristeza no velório de sua prima, Carol.
O velório era um cenário carregado de emoções, e mesmo sendo um homem temido na cidade, não estava imune à atmosfera pesada, percebia a intensidade da perda que Barbara enfrentava mas não ia me aproximar nesta hora.
Mesmo sabendo que nossos caminhos vão se cruzar em pouco tempo, esperei demais para ser o segundo da lista a possuir a Barbara.
À medida que os dias passavam, continuava acompanhando discretamente o desenrolar dos eventos na vida dela.
Eu observei ela lidar com a perda, enfrentar sua própria reabilitação e, triunfar sobre as limitações físicas.
No momento da alta do hospital, ainda longe estava lá, nas sombras, testemunhando silenciosamente cada passo conquistado.
Quando ela foi para casa, eu vi a mesma comemorar em família, e isso não me incomodou até ver um homem próximo demais dela, e isso logo precisarei resolver.
Mas pretendo dar alguns dias para ela aproveitar, antes de levar ela até o seu futuro emprego, ainda não sei o que fara no bordel, só que conhecendo meu pai até posso imaginar que ele tentará a colocar como acompanhante e isso me ajudará a fazer ela me aceitar sem esforços de fingir algo, pois eu quero possuir ela e depois de matar minha vontade poderei mandar meu para inferno e voltar a viver minha vida.
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