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Capa do romance Obcecada pelo mafioso

Obcecada pelo mafioso

Helena Duarte vive cercada por dívidas e o peso de cuidar da mãe doente. Sua vida muda drasticamente ao testemunhar algo proibido envolvendo Lorenzo Vitale, o implacável e bilionário chefe da máfia italiana. Em vez de silenciá-la, o poderoso mafioso decide reivindicá-la, iniciando uma perseguição obsessiva. Presa em um mundo de luxo e perigo, Helena oscila entre o pavor e o desejo magnético, sem saber se foge ou se entrega à perigosa escuridão de Lorenzo.
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Capítulo 2

O coração de Helena parecia prestes a explodir quando Lorenzo abriu a porta da Ferrari e aguardou, sem pressa, que ela entrasse.

Havia algo nele que desafiava qualquer lógica: a postura impecável, a frieza calculada, mas também um magnetismo inexplicável que a atraía como um ímã perigoso.

- Não tenha medo - disse ele, o tom grave, quase um comando disfarçado de gentileza. - Se eu quisesse lhe fazer mal... já teria feito.

Aquelas palavras, ditas com tamanha naturalidade, arrepiaram cada centímetro do corpo dela.

Helena respirou fundo, tentando organizar os pensamentos. Parte dela queria virar as costas e correr, mas outra parte - a mais irracional - já havia se rendido ao olhar intenso daquele homem.

Com passos hesitantes, entrou no carro. O interior era luxuoso, o couro macio exalando um perfume caro, inebriante. A porta se fechou atrás dela com um clique suave, como se tivesse acabado de se aprisionar por escolha própria.

Lorenzo deu a volta e sentou-se ao volante.

Por alguns segundos, o silêncio reinou. O ronco do motor encheu o espaço, vibrante e ameaçador, como se refletisse a essência do próprio dono.

- Por que... por que você me ajudou? - Helena perguntou, quebrando o silêncio, a voz trêmula.

Ele não a olhou de imediato, apenas arrancou com o carro pela rua deserta.

- Porque ninguém toca no que é meu.

Helena arregalou os olhos.

- Eu não sou sua.

Dessa vez, ele virou o rosto em sua direção. O olhar era afiado, penetrante, como se quisesse gravar a verdade dela à força.

- Ainda não. - O sorriso dele surgiu lento, quase cruel. - Mas será.

Um frio percorreu-lhe a espinha. Helena virou o rosto para a janela, tentando ignorar o peso daquelas palavras. Quem era aquele homem para falar assim, como se tivesse poder sobre o destino dela?

A cidade passava diante de seus olhos, as luzes borradas pela velocidade. Ela não fazia ideia de para onde estavam indo, mas a estranha ausência de medo absoluto a surpreendia. Era como se, no fundo, soubesse que Lorenzo não a deixaria em perigo... pelo menos, não de outros.

- Você não respondeu - insistiu. - Como sabe meu nome?

Lorenzo apoiou uma das mãos no volante, a outra no câmbio, dirigindo com precisão impecável.

- Eu sei de tudo o que importa nesta cidade. Quem deve, quem mente, quem trai... e quem ainda não descobriu a própria força.

Helena franziu a testa.

- Está dizendo que me conhece?

- Estou dizendo que observei você - respondeu sem rodeios. - Há meses.

As palavras caíram sobre ela como uma avalanche.

- Me observou? - A incredulidade deixou sua voz mais alta. - Isso é... isso é insano!

Ele riu baixo, mas sem humor.

- É prudência.

O silêncio voltou, mas dessa vez era pesado, quase sufocante. Helena não sabia se queria saltar do carro em movimento ou continuar ali apenas para desvendar o mistério daquele homem.

Depois de alguns minutos, Lorenzo estacionou em frente a um prédio luxuoso, com porteiros uniformizados e mármore reluzente na fachada. Tudo ali gritava riqueza e poder.

- Onde estamos? - Helena perguntou, olhando ao redor, assustada.

- Minha casa. - Ele desligou o motor e se virou para ela. - E, por esta noite, também será sua.

Helena balançou a cabeça, os olhos arregalados.

- Não. Eu preciso voltar para casa. Minha mãe está me esperando.

Por um instante, o olhar dele suavizou, quase imperceptível.

- Já cuidei disso.

- Como assim? - Helena sentiu o sangue gelar. - O que você fez?

- Relaxe - disse Lorenzo, o tom baixo, porém firme. - Enviei alguém para cuidar dela. Está segura.

O coração dela disparou ainda mais.

- Você não tinha direito de...

- Eu tenho direito sobre tudo o que desejo. - Ele a interrompeu, a voz carregada de certeza. - E agora... desejo você.

As palavras o preenchiam com uma intensidade assustadora, e Helena se viu dividida entre repulsa e uma atração perigosa. Algo nela gritava que deveria odiá-lo, mas a cada segundo ao lado dele, o instinto a traía.

Lorenzo saiu do carro e abriu a porta para ela. Helena hesitou, mas, como se estivesse sob um feitiço, acabou descendo.

O saguão do prédio parecia um palácio moderno: lustres de cristal, mármore branco, funcionários que abaixavam a cabeça em sinal de respeito quando Lorenzo passava. Ele caminhava com passos firmes, o braço estendido em um convite silencioso para que ela o acompanhasse.

Dentro do elevador, o espaço fechado fez a tensão aumentar. Helena sentia o cheiro dele - amadeirado, quente, dominador. Não ousava olhar diretamente, mas a cada vez que seus olhos se encontravam no reflexo do aço polido, um arrepio percorria sua pele.

Quando chegaram à cobertura, Lorenzo abriu a porta de vidro e revelou um apartamento tão vasto quanto um museu. Janelas enormes ofereciam uma vista privilegiada da cidade iluminada, enquanto móveis minimalistas de design italiano decoravam o espaço.

Helena ficou sem palavras.

- Você mora... aqui sozinho?

Ele se aproximou, a presença dele preenchendo o ambiente.

- Eu nunca estou realmente sozinho.

Ela recuou um passo, mas Lorenzo continuou avançando até que a distância entre eles fosse quase inexistente. Sua mão tocou suavemente o queixo dela, erguendo-o para que seus olhos se encontrassem.

- Não adianta fugir, Helena. Eu já escolhi você.

O coração dela batia como um tambor. As mãos tremiam, mas havia algo naquele olhar que a impedia de recusar, de resistir. Era como se estivesse sendo tragada para dentro de um labirinto sem saída.

Ela respirou fundo, tentando recuperar a voz.

- Eu não sou uma peça no seu jogo, Lorenzo. Não pode simplesmente me ter porque quer.

Ele inclinou o rosto, os lábios quase roçando os dela.

- O problema é que eu sempre consigo o que quero.

E, naquele instante, Helena percebeu que estava diante de um homem para quem "não" nunca foi uma resposta.

O verdadeiro jogo havia começado.

E ela não fazia ideia de como sair dele sem se perder completamente.

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