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Capa do romance O veleiro

O veleiro

Juan herda um veleiro em Santa Catarina, vivendo com a sabedoria das ruas e um charme magnético. Sua trajetória cruza com a de Carla, uma burocrata do Rio cercada por mistérios. Entre conspirações e descobertas sobre Rebecca, Bruna e Say, Carla mergulha em investigações policiais. Enquanto busca a verdade sobre crimes e sobre o próprio Juan, ela descobre que o desejo e o amor podem superar qualquer segredo, revelando que a vida é muito mais do que status.
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Capítulo 3

CAPÍTULO 3

a busca

O fogo ardia, assim como o peito de Juan, que estava prestes a receber uma dolorosa notícia….

-Alô? -Atendeu o telefone com um sorriso no rosto, pensando ele ser sua intensa, e meiga Carla.

-Juan?

-Sim, ele mesmo

-Quem fala?

Uma voz trêmula deu a notícia….

-Me chamo Rebeca, filha do Amarildo, ele pediu para você vir até aqui.

-Aqui onde exatamente ?

-hospital, ele teve um mal súbito, os médicos estão fazendo os exames, mas pelo o que tudo indica sua ponte safena não está suportando todo o esforço que o coração está fazendo!

Sem pensar duas vezes, Juan pegou sua moto que ele mesmo havia reformado, e chegou no hospital o mais rápido possível.

Por ser um homem sem família, a presença de seu Amarildo trazia um leve conforto paterno para Juan.

-Olá, vim visitar o senhor Amarildo!

-Um minuto senhor; qual seu nome?

-Juan, por favor me deixe entrar!

-Senhor, tenha calma, vou avisar a senhorita Rebecca que o senhor chegou.

Antes do aviso, Rebeca entra na sala de espera, ela se encanta com Juan não necessariamente pelo seu jeito simples, sendo ela uma mulher de classe alta, casada com um médico paulista, cidade onde residia.

-Boa noite Juan pode vir comigo.

-Sim claro!

Chegando no elevador, o fato de Juan ser tão parecido com seu pai chama ainda mais a sua atenção.

Rebeca sempre buscou uma vida fora da Ilha, o jeito caiçara do seu pai sempre a encantou, porém ela queria conquistar o mundo, o mundo das novelas que ela acompanhava pela televisão.

Levando ela então, uma moça bonita e esperta a cursar enfermagem, anos depois se mudou para São Paulo, cidade Natal do neurocirurgião com o qual se casou.

-Juan eu sei que o momento é delicado, mas por favor não vamos falar alto, e nem provocar fortes emoções em meu pai.

-Entendo Rebeca, eu prometo.

Olhando atônito para seu Amarildo enrugado, Juan entristeceu os olhos, e antes da primeira lágrima cair Rebeca o abraçou, ele veio a lágrimas.

Passando a mão sobre seu rosto, ela disse…

-Calma, ele sempre falava de você, da Ilha da magia, de seu barco, o veleiro de vinte e cinco pés, que ele chamava de filha.

-Rebeca , não eu não conheço meus pais, não nitidamente como uma família, ele em anos foi uma inspiração pra mim.

Rebeca fica ainda mais encantada, com a sinceridade de Juan, bem diferente de seu arrogante marido.

Segurando a não de seu Amarildo, Juan se despede, pois ele sabia muito bem que a busca do velho companheiro havia chegado ao fim.

Seu celular tocou… era Carla preocupada, pois ela estava na casa de praia, e Juan não estava lá.

-Carla, desculpa, eu vim me despedir de um amigo, não sou o melhor em lidar com a morte e em despedidas, mas eu devia isso a meu velho amigo.

Rebeca apenas observava o olhar, o corpo, os lábios trêmulos de Juan, e tirando a conclusão de que aquele rapaz era único.

-Juan estou indo pra aí.

-Não precisa Carla eu….

-Precisa sim Juan!

Em poucos minutos Carla chega, encontra Juan no bebedouro no corredor e corre lhe dar um abraço.

-Juan, estou aqui com você!

-Obrigado Carla.

Rebeca logo tirou a conclusão que o melhor amigo de Seu pai tinha uma namorada, porém, Rebeca já cansada de sua relação mórbida, decidiu se aproximar da situação.

-Prazer, me chamo Rebeca.

-Prazer Rebeca, sou a Carla.

-Então você é a namorada do Juan.

Um silêncio tomou conta do ambiente, Carla como mulher, reconhecia muito bem a personalidade de outra mulher…

-Rebeca; acredito que o assunto aqui seja a melhora de seu pai.

Imediatamente percebeu que Carla estava na defensiva, e que Juan não estava disponível, não para participar da sua relação regada a swing em casas específicas para o assunto, como fazia com seu marido.

-Juan você deve estar com fome, vem comigo. -Replicou Carla segurando firme em sua mão.

Um cachorro quente, sentado no meio fio da calçada, à luz da lua, em frente ao hospital, foi a escolha para Juan.

-Achei a filha do seu Amarildo meio estranha juan, não parece estar triste pelo próprio pai.

-Jura?

-Sim.

-Bom; ela parece ser simpática

-Juan, eu conversei apenas uma vez com ela, mas posso estar enganada.

Na sala do CTI seu Amarildo se despedia de sua busca pela vida.

Rebeca sai do hospital, grita por Juan.

-Juan eu preciso de você!

Indo ao encontro de Rebeca que estava aos prantos, Juan a acalmou.

Carla logo atrás, com os braços cruzados percebeu Rebeca apertando exageradamente o corpo de Juan, em um abraço o que era desnecessário para alguém enlutada.

Carla então toma o controle da situação e diz

-Juan eu sei como você está, não se preocupe, eu cuidarei de você hoje.

Juan gostava da presença de Carla, sua força, e doçura, faziam bem a ele.

-Tá bom Carlinha, cachorro quente, mar, eu você e a minha famosa farofa de banana.

Rebeca se desmoronou em inveja..

-Como assim? Eu sou a enlutada aqui!

Sou eu quem Juan deveria dar atenção, eu já estou em uma relação aberta que mal tem em eu e ele esquecermos do luto em meu quarto de hotel?

-Pensou ela…. Fingindo lágrimas pelos olhos, e mordendo os lábios com as sobrancelhas baixas olhando para Carla.

A noite ficou cada vez mais clara pela lua, Juan e Carla agora já na casa de praia em uma rede, olhando o mar estavam a saborear sua culinária.

-Juan; hoje foi um dia cheio de emoções.

-Verdade, mas sabe que você me trás uma segurança.

Como assim Juan?

-Não sei explicar, mas estar perto de você, seria como poder desbravar um poema, até ele me entregar os segredos do autor.

-Sabe que eu estou me envolvendo, doutor Juan -disse ela sorrindo.

Juan sabia admirar a lua através de seus olhos, sua pele macia lhe provocava, desejos, seus lábios tão macios…

Não demorou para ele se aproximar, pegar em seu cabelo na parte de trás lentamente trazendo, ela até seus lábios…. Ele sentia sua respiração ofegante, em segundos ela iria de entregar….

Antes de ele sequer desbravar seu corpo ela mesmo tomou a iniciativa…

Subindo em cima dele, os movimentos de seu quadril eram naturais como se seu corpo soubesse oque procurava.

Mas Juan não queria algo tão intenso assim de primária, pois eles tinham a noite toda.

Lentamente ele a deixou sentada na rede, colocou seus braços em torno de seu pescoço, levantou ela em seu colo, com as pernas entre a cintura dele.

Ele queria a levar para o quarto, mas ela eufórica totalmente entregue em um movimento apenas conseguiu com que Juan desbravasse onde nenhum homem havia tocado antes.

Juan percebendo a intensidade do momento entre movimentos cíclicos a levou carregada em sua cintura até a cama.

Ela sabia do potencial de sua boca então antes mesmo de ele decidir qualquer manobra, decidiu de caso pensado que antes dele a colocar na cama, ela se viraria e jogaria ele em cima do colchão.

Assim foi feito… era instintivo vendo ele jogado na cama ela segurou forte na cintura de Juan, desceu beijando sua barriga e lhe proporcionou a melhor sensação de sua vida com seus lábios molhados.

Juan enlouqueceu..

-Carla! Que delícia!

-Fica quietinho, e deixa comigo Juan.

Ela parecia experiente, mas apenas estava totalmente confiante e queria retribuir todo e qualquer prazer que seria proporcionado à ela, pois ela sempre buscou a reciprocidade, com prazer então... algo que ela nunca havia experimentado até esse dia, ficou tudo universalmente excitante para ela.

Noite adentro a palavra prazer reinava entre os dois, a busca de um, completava o outro, até o ponto em que as pernas não aguentavam mais, a boca secava; o suor de fazia presente… e os dois quase desfalecidos entre um orgasmo e outro, finalmente descansaram.

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