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Capa do romance O Ultimato Cruel do CEO, Minha Ascensão

O Ultimato Cruel do CEO, Minha Ascensão

Após um ano de anonimato como desenvolvedora na empresa que fundei com meu noivo, Caio, nosso pacto ruiu. Diante de um grande investidor, ele exigiu que eu pedisse perdão a Jade, a mulher que me agrediu e sabotou. Ao ser humilhada publicamente pelo homem que deveria me proteger, decidi dar um basta. Ignorando sua ordem cruel de submissão, mostrei minha mão queimada à câmera e liguei para meu pai: era o momento de dissolver nossa sociedade e retomar meu poder.
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Capítulo 3

Ponto de Vista: Bia

Jade invadiu o refeitório da empresa como uma deusa malévola descendo sobre um banquete mortal. A conversa alegre da hora do almoço diminuiu enquanto as cabeças se viravam, acompanhando seu caminho imperioso em direção à fila de comida quente.

Ela examinou as bandejas de comida cuidadosamente preparadas com um olhar de profundo nojo.

"O que é isso?", ela perguntou ao chef atrás do balcão, cutucando um pedaço de frango assado com sua unha longa e vermelha. "Isso é pelo menos orgânico?"

O chef, um homem corpulento de olhos gentis e 'Augusto' bordado em seu uniforme, permaneceu profissional. "É de origem local, senhora. Muito fresco."

Jade zombou. Ela tirou um pequeno recipiente cravejado de joias de sua bolsa Birkin ridiculamente cara. "Não, obrigada. Eu trouxe o meu."

Ela abriu o recipiente, revelando uma pequena porção do que parecia ser ovas de peixe pretas e brilhantes. Caviar.

"Não se pode esperar que eu coma... isso", disse ela, acenando com desdém para a comida destinada a centenas de funcionários. "Mas estou me sentindo generosa. Vou compartilhar."

Antes que alguém pudesse reagir, ela se moveu para despejar todo o recipiente de caviar na grande travessa de salada de macarrão na linha do buffet.

"Senhora, pare!", Augusto se moveu com uma velocidade surpreendente, colocando uma mão firme sobre a travessa, bloqueando-a. Sua voz era calma, mas sólida como uma rocha. "A senhora não pode fazer isso."

"Com licença?", a voz de Jade ficou estridente.

"Política da empresa. Normas de saúde e segurança", Augusto declarou claramente. "Não podemos ter comida de fora, especialmente potenciais alérgenos, misturada com o serviço geral. Poderíamos ter um funcionário com uma alergia grave a peixe. É um risco enorme."

Ele estava certo. Era a regra número um no serviço de alimentação. Uma regra que eu ajudei a escrever no manual operacional da empresa.

Jade olhou para ele como se fosse um inseto que estava prestes a esmagar. "Você tem alguma ideia de quanto isso custa?", ela zombou, sacudindo o pote de caviar. "Este lanchinho vale mais do que todo o seu salário semanal. Estou melhorando sua salada patética."

"Senhora, vou ter que pedir que se afaste da linha de comida", disse Augusto, seu tom inabalável. Ele era um pilar de calma profissionalismo contra a tempestade de arrogância dela.

"Você não vai me pedir nada", ela sibilou, o rosto se contorcendo de fúria por ser contrariada.

Em vez de recuar, ela fez algo tão inacreditavelmente imprudente que me tirou o fôlego. Ela sacou o celular e apertou uma discagem rápida. Um segundo depois, o rosto de Caio apareceu na tela.

O fundo era inconfundível. Era a sala de conferências principal, aquela com a vista panorâmica da cidade. Ele estava no meio da apresentação. A apresentação para a Apex Ventures, aquela que poderia garantir nossos próximos cinco anos de financiamento.

"Caio, querido", Jade choramingou, sua voz instantaneamente transformada na de uma criança ferida. "Eles estão sendo tão maus comigo."

A expressão de Caio, inicialmente focada e séria, suavizou-se para uma de preocupação indulgente. "Jade? O que há de errado? Estou no meio de algo importante."

"Eu sei, sinto muito por incomodar", disse ela, inclinando o telefone para que ele pudesse ver o chef estoico e o mal-estar geral no refeitório. "Mas sua equipe... eles estão se unindo contra mim. Este homem", ela apontou o telefone para Augusto, "não me deixa almoçar. Ele está gritando comigo."

Augusto não havia levantado a voz uma única vez.

"O quê?", a testa de Caio se franziu. "Passe o telefone para ele."

Os lábios de Jade se curvaram em um sorriso triunfante enquanto ela estendia o telefone para Augusto. "O CEO quer falar com você."

Augusto pegou o telefone, o rosto impassível. Eu podia ouvir a voz de Caio, não mais calorosa e indulgente, mas fria e afiada.

"O que você pensa que está fazendo?", a voz de Caio estalou pelo pequeno alto-falante. "Deixe-a fazer o que ela quiser. Você me entendeu?"

A mandíbula de Augusto se apertou. "Senhor, com todo o respeito, é uma violação do código de saúde. É um risco de segurança sério."

"Eu não me importo com o código de saúde!", a voz de Caio se elevou, carregada de irritação. "Eu me importo com a felicidade da Jade. Agora, peça desculpas a ela e dê a ela o que ela quiser. Está claro?"

O refeitório inteiro estava em silêncio, assistindo a essa execução pública. Funcionários parados, bandejas na mão, seus rostos uma mistura de medo e incredulidade.

O telefone foi devolvido a Jade. Ela estava praticamente vibrando de alegria.

"Viu?", ela sussurrou para Augusto.

Então, ela virou a câmera do telefone, passando pelos rostos dos funcionários silenciosos e observadores, finalmente parando em mim. Eu a tinha seguido, minha mão ainda latejando, precisando ver como isso terminaria.

"Caio, eles estão todos apenas olhando! Estão todos do lado dele!", ela gritou, um soluço falso preso na garganta. "É como se todos me odiassem. Aquela garota do lobby está aqui também, a que se queimou. Acho que ela é a líder do motim!"

O rosto de Caio, projetado na pequena tela, endureceu. Ele não estava mais apenas irritado; estava furioso. Furioso porque isso estava interrompendo seu grande momento. Furioso porque sua autoridade estava sendo questionada. Furioso comigo por estar ali.

A tela piscou, Jade inclinou deliberadamente o telefone, dando um vislumbre dos homens de terno sentados em frente a Caio na mesa de conferência. Os investidores. Ele estava envergonhando sua própria equipe, ao vivo, na frente das pessoas que detinham o futuro da empresa em suas mãos, tudo para apaziguar uma valentona manipuladora.

A traição foi um golpe físico, tirando o ar dos meus pulmões. Não se tratava mais de um café derramado ou de um pote de caviar. Tratava-se de uma falha fundamental em sua liderança, um ponto cego tão vasto que ameaçava engolir toda a nossa empresa.

"Chega", a voz de Caio era gelo. Ele se dirigiu a todo o refeitório através do alto-falante do telefone. "Cada um de vocês vai pedir desculpas à Sra. Menezes. Agora mesmo. Vocês vão formar uma fila e dizer a ela que sentem muito por tê-la chateado."

Ele olhou diretamente para a câmera, seus olhos encontrando os meus. "Você. A desenvolvedora júnior. Você começa. Peça desculpas para a Jade. Agora."

O mundo pareceu desacelerar. O zumbido baixo dos refrigeradores, o barulho distante de um garfo caindo, o sangue pulsando em meus ouvidos. Ele estava me ordenando, a cofundadora de sua empresa, sua noiva, a me humilhar publicamente por essa mulher. Ele a estava escolhendo, neste momento, acima de tudo. Acima da dignidade de nossos funcionários. Acima da integridade de nossa empresa. Acima de mim.

O pacto estava quebrado. O sonho da empresa que deveríamos construir juntos se estilhaçou em um milhão de pedaços.

Dei um passo à frente, movendo-me para o centro da visão do telefone. Levantei minha mão vermelha e escaldada, a pele já começando a formar bolhas. A dor era uma pulsação surda e distante em comparação com a ferida aberta no meu peito.

Minha voz, quando falei, era perigosamente baixa.

"Caio", eu disse, meus olhos fixos em sua imagem digital. "Você tem certeza? Você tem certeza absoluta que essa é a ordem que quer me dar?"

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