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Capa do romance O Ultimato Cruel do CEO, Minha Ascensão

O Ultimato Cruel do CEO, Minha Ascensão

Após um ano de anonimato como desenvolvedora na empresa que fundei com meu noivo, Caio, nosso pacto ruiu. Diante de um grande investidor, ele exigiu que eu pedisse perdão a Jade, a mulher que me agrediu e sabotou. Ao ser humilhada publicamente pelo homem que deveria me proteger, decidi dar um basta. Ignorando sua ordem cruel de submissão, mostrei minha mão queimada à câmera e liguei para meu pai: era o momento de dissolver nossa sociedade e retomar meu poder.
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Capítulo 1

Meu noivo, Caio, e eu tínhamos um pacto de um ano. Eu trabalharia disfarçada como desenvolvedora júnior na empresa que fundamos juntos, enquanto ele, o CEO, construiria nosso império.

O pacto terminou no dia em que ele me ordenou que pedisse desculpas à mulher que estava sistematicamente destruindo a minha vida.

Aconteceu durante a apresentação para o investidor mais importante dele. Ele estava em uma videochamada quando exigiu que eu me humilhasse publicamente para sua "convidada especial", Jade. Isso depois de ela já ter queimado minha mão com café quente e não ter sofrido consequência alguma.

Ele a escolheu. Na frente de todo mundo, ele escolheu uma valentona manipuladora em vez da integridade da nossa empresa, da dignidade dos nossos funcionários e de mim, sua noiva.

Seus olhos na tela exigiam minha submissão.

"Peça desculpas para a Jade. Agora."

Dei um passo à frente, levantei minha mão queimada para a câmera e fiz minha própria ligação.

"Pai", eu disse, minha voz perigosamente baixa. "Está na hora de dissolver a sociedade."

Capítulo 1

Ponto de Vista: Bia

O pacto de um ano com meu noivo era simples: eu trabalharia disfarçada na nossa empresa, e ele construiria nosso império. O pacto terminou no dia em que ele, nosso CEO, ordenou que eu — uma desenvolvedora júnior — pedisse desculpas à mulher que estava sistematicamente destruindo a minha vida, tudo isso enquanto ele fazia uma apresentação para nossos investidores mais importantes.

Esse foi o fim. Mas o começo do fim começou em uma terça-feira, meu primeiro dia como desenvolvedora júnior na Bishop Innovations.

Eu estava parada no lobby elegante e minimalista, minha mochila surrada um contraste gritante com o cromo e o vidro polido. Esperava o RH me buscar, apenas mais uma nova contratada anônima na empresa que eu ajudei a fundar. A ideia tinha sido minha, um pacto nascido de um desejo genuíno, embora ingênuo, de entender nossa cultura corporativa desde a base.

"Um ano", eu disse a Caio, meu noivo, o rosto público e CEO da nossa criação. "Deixe-me ser um fantasma por um ano. Quero saber o que nossos funcionários realmente pensam, como são seus dias de verdade. Não podemos construir uma empresa saudável de uma torre de marfim."

Ele riu, me beijou e concordou. "Qualquer coisa pela minha brilhante cofundadora disfarçada."

A lembrança parecia quente, como se tivesse acontecido em outra vida, embora fossem apenas alguns meses.

Um turbilhão de movimento quebrou o silêncio zen do lobby. As portas de vidro se abriram com um zunido dramático, e uma mulher entrou como um furacão. Ela era um redemoinho de grifes e arrogância palpável. Óculos de sol enormes cobriam metade de seu rosto, e seus saltos batiam um staccato raivoso no piso de mármore.

Ela marchou direto para a recepção, batendo um cartão de crédito black no balcão com um estalo seco que fez a recepcionista pular.

"Um café americano puro", ela exigiu, sua voz pingando desdém, como se não pudesse acreditar que tinha que proferir um pedido tão mundano. "E diga ao Caio que estou aqui."

A recepcionista, uma jovem de olhos arregalados e nervosos, gaguejou: "Senhora, este é um escritório corporativo, não uma cafeteria. O Sr. Bishop está em uma reunião..."

A risada da mulher foi aguda e sem humor. Ela deslizou os óculos de sol pelo nariz, revelando olhos frios de desprezo. "Você sabe com quem está falando?"

Ela não esperou por uma resposta. Apontou um dedo com a unha perfeitamente feita para o próprio rosto. "Jade Menezes. Soa familiar? Não? Ótimo. Apenas me traga o café. Agora. E não ouse usar aquele pó solúvel nojento que vocês guardam na copa. Quero grãos frescos. Cinco minutos."

Eu fiquei perfeitamente imóvel, uma observadora silenciosa do drama que se desenrolava. Meu manual do funcionário, ainda quente da impressora, delineava um código de conduta claro: profissionalismo, respeito, integridade. Jade Menezes estava violando tudo isso em seus primeiros trinta segundos.

Mantive minha expressão neutra, minha postura relaxada. Meu papel era observar, não intervir.

"Senhora, não estou autorizada a deixar a recepção, e nossa copa...", a recepcionista tentou novamente, a voz trêmula.

"Então encontre alguém que esteja", Jade retrucou. Ela examinou o lobby, e seu olhar gelado pousou em mim. No meu jeans simples, meu suéter básico, minha mochila sem graça. Ela viu uma ninguém. Uma peoa.

Ela se aproximou de mim, seu perfume caro uma nuvem sufocante. "Você. Trabalha aqui?"

Encarei seu olhar com calma. "Sim. Sou nova."

"Perfeito", disse ela, um sorriso cruel brincando em seus lábios. "Então você ainda não aprendeu a ser inútil. Vá buscar meu café. Americano puro. Grãos frescos. Você tem quatro minutos agora."

Meu primeiro instinto foi uma onda quente de fúria. Eu era a cofundadora desta empresa. Meu nome estava nos documentos secretos de incorporação, trancados no cofre do meu pai. Mas minha identidade pública era Bia Steele, desenvolvedora júnior. E uma desenvolvedora júnior não respondia à... convidada do CEO.

Então, respirei fundo. "Claro", eu disse, minha voz uniforme e educada. "Vou ver o que posso fazer."

Minha polidez pareceu enfurecê-la mais do que o desafio. Seus olhos se estreitaram. "O que você vai fazer é pegar meu café. Não me olhe com essa cara de vaca mansa. Apenas assinta e vá."

Ela estava tão perto que eu podia ver os pequenos poros em sua maquiagem. Estava tentando me intimidar, afirmar seu domínio neste espaço que ela claramente sentia que lhe pertencia.

"Quem sequer contrata as pessoas neste departamento?", ela murmurou, alto o suficiente para todo o lobby ouvir. Ela olhou para meus sapatos sensatos e confortáveis e depois, de forma pontual, para seus próprios Louboutins altíssimos. "Os padrões estão claramente caindo."

Ela se inclinou mais perto, sua voz um sussurro venenoso. "Quando você trouxer, vai se dirigir a mim como Sra. Menezes. Entendeu?"

Antes que eu pudesse responder, um homem saiu correndo do corredor, o rosto pálido de pânico. Era Marcos, o chefe do departamento de desenvolvimento. Meu novo chefe.

"Sra. Menezes! Sinto muito pela demora", disse ele, praticamente se curvando. "Não sabíamos que a senhora chegaria tão cedo."

Ele me lançou um olhar aterrorizado. "Peço desculpas pela minha nova contratada. Ela ainda não conhece as regras."

Jade acenou com a mão de forma desdenhosa, sem nem se dar ao trabalho de olhá-lo. "Apenas certifique-se de que ela as aprenda. Rápido."

Ela passou por ele e desapareceu pelo corredor que levava à suíte executiva de Caio.

Marcos soltou um suspiro longo e trêmulo e se virou para mim, sua expressão uma mistura de pena e pavor. "Escuta, Bia. Aquela é Jade Menezes. Ela é... especial."

"Especial como?", perguntei, embora tivesse uma sensação ruim de que já sabia.

"Ela é convidada do Caio. A convidada permanente dele", disse ele, baixando a voz. "Ela salvou a vida da irmã dele anos atrás. Doação de medula óssea. Caio sente que deve tudo a ela. Então, ela consegue o que quer. Ela pode fazer ou quebrar carreiras aqui com uma única reclamação. Apenas... fique fora do caminho dela. Peça desculpas, faça o que ela mandar e abaixe a cabeça."

Eu assenti, minha mente a mil. Jade Menezes. A "salvadora". Caio tinha me contado sobre ela, claro. Mas ele descreveu uma heroína, uma mulher altruísta. Não essa criatura cruel e narcisista. E ele certamente nunca mencionou que ela tinha passe livre para aterrorizar nossos funcionários.

Um nó frio de desconforto se formou no meu estômago. Os documentos de fundação, os verdadeiros, listavam dois cofundadores: Caio Bishop e Beatriz Amaral. Não Steele. Amaral. Como em Davi Amaral, o tubarão do mercado de tecnologia de São Paulo. Meu pai.

Caio sabia que Jade não era a "dona da casa" que fingia ser. Eu era. Esta empresa era tanto minha quanto dele.

Por que ele estava permitindo isso?

Empurrei a pergunta para o fundo da mente. Eu estava aqui para observar. Este era apenas meu primeiro teste. Um teste da cultura da empresa e um teste da liderança de Caio.

Tudo bem. Vamos ver como ele lidera.

E vamos ver até onde a Sra. Menezes está disposta a ir.

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