Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance O TIO DO MEU MARIDO: AMOR OU PODER?

O TIO DO MEU MARIDO: AMOR OU PODER?

Evelyn, uma órfã batalhadora, vê sua vida mudar ao casar-se com Donovan, um entregador que escondia ser herdeiro dos poderosos Ashbourne. Após a morte trágica dele, ela descobre que espera um filho e é lançada em um ninho de segredos liderado por Reginald, o ambicioso tio de seu falecido marido. Grávida e cercada por luxo e perigo, Evelyn deve decidir se Reginald busca protegê-la ou apenas usar seu herdeiro para dominar o império da família.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Eram quase oito e meia da manhã quando Donavan despertou. O calor do corpo de Evelyn ainda envolvia seus sentidos, e a lembrança da noite maravilhosa de amor o fez sorrir. Há muito tempo não sentia aquela mistura de liberdade e autonomia. Com cuidado para não acordá-la, saiu da cama, calçou os chinelos e vestiu o roupão. Antes de sair do quarto, ficou ali, parado, admirando-a. Evelyn dormia tranquilamente, sua respiração suave, os fios de cabelo espalhados pelo travesseiro. Uma pontada no estômago o atingiu. O peso do passado sempre voltava, e ele se condenava por não ter contado toda a verdade a ela.

- Espero que um dia você me perdoe, minha Evelyn... Queria ter te conhecido antes das decisões que tomei - sussurrou, sua voz carregada de arrependimento.

Seguiu para a cozinha, sentindo falta dos cafés da manhã londrinos. Por mais que quisesse esquecer sua vida passada, certos hábitos eram difíceis de abandonar.

Enquanto preparava o café, Evelyn acordou ao escutar o leve barulho vindo da cozinha. Espreguiçou-se, ainda envolta na preguiça da manhã, e um sorriso surgiu em seus lábios ao sentir o aroma delicioso de café recém-passado e pão assando. A porta do quarto se abriu lentamente, e lá estava Donavan, com uma bandeja nas mãos. Vestia o uniforme do trabalho, mas era seu olhar - aquele olhar cheio de ternura - que aquecia seu coração.

- Bom dia, meu amor - disse ele, com um sorriso que ela conhecia tão bem.

Evelyn se ergueu um pouco na cama, os olhos brilhando. Donavan se aproximou, colocando a bandeja ao lado dela. Na xícara simples, um café fumegante, frutas frescas e fatias de pão dourado com manteiga derretendo.

- Você fez tudo isso para mim? - perguntou, emocionada.

- Não podia deixar você acordar sem um bom café da manhã. Além do mais, queria ver esse sorriso logo cedo - disse ele, tocando suavemente seu rosto.

Ela estendeu os braços, puxando-o para perto. Um beijo demorado selou aquele momento. Depois, aconchegada contra ele, pegou um pedaço de pão e levou à boca, fechando os olhos ao sentir o sabor.

- Nossa, que delícia esse pãozinho! Foi você quem fez?

Donavan assentiu com um sorriso orgulhoso.

- Só farinha, ovo e fermento. Uma receitinha que aprendi com um dos rapazes.

Ele pegou um copo de café, bebeu um pouco e suspirou. Levantou-se devagar, relutante em quebrar a magia daquele instante.

- Preciso ir. Solano me ligou perguntando se eu queria fazer um extra agora pela manhã.

Evelyn fez um leve biquinho de desapontamento, e ele riu, tocando seu nariz de leve.

- Não fique com essa expressão, precisamos do dinheiro. Mas estarei de volta para o almoço. Nem se preocupe em cozinhar, ainda temos o jantar de ontem.

Os dois riram juntos, cúmplices de uma vida simples, mas cheia de amor.

Assim que Donavan saiu, Evelyn se enroscou novamente entre os cobertores. Sentia-se feliz, plena. Suspirando, fechou os olhos e logo o sono chegou.

O som das batidas fortes na porta ecoou pela casa, arrancando-a bruscamente do sono. O coração acelerou. Por um momento, ficou paralisada, tentando entender o que estava acontecendo. Novamente, as batidas insistiram, firmes e urgentes. Rapidamente, levantou-se e cobriu o corpo nu com o roupão de Donavan. Caminhou até a porta, olhou pelo canto da vidraça e viu o xerife John Michaels parado na soleira. Uma sensação de presságio ruim percorreu sua espinha. Com o coração martelando no peito, abriu a porta.

- Bom dia, Xerife. O que aconteceu?

O homem hesitou por um instante antes de falar, reunindo coragem.

- Bom dia, Evelyn. Desculpe te acordar dessa forma, mas o motivo é urgente. Seu marido sofreu um acidente de moto e foi levado às pressas para o hospital.

Ela levou as mãos à cabeça, sentindo uma vertigem tomar conta de seu corpo.

- Como ele está? Ele... está muito ferido? - Sua voz saiu trêmula, quase um sussurro.

- Sinto muito, Evelyn. A batida foi forte. Um rapaz bêbado dirigindo na contramão jogou a moto dele longe. Vista-se, vou te levar aoProvidence Medical Center.

Dez minutos depois, Evelyn entrou na Unidade de Terapia Intensiva. Suas pernas bambearam ao ver Donavan deitado na cama, ligado a aparelhos. Seu rosto estava irreconhecível, pálido, com cortes profundos na testa e no queixo - a pele marcada por hematomas azulados, os lábios rachados e secos. Cada respiração vinha acompanhada de um gemido mecânico da máquina que o mantinha vivo. Um tubo saía de sua boca, fixado com esparadrapo em pele ensanguentada.

Com cuidado, ela pegou a mão dele entre as suas.

- Donavan, meu amor... estou aqui. Vai ficar tudo bem.

Ele apertou fracamente sua mão. Seus lábios começaram a se mover. Evelyn se inclinou, colocando o ouvido próximo à sua boca para entender as palavras soltas que escapavam de seus lábios.

- Perdão... capacete...

- Não se preocupe com o capacete, meu amor. Compramos outro quando você sair daqui - disse ela, as lágrimas escorrendo pelo rosto.

Ele repetiu com esforço:

- Capacete... perdão...

E então, com um último respiro, sussurrou:

- Eu te amo...

Os aparelhos começaram a apitar freneticamente. O som dos alarmes foi a última coisa que Evelyn ouviu antes de ser afastada pelos médicos. Minutos se passaram - uma eternidade para ela - até que um dos médicos se aproximou. Ele não precisava dizer nada. O semblante dele já dizia tudo.

- Não... - murmurou Evelyn, levando as mãos à boca.

- Sinto muito, senhora. Os ferimentos eram graves demais, quando a moto bateu, seu marido não teve chance. O trauma craniano foi imediato. ...

A voz do médico foi ficando distante, e tudo ao seu redor se apagou.

Diante do caixão de madeira escura, Evelyn estendeu a mão trêmula. O verniz gelado sob seus dedos a fez retrair - tão diferente do calor da pele dele na manhã de ontem. As lágrimas secaram antes mesmo de nascerem. Estava entorpecida, como se sua alma tivesse se separado de seu corpo. Em menos de vinte e quatro horas, havia ido do paraíso ao inferno. Ao seu lado, Beth, sua colega de trabalho, segurava seus ombros em um gesto de apoio silencioso.

Aos poucos, os colegas de trabalho de Donavn e alguns conhecidos de Evelyn foram deixando o cemitério. Beth a conduziu para casa, preparou um chá e ficou com ela por um tempo. Antes de ir, beijou sua testa e disse:

- Tire alguns dias para descansar. Já falei com o senhor Mariva, ele concordou. Se precisar, peço reforço.

Sozinha, Evelyn ficou ali, fitando o vazio. E então, finalmente, as lágrimas começaram a rolar, seguidas por um choro desesperado, carregado de dor. Chorou até o corpo se render ao cansaço e adormeceu.

02

Você pode gostar

Capa do romance A frequência certa: a Radialista e o CEO magnata.
9.1
Harper Lane, a irreverente radialista de Nova York, vive uma noite intensa com um desconhecido fascinante após o sucesso de seu programa. Ela foge ao amanhecer, mas o destino a surpreende: o homem é James Calloway, um arrogante CEO da TV com planos para sua rádio. Em meio a tensões corporativas e conflitos de personalidade, a química avassaladora entre a locutora sem filtros e o magnata transforma a rivalidade em um desejo incontrolável.
Capa do romance Adeus, Vida Antiga
9.5
Após cinco anos como sombra de Ricardo, sofri uma humilhação pública. Ao usar vermelho, fui atacada por sua prima e silenciada pelo desdém dele. Percebi que era apenas uma substituta da sua falecida ex. Decidida, neguei suas ordens e parti. Contudo, o pior golpe veio de Lucas, meu filho; manipulado pela avó, ele me rejeitou. Sem o amor dele e cansada da frieza de Ricardo, abandonei aquela mansão. Ele acha que voltarei, mas meu adeus é definitivo.
Capa do romance Esmeraldas Quebradas, Alma Reconstruída
9.1
Sofia vê sua vida ruir quando o marido, Lucas, rouba o colar de esmeraldas deixado por seu falecido pai para presentear a amante, Camila. Após a joia ser destruída e Sofia ser humilhada publicamente, a traição escala para níveis cruéis: ela é sequestrada e forçada a doar sangue para a rival. Diante do roubo de seus projetos e de abusos físicos, a dor de Sofia se transforma em uma fúria calculada. Ela decide que não será mais vítima, preparando sua vingança contra Lucas.
Capa do romance O Filho Perdido: de volta aos braços do CEO
9.0
Após ser forçada a uma noite com um estranho, Lauryn engravidou e seguiu sua vida. Cinco anos depois, o poderoso Benson Wingrave, CEO de um grande grupo, ressurge exigindo que ela e a criança vivam em sua mansão. O clima entre eles é tenso, marcado por conflitos e pela fúria de Lauryn ao defender o filho do temperamento do magnata. Será que esse reencontro conturbado e cheio de ressentimentos pode se transformar em um amor verdadeiro?
Capa do romance O marido indigno volta
8.1
Há cinco anos, sentindo-se incapaz de prover o melhor para sua esposa, ele partiu sem deixar rastros. Após meia década de sacrifícios e trabalho árduo, ele ressurge como um bilionário influente, pronto para reconquistar seu grande amor e construir o lar que sempre sonhou. No entanto, seu retorno triunfal é marcado por uma revelação que mudará tudo: ele descobre que é pai. Agora, o homem honrado precisa lidar com as consequências do passado.
Capa do romance Prisão do Porão Cruel
7.9
Mutilada e mantida em um porão por seu marido, Mateus, a protagonista vê sua vida de luxo virar um pesadelo. Substituída pela rival Larissa, ela é acusada de crimes que não cometeu e rejeitada pelo próprio filho. Prestes a ter seu coração transplantado para a vilã por ordem de Mateus, ela descobre que vive em um romance fictício. Após ser extraída para o mundo real, surge uma chance de retornar e reescrever seu destino, buscando vingança contra quem a traiu.