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Capa do romance O Submisso da CEO Mimada

O Submisso da CEO Mimada

Laissa busca um novo entretenimento após o fim de seu último contrato sexual. Desesperada, sua assistente entrega o melhor amigo, Mason, nas mãos dessa dominadora implacável. Embora precise de dinheiro, ele resiste a ser o submisso mudo de uma CEO mimada. Mason logo descobre que rejeitar Laissa D. Chase atrai problemas triplicados, mas se envolver com ela pode ser a única saída para quitar suas dívidas e resolver sua vida financeira conturbada.
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Capítulo 2

O olhar dela caiu sobre a pasta negra quando foi jogada em sua direção.

A xícara entre os dedos mal chegou aos lábios lhe tirando o foco da manhã. Ajeitou a mecha do cabelo para o lado ao segurar a pasta e abrir folheando duas vezes antes de subir o olhar para o homem ao seu lado.

Já passava das nove da manhã e seu estômago roncava buscando alimento. Sua noite havia sido esplêndida, o cansaço em suas pernas e as olheiras abaixo dos olhos denunciava sua animação. Contudo, não parecia o mesmo para o garoto sentado do seu lado esquerdo da mesa.

Com o café diante de si, achou que o início da semana seria perfeito. Mas que droga era aquela jogada em seu rosto?

— O que isso significa? – A voz saiu mansa, rouca e incrédula. Não esperava isso de um homem que não tinha opção de aceitar ou negar algo. Tinha apenas que acatar as ordens sem pestanejar.

— Entende mais de contratos do que eu, então imagino que deva saber exatamente o que quero dizer – O garoto bateu a xícara na mesa e Laissa o olhou de canto descendo o olhar para o peitoral desnudo e ferido por suas unhas, tal como os braços musculosos e chegou aos pulsos, onde havia feridas, marcas… seriam de algemas?

— Ah, eu entendi. Não poderia haver marcas – O garoto ergueu os pulsos mal lembrando daquilo — Tudo bem, pode passar na sala de Mariane mais tarde, ela lhe entregará um cheque – Avisou ao levantar e sair dali sem olhar para trás.

— Espere. – Laissa parou de andar na mesma hora. Odiava quando alguém lhe dava qualquer comando. Virou lentamente ainda com sua xícara de café e aproveitei a brisa do dia que invadiu sua casa esvoaçando o robe daquela manhã. — É só isso que você vai falar?

— Ainda estar em minha casa, e eu não admito que me dê ordens. – Jogou seus cabelos para trás — E não tenho nada a dizer.

— Passamos quatro anos juntos e você só me manda para sua assistente? O que eu sou pra você? – A mulher dobrou seu pescoço para o lado querendo rir. Outra vez a brisa voltou a correr por sua sala de luxo lhe trazendo frio.

— Não tem permissão para me chamar de você. Eu sou a sua mestre – Bradou dando um passo à frente e o homem, um para trás — Acabou de assinar o contrato de demissão, então deve receber muito bem por seus quatro anos trabalhados – Ele abaixou os olhos — É um funcionário como qualquer outro, totalmente substituível, descartável. Já conseguiu o que queria então suma da minha frente, amanhã outro já estará em seu lugar.

Tornou a girar sob os saltos de marca e subiu cada degrau com elegância e paciência que tinha muito bem educada e formada em sete tipos de aula de etiqueta, e nenhuma delas lhe ensinaria a manter sua postura dentro das quatro paredes de seu quarto uma vez estando sozinha.

A xícara de porcelana desenhada a mil e quinhentos anos atrás e dada de presente completando um jogo de peças raras a sua tataravó que passou de geração em geração até chegar em suas mãos se quebrou em mil e quinhentos pedaços quando foi de encontro a parede do quarto junto a um grito de pura fúria e ódio.

Correu até a cama discando o número de sua assistente que atendeu no primeiro ato.

— Eu não quero saber se você está tendo um bom dia, aquele idiota incompetente chegará a sua mesa em menos de trinta minutos. Eu quero que você suma com ele. Dê tudo que precisar e faça com que nunca mais nos encontramos ou você será demitida. – Levantou indo até a janela apenas para ter certeza que ele iria embora. — ENTENDEU? DEMITIDA.

Largou o celular outra vez, se afastando da janela quando ele ainda virou para lhe procurar. Ele iria lhe ver ali.

Percorreu seu closet escolhendo outro de seus ternos negros tal como os sapatos e o sobretudo que jogou por seus ombros, a, claro, jamais sairia de casa sem seu chapéu.

— Senhorita Chase – Parou no quarto outra vez quando sua empregada ergueu-se medrosa. — Está muito elegante.

Laissa a olhou dos pés à cabeça antes de deixar o quarto. Outra vez desceu aquelas escadas com elegância e cruzou a saída já encontrando a porta do carro aberta. O motorista sequer disse uma palavra, depois de anos e anos trabalhando para aquela mulher, dias que usava roupas pretas era como um luto interno e quanto menos falasse, mais tempo ficaria empregado.

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