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Capa do romance O Sheik da Máfia Meirelles

O Sheik da Máfia Meirelles

Káiros, o bilionário sheik e CEO das empresas Meirelles, vive no Brasil focado em vingar seu avô contra Derek Bartolomeu. Após ser traído pelo pai de Beatriz Santos, que se aliou ao seu inimigo, ele faz a família do traidor refém. Contudo, a beleza de Beatriz desperta sentimentos que desafiam seu orgulho e cultura dominante. Entre o dever da máfia e uma paixão inesperada, Beatriz precisará sobreviver às escolhas perigosas de seu próprio pai.
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Capítulo 1

Beatriz:

Acordo atordoada com uma forte dor na cabeça tentando me lembrar o que foi que aconteceu, olho a minha volta reparando no quarto luxuoso em uma decoração em tons pasteis e dourado, parecia mais um quarto de realeza, meu coração começa a acelerar, e me pergunto, porque estava naquele lugar, olho para minhas roupas e vejo que estou com as mesma e respiro aliviada, mas ao tocar na cabeça, sinto algo úmido e me assusto quando olho para minha mão com sangue e começo a lembrar, tudo vem como um flash em minha mente, então vejo um homem forte se aproximando, seus olhos negros me olhando com raiva, ele demostrava que estava irritado, a sua expressão fria, fico apavorada, quem era esse homem e o que ele queria comigo.

— Até que fim, acordou! Káiros falou frio se aproximando da Beatriz, a filha do traidor que quase arruinou a operação, onde teria um arremato de carga clandestina entrando no país, mas o desgraçado resolveu trair os Meirelles, passando todas as informações para o pior inimigo, Derek Bartolomeu.

Beatriz:

Olho para o homem encapuzado que nunca vir em minha vida, seus traços fortes e um corpo musculoso, mesmo com essa túnica branca e esse lenço cobrindo a cabeça, deixando apenas o seu rosto descoberto, dava para saber que não se tratava de alguém que estava para brincadeiras, mas, eu me perguntava, o que tinha feito, a única coisa que lembrava era de estar em casa e uns homens invadir a nossa casa a procura do meu pai, Luciano Santos, somos de uma família que não possuímos muitos patrimônios, mas meu pai nos proporcionava uma vida confortável, moramos em uma casa em um bairro nobre, estou cursando a faculdade de designer.

— Vamos! Ou ficará aí me olhando, ele falou frio com raiva por ela não demostrar nenhuma reação, pelo menos ele achou que ela ia fazer isso, igual as outras mulheres que se jogavam no chão e rastejava até ele, pedindo perdão e se oferecendo a ele de tudo que é jeito, ele a olhava como estivesse examinando uma mercadoria, os cabelos loiros claros a pele um pouco avermelhada já que em seu país, as mulheres gostavam muito de praia e piscina, seus olhos azuis, um azul hipnotizador, ela até que serviria para o gasto, ele pensava no seu subconsciente.

— Por que estou aqui? Falo olhando para aqueles olhos demoníacos, estava com medo, mas nunca iria demostrar o meu medo, quem ele pensava que era para invadir a minha casa, sorte que minha mãe havia saído com a minha irmã caçula, lembro que três homens entraram quebrando tudo e como não achou o meu pai me arrastaram a força, como não viria sem lutar, acabei mordendo um que gritou e me jogou longe fazendo eu cair e bater a cabeça me fazendo perder a consciência.

— Porque está aqui! Ele sorrir a encarando divertido, era a primeira vez que alguém ousava pergunta assim, ele se aproxima a olhando, sua vontade agora era de matá-la e acabar com essa raiva que estava do desgraçado, mas não ia dar esse gostinho, ia transformar a sua filha em uma prostituta, ia fazer questão de esfregar na cara dele, sua preciosa filha, criada com tanto amor, sendo usada pelos homens que ele achou que estariam mortos agora mesmo.

— Quero ir embora, se não me deixar sair… Juro que grito e vou chamar a polícia! Falei o encarando e vendo o seu semblante mudar.

— Ahhhh! Então grite? Ele falou indo até ela e a segurando pelos braços, a deixando imóvel, vendo-a arregalar os olhos azuis assustada.

— Me solta seu monstro! Gritei me debatendo, ele era muito forte, as suas mãos apertavam meus braços sem piedades me machucando, ali comecei a temer sobre o meu futuro, não sabia por que estava ali e quem era esse homem estranho com essas roupas, uma coisa sabia, ele não era brasileiro — me solta! Quem pensa que é? Falei chutando-o nos meios das pernas com toda força e vir a sua reação de dor em sua face, ele gritou me soltando para massagear o local onde havia acertado.

— Sua vadia! Falou frio sentindo a dor nos meios dá perna enquanto ela se levantou muito rápido da cama e correu para porta abrindo e sendo barrada por dois seguranças.

Olho para minha frente dois seguranças bombados, eles trajavam ternos pretos e suas mãos pousavam nas armas em suas cinturas pronto para sacar e apontar para mim, enquanto me sentia encurralada sem saída, o meu corpo tremia sabendo que agora seria o meu fim.

— Não é necessário, Douglas! O Káiros falou autoritário para o seu segurança que estava sacando a arma para a Garota, ele ainda queria saber mais sobre ela, tinha certeza que ela se jogaria para ele e pediria pela sua vida, ela parecia não reconhecê-lo, logo ele que sempre estava nas mídias como o CEO milionário e respeitado em todos os países, ele já conhecia as brasileiras e sabia que elas eram mulheres lindas e encantadoras, mesmo detestando o jeito delas se vestirem, ele já teve casos com várias, mas sabia que a mulher que casaria seria de sua origem com os seus costumes, e não esse tipo de mulher, ele atualmente estava morando no Brasil, seus negócios estavam todos aqui, ele comandava o maior comando, não tinha ninguém que não o temesse em seu país de origem, Catar, seus pais e toda sua família era de lá, ele era dono de uma enorme corporação, mas o que gostava mesmo era de possuir poder e isso ele só conseguia na máfia Meirelles.

A Sua família sabia que ele tinha muitos negócios no mundo todo e veio morar no Brasil há 5 anos, então ele só retornava quando seus pais o obrigavam para eles conseguirem ver o seu único filho, o herdeiro das empresas Meirelles.

— Desculpe, Chefe! O Douglas falou guardando a arma de volta no bolso, e saindo do quarto com o outro segurança, o Rafael.

Beatriz:

Quando escutei o segurança se referindo como Chefe, meu coração acelerou, quem é esse homem e o que ele quer comigo, não sou rica, nem tenho posses de nada, mesmo morando muito bem, a casa é alugada, a única coisa que sabia era que meu pai de uns anos para cá, estava ganhando muito bem, ele agora tinha um carro importado, sera que meu pai fez alguma coisa de errado, pensei me sentindo trêmula pelo medo, eles eram bandidos, essa palavra estava martelando no meu subconsciente.

Olho para ele que me encarava, como quisesse decifrar os meus pensamentos.

— Meu pai deve alguma coisa para você? Perguntei me segurando para não desmoronar, com quem meu pai foi se meter, quem são essas pessoas.

— Se ele me deve, ele sorri frio, — sim, ele deve! E não terá dinheiro no mundo que vá pagar o que ele me deve, senhorita, não se preocupe, ele pagará com a própria vida e de toda família! Falo dando gargalhadas com o medo estampado no semblante da Garota, ela estava acuada e isso estava me divertindo, para quem estava se fazendo de forte agorinha a pouco, acho que tinha atingido o seu ponto fraco.

Beatriz:

Olhei para aquele homem horrorizada com as suas palavras, ele era um monstro com roupas brancas, começo a pensar na minha mãe e minha irmã, o meu desespero aumenta, elas não tinham culpa do que o meu pai fez, elas eram inocentes e a minha irmã era só uma criança, só tinha 10 aninhos, como pode existir pessoas tão monstruosas assim para fazer mal a uma criança, sinto meus olhos cheios de lagrimas, minha vontade era de matar esse homem agora mesmo e não deixar fazer mal a elas.

— Fique longe delas! Gritei para ele chorando, sinto meu corpo fraco e minha mente pesada, — não encoste na minha irmã, seu monstro, se quiser me matar, então me mate, pode me matar! Gritei antes que minha visão tivesse escurecido, desmaiando por não ter me recuperado da pancada e das emoções fortes.

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