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Capa do romance O SEGURANÇA

O SEGURANÇA

No auge de sua carreira, a renomada atriz Rafaela vê sua tranquilidade ser destruída por uma série de cartas ameaçadoras. Diante do perigo iminente e do medo constante, ela busca proteção profissional. Leonardo, um misterioso e charmoso segurança de origem irlandesa, é designado para garantir sua integridade física. Enquanto o passado dele permanece um enigma, a tensão aumenta e uma conexão inesperada surge em meio ao caos da perseguição.
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Capítulo 2

Assustada, tendo me acalmar e respiro fundo, olhando para o Bill.

- Por que?

- Todas as suas cartas são verificadas. Selos e endereços, desde que recebeu a ultima carta com a ameaça.

- Você esta sendo ameaçada?

Leonardo pergunta cortando Bill.

- Você deveria saber disso. É meu segurança.

Digo o encarando. Tem tempo de ficar fugindo de mim, mas não tem tempo de saber sobre a minha segurança?

- Continue Bill.

- Essa carta não estava no meio das que recebemos no malote do correio.

- Ou seja...

Não gosto de seu olhar nesse momento. Bill esta comigo desde sempre e esse olhar é de perigo.

- A pessoa esteve ou esta aqui dentro e deixou essa carta no meio das outras.

- Merda...

Ando de um lado para o outro.

- Tem certeza disso? Podem não ter visto essa carta em meio às outras dezenas que recebi.

- Temos certeza, Srta. Maldonado.

- Bill, não posso sair assim.

Ele se aproxima e me olha.

- Vamos adiantar sua ida para Berlim.

- Mas o lançamento do filme é só daqui três dias. Tenho uma entrevista amanhã...

- Nós cancelamos sua presença.

- O que? Sem falar comigo?

- Avisamos seus representantes do perigo e já foi informado que por motivos de saúde você não poderá comparecer a entrevista.

- Me diga, por favor, que não falaram nada para os meus pais.

- Apenas a equipe sabe.

Levo minha mão a cabeça e sinto que ela vai explodir.

- Preciso arrumar minhas malas.

- A senhorita não esta entendendo. Não sabemos se a pessoa estava ou ainda esta aqui. Vamos retira-la agora.

- Preciso das minhas coisas.

- Eu pego.

Leonardo diz se aproximando.

- Faço uma mala com tudo que vai precisar.

- Como sabe de tudo que preciso?

Seu olhar pra mim agora é de fúria.

- O básico para sobreviver estará na bolsa, Srta. Maldonado. O resto pode comprar em Berlim. Tenho certeza que tem dinheiro pra isso.

Reviro meus olhos e me afasto dele.

- Quando partimos Bill?

- Agora mesmo. O carro já espera a senhorita.

- Todos os seguranças vão?

- Sim. Reforço total.

Serão três longos dias com Leonardo em Berlim. Vão ser três dias bem agitados.

*************

Entro no carro que segue para o aeroporto. Tento pensar em alguém que eu tenha ofendido ou causado alguma coisa para me ameaçar assim. Bill me enche de perguntas.

- Bill, já disse que não fiz nada e nem me lembro de alguém que possa ser o mandante dessas cartas.

- Isso é muito estranho.

Analisa as duas cartas que já recebi.

- Não é de fã louco. Tenho certeza.

- Como tem tanta certeza assim?

- Fã costuma tratar a pessoa como uma deusa ou algo santo demais para viver nesta terra. Eles querem a morte de vocês, por entenderem que merecem o paraíso no céu.

- Isso é doentio.

- Sim.

Encaro as cartas com eles.

- A forma como a pessoa coloca o seu sucesso.

- O que tem?

Ele vira a ultima carta pra mim.

- Não existe espaço para você nesse mundo de estrelas. Isso soa para mim como inveja. A pessoa não acredita em seu talento.

- Bill a maioria das pessoas ainda acham que só ganho papeis importantes por causa dos meus pais famosos.

- Não...

Ele dobra a carta e guarda em um envelope.

- A pessoa não te julga pelos seus pais. Parece que não gosta de você.

- Um louco que quer me matar por uma péssima atuação?

Tento não rir.

- É serio Rafa...

- Quando me chama assim é porque esta preocupado. Nunca esquece o Srta. Maldonado.

Se arrasta no banco do carro e segura a minha mão.

- Essa pessoa parece te odiar muito. Preciso que seja cautelosa e que não cause problemas com a segurança.

- Vou ser uma boa menina. Prometo!

- Obrigado!

Meu celular começa a tocar. Assim que o pego na bolsa, vejo o nome da minha mãe e respiro fundo.

- Oi mãe!

- Que história é essa que esta doente?

- Noticias chegam rápido até a senhora.

- Rafaela, esta em todos os sites de fofoca. O que esta acontecendo?

Olho a paisagem pela janela.

- Estou na correria com as festas de lançamento do meu novo filme, mãe. Estou indo para Berlim e essa entrevista atrasaria meu cronograma.

- Inventou o problema de saúde?

- Se não parar para respirar vou ficar doente. Cancelei para não ficar doente.

- Não esta mentindo pra mim né, Rafa?

- Não, mãe.

- Me sinto mais aliviada. Assim que chegar em Berlim me avise.

- Pode deixar!

- Te amo, filha!

- Também te amo, mãe.

*********************

Chegando ao aeroporto, seguimos para a pista particular.

- Temos um jatinho nos esperando.

Vejo o jatinho assim que o carro para. Saio do carro e sou conduzida para dentro da pequena aeronave. Me sento em uma das poltronas e relaxo o corpo.

- Deseja alguma coisa, Srta. Maldonado?

A comissária pergunta sorrindo. Olho seu nome em seu uniforme.

- Não, obrigada Suzan!

Ela se afasta, ainda com seu enorme sorriso.

- Já vamos decolar.

Bill diz se sentando ao meu lado. Um barulho na porta do jatinho me assusta. Me viro e observo Leonardo entrar com uma pequena mala.

- Me diz, por favor, que essa é uma das malas que fez para mim.

Seu olhar fulminante me queima.

- Essa é minha Srta. Maldonado. A da senhorita é enorme e cheia de coisas inúteis.

- Obrigada!

Agora é ele quem revira os olhos. Vem a minha frente e se senta na poltrona me encarando.

- Agora podemos decolar.

Coloco meu cinto e ignoro Leonardo a minha frente.

***************

Já estamos voando há quase uma hora. Meu corpo começa a doer. Solto meu cinto e me levanto. Sigo para a cabine do banheiro. Entro e olho o pequeno espelho perto da pia. Lavo minha mão e em seguida meu rosto. Puxo um pouco de papel e seco meu rosto.

- Dia difícil, Rafaela?

Jogo o papel fora e tento sair do banheiro, sou empurrada para dentro por braços fortes. Ele fecha a porta.

- Que merda...

Leonardo me cala com a mão e empurra seu corpo no meu até a parede atrás de mim. Seus olhos estão escuros e meu coração acelera. Seu corpo esta tão colado ao meu que posso sentir seu membro em minha perna, endurecendo lindamente.

- Não grita.

Apenas confirmo com a cabeça. Ele tira a mão da minha boca.

- Que merda acha que esta fazendo?

Sussurro muito puta.

- Quero saber por que esta me atacando.

- Não estou te atacando.

- Esta sim.

Certo estou atacando ele, mas não vou admitir.

- O que fiz a você?

Olho pra ele irritada. Serio mesmo que não faz ideia do que fez? Alias do que não fez.

- Sai da minha frente, Leonardo.

Tento empurrar seu corpo, mas falho. Ele é muito forte e grande.

- Sai...

O filho da mãe nem se mexe.

- Se afasta logo, Leonardo.

- Já sei qual o seu problema.

Sua mão direita vem para o meu rosto e segura meu queixo com força.

- Esperava que eu caísse de amor por você e tivesse um casinho?

- Cala a boca.

Sua boca se aproxima da minha.

- Não me envolvo com clientes.

Sua respiração forte bate em meu rosto.

- Não me envolvo com segurança idiota.

Retruco e ele sorri, vindo pra minha orelha.

- Não me trate com ignorância ou serei obrigado a te ensinar como ser uma boa garota.

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