
O Romance Secreto do CEO
Capítulo 3
############ Alguns Meses Antes
Ainda estava escuro quando saí de casa, o sol ainda não havia começado a raiar no horizonte. Eu estava apressado, pois tinha uma reunião marcada com os credores às oito da manhã. Eu estava ciente de que a situação da empresa da minha família, que tinha uma longa história de gerações, estava precária. Estávamos à beira do colapso e a falência parecia ser o único caminho, a menos que um milagre acontecesse.
Na sala de reuniões, sentei-me ao lado do meu pai, Antônio Ribeiro. Seu rosto estava marcado pela preocupação. A porta se abriu e Jennifer Lobato entrou, acompanhada de seu pai, Henrique Lobato. Eles pareciam trazer consigo uma faísca de esperança, a última que eu poderia considerar.
— Bom dia, senhores — Jennifer cumprimentou a todos, mantendo um tom formal. — Estamos cientes da situação difícil que vocês estão enfrentando e queremos ajudar.
Eu troquei um olhar intrigado com meu pai. Então, Henrique apresentou a proposta: — Podemos emprestar a quantia necessária para a recuperação da empresa, mas em troca, queremos mais do que juros e garantias. Queremos a união de nossas famílias.
Alguns dias depois, eu estava no meu escritório, examinando meticulosamente o contrato. Era uma proposta arriscada, mas minhas opções eram limitadas. A ajuda financeira oferecida pela família Lobato era a única coisa que poderia salvar a empresa da minha família, mesmo que o preço fosse um casamento arranjado com Jennifer.
— Assine, Brandon — meu pai me encorajou. — É a única forma.
Hesitante, segurei a caneta, sentindo o peso da decisão que estava prestes a tomar. Com um suspiro profundo, assinei o contrato. Assim que a última página foi rubricada, Jennifer entrou na sala.
— Feito — declarei, olhando para Jennifer com uma mistura de resignação e determinação.
— Sim, feito — Jennifer murmurou com um sorriso confiante.
############ Dias Atuais
Agora, meses depois, eu me encontrava preso em um casamento sem amor, uma união de conveniência que me deixava furioso. A lembrança do contrato que assinei com Jennifer era uma constante irritação.
Depois de assistir a mais uma de suas encenações teatrais, caminhei até a janela do meu escritório. Do outro lado do prédio, vi Amber, uma luz brilhante em meio à minha escuridão. Ela estava ao telefone, seu rosto iluminado pela tela do celular.
Meu coração pulou quando meu próprio celular tocou. Por um momento, permiti-me acreditar que era Amber. Mas, ao pegar o aparelho, vi que era apenas um e-mail de negócios. Meu sorriso desapareceu e voltei meu olhar para a janela, procurando por Amber. Mas ela já não estava mais lá.
A solidão se instalou, mais profunda do que nunca. Eu estava preso em um casamento que não queria, preso a uma mulher que não amava. E a única pessoa que parecia trazer alguma luz para a minha vida estava fora do meu alcance. Eu sabia que tinha que fazer algo, mudar minha situação. Mas, por enquanto, tudo o que eu podia fazer era olhar pela janela e sonhar com um futuro diferente.
Exausto e frustrado, ignorei o e-mail que acabara de receber. Em vez disso, alcancei a carteira de cigarros que estava sobre a mesa. Tirei um cigarro, coloquei-o na boca e acendi. Enquanto tragava o cigarro, minhas mãos buscavam as chaves do meu SUV. Depois de guardar a carteira de cigarros no bolso, levantei-me e deixei o escritório para trás. Caminhei pelos corredores do prédio, soltando fumaça sem me importar com os olhares reprovadores dos outros funcionários.
Entrei no elevador e desci até o estacionamento. Lá, caminhei até meu veículo, um carro luxuoso que refletia meu status, mas que não trazia nenhum conforto para minha alma atormentada. Dentro do carro, depois de me acomodar no assento de couro, peguei o celular e tentei ligar para Amber. No entanto, ela recusou as chamadas. Olhei para o telefone, meu rosto refletindo uma mistura de decepção e resignação.
Joguei o celular no banco do passageiro e dei a partida no carro. Enquanto dirigia para fora do estacionamento, não pude deixar de pensar em como dizer a Amber, que jamais poderei ficar com ela. Então começo a dirigir, perdido em meus pensamentos, enquanto a fumaça do cigarro se dissipava no ar.
Estava confuso sobre meus sentimentos. Eu não queria abrir mão de Amber, mas também não a amava. Era uma situação complicada e eu não sabia como lidar com ela.
Ao chegar em casa, pedi ao sistema de casa inteligente para abrir as janelas e tocar uma música. Fui até a adega, peguei uma garrafa de vinho e uma taça. Beberiquei um pouco do vinho e caminhei até o chuveiro. Deixei minha cabeça debaixo da água gelada, como se pudesse calar meus pensamentos.
Algum tempo depois a campainha tocou. Pedi para esperar um pouco. Ao sair do chuveiro, coloquei uma toalha em volta da cintura e desci as escadas até a sala. Caminhei até a porta e, ao chegar lá, abri-a.
Fiquei surpreso ao me deparar com Amber. Ela não disse uma palavra, apenas se jogou em meus braços e uniu seus lábios aos meus em um beijo demorado. Fiquei paralisado por um momento, surpreso com a súbita proximidade. Mas, depois de um momento, retribuí o beijo, me perdendo na sensação.
A confusão em minha mente parecia se dissipar. Por um momento, tudo o que importava era Amber e o beijo que compartilhávamos. Mas, no fundo da minha mente, eu sabia que essa era apenas uma distração temporária. Ainda havia muitos problemas a serem resolvidos, muitas decisões a serem tomadas. Mas, por enquanto, eu estava contente em me perder no beijo de Amber.
— Sentiu saudades, foi? — perguntei ao interrompermos o beijo.
— Tenho algo importante para tratar com você — ela disse, me deixando confuso.
— Sobre o que quer falar?
— Isso não importa agora. Me leve para o seu quarto e me deixe gozar nos seus dedos.
Não contive o sorriso, uni nossos corpos novamente e a beijei com todo o fogo que queimava em meu peito. A levantei em meus braços e subi as escadas até meu quarto. Lá dentro, coloquei seu corpo na cama e rapidamente a ajudei a tirar suas roupas. Diante de sua nudez, curvei-me sobre seu corpo e distribuí beijos por todas as partes.
Ao me posicionar entre suas pernas, não tardei a beijar sua carne quente, arrancando um suspiro manhoso. Com as mãos, mantive suas coxas ainda mais afastadas, ganhando espaço para acariciar, chupar e lamber ali. Amber afundou as mãos em meus cabelos, e eu podia senti-la encharcada.
Senti minha própria intimidade latejar enquanto observava seus lábios carnudos separados. Quebrei o contato para alcançar sua boca, posicionando meu corpo entre suas pernas. Ao ser bem recebido, encaixei-me em sua cavidade quente, movendo-me conforme o desejo que sentia naquele momento.
Fogo insaciável, incandescente.
Ela pediu por mais, e eu me movi freneticamente, suas unhas afundando em minha carne. Essa não é a primeira nem será a última vez que ela aparece de repente, tornando-me ainda mais dependente. Por isso, aproveito cada segundo até jorrar, ansioso pelos momentos em que ela virá me procurar novamente.
— Então... Sobre o que quer falar?
— Por que você comprou a agência em que eu trabalho?
Você pode gostar





