Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance O Retorno da Noiva Traída

O Retorno da Noiva Traída

Traída e morta por Pedro na vida passada, Mari Silva renasce no dia de seu noivado. Decidida a mudar seu destino, ela rejeita o vilão e busca a proteção da influente Dona Sofia para se casar com Lucas Santos. Mesmo sofrendo agressões e o cárcere de Pedro, que é manipulado pela falsa gravidez da amante Bruna, Mari conquista sua liberdade. Entre chamas provocadas pela inveja e confrontos violentos, Lucas prova seu valor, enterrando o passado sombrio de Mari de vez.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

A chuva caía sem parar há dois dias e duas noites, e Maria Silva, ou Mari, como a chamavam, estava ajoelhada há dois dias e duas noites na frente da sede da facção.

Seu corpo estava dormente, a roupa encharcada grudava na pele e o frio entrava nos ossos, mas ela não se movia.

Ela não podia se mover.

Não de novo.

Em sua vida passada, ela não teve escolha.

Naquela vida, ela se tornou a noiva de Pedro, o chefe da facção mais poderosa.

Tudo começou com um erro, um abraço na rua. Pedro a confundiu com sua verdadeira amada, Bruna, e a segurou com uma força que parecia prometer o mundo.

Todos pensaram que ela tinha tirado a sorte grande, que se tornaria a esposa do chefe e viveria uma vida de luxo e poder.

Mas Mari sabia a verdade.

Ela sabia que cada sorriso de Pedro era falso, cada toque era calculado. Ele a usava. Ele a exibia como um troféu enquanto, secretamente, planejava sua morte. Uma morte feita sob medida, um acidente tão perfeito que ninguém jamais suspeitaria.

Ela morreu afogada, presa em um carro que ele mesmo sabotou, enquanto ele estava nos braços de Bruna, comemorando.

O frio da água invadindo seus pulmões era uma memória que nunca a abandonaria.

Mas então, ela acordou.

Ela renasceu.

De volta ao ponto de partida, ao dia em que o noivado com Pedro seria anunciado.

Desta vez, ela não seria a vítima.

Por isso ela estava ali, ajoelhada na chuva, implorando para ver sua tia, a Madrinha da Máfia, Dona Sofia.

A porta finalmente se abriu. Um dos guardas, com uma expressão entediada, disse para ela entrar.

Mari se levantou com dificuldade, suas pernas mal a obedeciam. Ela entrou na sala opulenta, o carpete grosso abafando o som de seus passos molhados.

Dona Sofia estava sentada em uma poltrona de couro, um charuto fino entre os dedos, a fumaça subindo em espirais lentas. Ela olhou para Mari com seus olhos penetrantes, uma mistura de irritação e preocupação.

"Você sabe o que as pessoas estão dizendo lá fora, Mari? Que minha sobrinha enlouqueceu. Ajoelhada na chuva por dois dias. Que tipo de espetáculo é esse?"

A voz dela era calma, mas carregava um peso que fazia o ar vibrar.

Mari não se importou com a repreensão. Ela caminhou até sua tia, suas pernas tremendo, e se ajoelhou novamente.

"Tia," sua voz saiu rouca e fraca. "Eu imploro, retire o acordo de casamento com o Pedro."

Dona Sofia franziu a testa, a surpresa quebrando sua compostura.

"Retirar o acordo? Você ficou louca? É o Pedro. O homem mais poderoso da cidade. Todas as mulheres sonham em estar no seu lugar, e você quer desistir?"

"Eu não o amo," Mari disse, as lágrimas finalmente escorrendo e se misturando com a água da chuva em seu rosto. "E ele não me ama."

"Amor?" Dona Sofia soltou uma risada curta e sem humor. "Nós não lidamos com amor, criança. Nós lidamos com poder. Esta união fortalecerá nossa família, fortalecerá a mim e a você."

"Ele vai me matar, tia."

As palavras saíram como um sussurro, mas ecoaram na sala silenciosa.

Dona Sofia ficou em silêncio por um momento, estudando o rosto desesperado de sua sobrinha. Ela viu o terror genuíno nos olhos de Mari.

"Isso é um absurdo. Pedro não faria isso."

"Ele fará," Mari insistiu, agarrando a barra do vestido de sua tia. "Ele tem outra pessoa. Ele só está me usando."

Dona Sofia suspirou, parecendo cansada.

"Mesmo que isso seja verdade, o que você sugere? Que fuja? Que se esconda? Ele a encontraria."

Era agora ou nunca. Mari respirou fundo, reunindo toda a coragem que possuía.

"Não. Eu não vou fugir."

Ela olhou diretamente nos olhos de sua tia.

"Madrinha, quero cumprir o noivado com a família Santos do Norte."

A sala ficou ainda mais silenciosa. Dona Sofia a olhou como se ela tivesse realmente perdido o juízo. Os Santos do Norte. Uma família que já fora respeitada, mas que perdera seu prestígio e se mudara para as terras remotas do norte. Eram considerados caipiras, uma piada.

"Os Santos?" Dona Sofia disse, incrédula. "Mari, eles não têm mais nada. O rapaz, Lucas... ninguém nem se lembra do rosto dele. Por que você faria isso?"

"Porque eles são honrados," Mari disse com firmeza. "Porque com eles, eu terei paz. Eu quero viver, tia. De verdade."

Antes que Dona Sofia pudesse responder, a porta da sala se abriu com um estrondo.

Pedro entrou, seu rosto uma máscara de fúria contida. Ele estava impecavelmente vestido em um terno caro, mas seus olhos queimavam.

Ele ignorou completamente Dona Sofia e caminhou diretamente até Mari.

"O que diabos você pensa que está fazendo?" ele rosnou, sua voz baixa e ameaçadora.

Ele a agarrou pelo braço, forçando-a a se levantar. O aperto era de ferro, doloroso.

"Fazendo um espetáculo na frente de todos. Humilhando a mim. Você quer morrer?"

Mari estremeceu, não de medo, mas da lembrança daquelas mesmas palavras, ditas em sua vida passada pouco antes de sua morte.

Ela não respondeu. Manteve a cabeça baixa, mas seus olhos buscaram os de sua tia. Ela não podia falar, não com Pedro ali, mas seu olhar era um pedido mudo, desesperado. Me ajude. Acredite em mim.

Dona Sofia viu. Ela se levantou lentamente, a autoridade emanando dela.

"Pedro. Solte-a."

Pedro a ignorou, seu foco total em Mari.

"Responda-me. Você cansou de viver bem? Preferia rastejar na lama?"

"Eu disse, solte a minha sobrinha," a voz de Dona Sofia cortou o ar, mais afiada que uma faca.

Desta vez, Pedro hesitou. Ele olhou para Dona Sofia, uma centelha de desafio em seus olhos, mas ele sabia que não podia desrespeitá-la abertamente. Ele a soltou com um empurrão, fazendo Mari tropeçar para trás.

"Ela está me desonrando, Madrinha."

"Ela é minha sobrinha e está sob minha proteção," Dona Sofia declarou, caminhando até ficar entre os dois. "Esta conversa acabou por hoje. Mari está exausta. Ela vai ficar aqui. Você pode ir."

A ordem era clara.

Pedro lançou um último olhar venenoso para Mari. Seus lábios mal se moveram quando ele sussurrou, para que apenas ela ouvisse.

"Isso não acabou. Você é minha. E você vai se arrepender disso."

Ele se virou e saiu, batendo a porta atrás de si, deixando um silêncio pesado e ameaçador na sala.

Você pode gostar

Capa do romance Amar Você
7.9
Raphael é um detetive reservado, atormentado por sombras e remorsos de sua trajetória. Ele acredita não merecer a felicidade, mas sua visão de mundo muda ao conhecer Antonella. A confeiteira, doce e determinada, desafia as barreiras do protagonista, provando que a vida pode ter leveza. Contudo, quando antigos inimigos reaparecem, o casal enfrenta perigos mortais. Raphael deve decidir se protegerá seu amor ou se os erros passados destruirão o presente.
Capa do romance Chefe bilionário
8.3
Após deixar o exército, a transição para a vida civil ganha um novo rumo. Entre treinos de tiro e combates com a equipe, busco adaptar minhas habilidades militares à legalidade corporativa. O vínculo com os novos colegas supre a lacuna que minha família não entende: o peso do dever e o trauma. Agora, com a papelada em dia, Cain me escala para minha primeira missão oficial. Ao lado de Fever e Dez, assumirei a proteção de um bilionário já na próxima segunda.
Capa do romance COMO APRENDI FAZER SEXO
9.7
Dois adolescentes, baseados em seus pais, iniciam seus primeiros momentos de sexo APRENDENDO FAZER SEXO Capitulo 1º COMO TUDO COMEÇOU Meu nome pouco importa, já que, todos me chamam pelo apelido que é Tito, e o que vou lhes contar, me faz acreditar que, seria de uma maneira bem diferente que eu iria conhecer o grande amor de minha vida, mas estava escrito que assim seria. Tudo começou a pelo menos dois anos, foi logo no inicio da pandemia da Covid 19. Eu na época tinha 16 anos, estudava em um colégio público e devido ao vírus, as aulas, passaram a ser on-line, ou seja, em nossas casas, via computador. Eu sempre tive um e dominava bem esse aparelho, mas Nicole, uma colega, que jamais havia visto um, estava com enorme dificuldade em acompanhar as aulas, e como somos praticamente vizinhos, ela, ou melhor os pais dela, conversaram com os meus e pediram que Nicole pudesse assistir as aulas on-line ao meu lado na minha casa, como nossos pais se conheciam de longa data concordaram. No primeiro dia, a menina que tinha 15 anos na época, mal abriu a boca só fazia isso para falar ou perguntar algo, apenas se limitava a ouvir os professores. No segundo dia, já menos tímida, quando não entendia algo perguntava e varias vezes para mostrar algo na tela do computador, e ao chegar mais próximo dele, esfregavas seus seios em meus ombros, acho que Nicole nada notou, mas, naquele dia, assisti as aulas com o pênis duro de tesão, seus seios durinhos me excitaram o tempo todo e quando a aula terminou e ela se foi, não teve jeito, corri para o banheiro e me masturbei por duas vezes. Isso foi em uma sexta feira, a segunda aula que assistimos juntos, foi na segunda feira, confesso que estava ansioso para que ela voltasse a esfregar seus seios em meu ombro, mas, foi algo até melhor. Não sei até hoje se foi a proposito ou casualidade, naquele dia, ela só usava uma camiseta sem sutiã, logo, os seus mamilos estavam bem visíveis, e para minha sorte, tudo aconteceu novamente. Foi aí, que fiz questão que ela visse que eu estava absurdamente tarado, passei e acariciei meu pênis duro, varias e varias vezes para ela ver. Terminada essa aula, ao abraça-la para as despedidas, procurei beija-la, e para minha surpresa, ela recuou seu rosto, mas, ao fazê-lo adiantava seu corpo e esfregava sua boceta em meu pênis, e assim foram três ou quatro vezes. Nesse momento, ela pediu para ir ao banheiro, e hoje dois anos depois sei por que ela me contou, também estava excitada, e no banheiro, acariciou seu clitóris até gozar. Quando ela me contou isso muito tempo depois, ainda brinquei, poderíamos nos masturbar um vendo o outro pois, assim que você saiu, eu também bati a melhor punheta que já havia batido até então. No terceiro dia, e como tudo se repetiu, tentei, ao invés de me masturbar, leva-la para minha cama, foi quando ouvi uma história bem inusitada, me apavorei quando ela me disse: _ Meu pai é muito religioso, e sempre me disse que só e apenas se faz sexo para gerar filhos. Eu atônito perguntei: Mas então como você é filha única depois de tantos anos de casados. Acho, que, nesse momento o destino traçou meu caminho. Ela me disse, podemos fazer exatamente o que meus pais fazem, e não correm risco de ter novos filhos. Topei na hora, mas havia uma exigência que cumprimos de imediato, teríamos que lavar antes e bem lavado, nossas partes intimas.No quarto, e ambos nus, ela pediu que eu me deitasse de barriga para cima, foi nesse momento que ela após me beijar longamente na boca, e me deixar doido de tesão, se deita por cima de meu corpo, virada com a cabeça para os meus pés, passava sua língua na cabeça de meu pênis disse: Coloque sua língua de fora e fique com ela firme. Quando fiz isso, ela passou esfregar o clitóris na ponta de minha língua, gemendo de prazer e chupando loucamente meu pinto, por varias vezes conseguiu que minha língua entrasse em sua boceta, só parou quando ambos gozamos louca e simultaneamente. Aprendi, naquele dia, que não é preciso uma penetração para atingirmos um bom orgasmo. No segundo capitulo, conto mais
Capa do romance Herdeiros do Tráfico
9.6
Nesta trama intensa, Aurora, Lucas, Lu, Luan e Larissa enfrentam o peso de um legado criminoso herdado de seus pais. Unidos por tragédias, esses cinco jovens mergulham em uma rede de segredos e rivalidades enquanto tentam romper com o passado sombrio no tráfico. Perseguidos por figuras perigosas do submundo, eles precisam testar sua lealdade e moral. Em busca de redenção e justiça, o grupo decide lutar para moldar o próprio destino, longe das trevas familiares.
Capa do romance LIZ : A TRAFICADA
9.1
Elisabete, a Liz, teve a juventude roubada aos quatorze anos por uma rede de tráfico humano. Após anos de exploração e sem esperanças de liberdade, sua trajetória sofre uma reviravolta inesperada ao conhecer Mateus. Forçada a encenar o papel de noiva radiante ao lado dele, ela mergulha em uma farsa complexa que transforma sua realidade. Agora, Liz precisa encarar esse novo caminho, sem saber se o futuro reserva sua salvação ou um perigo ainda maior.
Capa do romance Minha flor de Lótus
8.4
Em um mundo dividido por um muro imponente, dominadores de fogo e água vivem em um estado de guerra perpétua. A paz é uma memória distante entre os reinos do calor e do gelo. No entanto, o destino muda quando a herdeira do trono de fogo, ao explorar terras isoladas, cruza o caminho de um inimigo inesperado. Diante desse encontro proibido entre opostos, eles precisam decidir se alimentam o ódio histórico ou se permitem que uma nova conexão floresça.