Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance O Preço da Ganância Familiar

O Preço da Ganância Familiar

Grávida de oito meses, vi minha vida ruir quando meus pais exigiram que eu sustentasse o novo herdeiro deles. Após tomarem meus bens e tentarem destruir a carreira do meu marido com mentiras, a ganância deles culminou no sequestro do meu filho, Léo. Enfrentamos chantagens e ameaças legais para proteger nossa família dessa obsessão doentia. Hoje, livre dos abusos, transformei a herança em uma fundação para proteger outras jovens de pais exploradores.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

A ligação da minha mãe, Dona Clara, chegou no meio da tarde, interrompendo a paz rara que eu finalmente encontrava. Com quase oito meses de gravidez, cada momento de silêncio era precioso. Eu estava sentada no sofá, com os pés para cima, enquanto meu marido, Pedro, montava o berço do nosso primeiro filho no quarto ao lado. O som da parafusadeira era a trilha sonora da nossa expectativa.

"Sofia, minha filha, como você está?"

A voz dela soava estranhamente animada, um tom que eu não ouvia há muito tempo.

"Estou bem, mãe. Só um pouco cansada. O bebê não para de se mexer."

"Ah, que maravilha! Mas escute, seu pai e eu estávamos pensando. Já está quase na hora, não é? Você precisa vir para casa. É melhor ter seu filho aqui, com a sua família por perto para ajudar."

Eu franzi a testa. Voltar para a casa dos meus pais? A ideia parecia absurda. Eu e Pedro tínhamos nossa própria casa, nossa vida, e estávamos perfeitamente preparados.

"Mãe, agradeço a preocupação, mas não precisa. O hospital é perto daqui, e Pedro está comigo. Nós damos conta."

"Não seja teimosa, Sofia. Você é mãe de primeira viagem, não sabe o trabalho que dá. E temos uma surpresa para você! Algo maravilhoso. Por favor, venha. Seu pai já está indo te buscar."

Antes que eu pudesse protestar, ela desligou. Pedro apareceu na porta da sala, com a testa suada e um sorriso orgulhoso.

"O berço está pronto. O que sua mãe queria?"

"Ela quer que eu vá para a casa dela para ter o bebê. Disse que tem uma surpresa."

Pedro me olhou, confuso. "Surpresa? Que tipo de surpresa?"

"Eu não sei. Mas ela insistiu. Meu pai já está vindo me buscar."

Uma hora depois, contra a minha vontade, eu estava no carro do meu pai, Sr. Jorge, a caminho da casa onde cresci. Ele falava sem parar sobre coisas triviais, evitando olhar nos meus olhos. Havia uma tensão no ar, algo que eu não conseguia identificar.

Quando chegamos, a porta se abriu e minha mãe apareceu, com um sorriso largo no rosto. Foi então que eu vi. O choque me paralisou na porta. Minha mãe, Dona Clara, aos 53 anos de idade, também estava grávida. E não era uma gravidez inicial, sua barriga era enorme, quase tão grande quanto a minha.

"Surpresa!", ela disse, rindo como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Eu não conseguia falar. Olhei do meu pai para a minha mãe, tentando processar a cena. Ele apenas deu de ombros, com um sorriso sem graça.

"O que... o que é isso?", consegui gaguejar.

"Nós vamos ter um menino, filha! Você vai ganhar um irmãozinho! Não é uma bênção?"

Eu entrei na casa como se estivesse sonhando. Minha mente girava. Uma mãe de 53 anos, um pai de 56. Um irmãozinho. Nada daquilo fazia sentido. Senti uma onda de náusea e um pressentimento terrível começou a se formar no meu peito. A surpresa não era uma bênção, era o começo de um pesadelo.

Minha mãe me guiou pela casa, falando sem parar sobre os planos para o bebê, o nome escolhido, as roupinhas que já tinha comprado. Eu a seguia em silêncio, a confusão dando lugar a uma crescente ansiedade. Como eles iriam cuidar de um recém-nascido nessa idade? Meu pai estava perto de se aposentar, e a situação financeira deles nunca foi das melhores. A preocupação com o futuro deles, e do bebê, pesava em minha mente, uma nuvem escura sobre a suposta alegria do momento.

Eu pensava nos custos, nas noites sem dormir, na energia que um bebê exige. Eles não eram mais jovens. A realidade da situação começou a me atingir com força, e o sorriso forçado no meu rosto mal conseguia esconder o turbilhão de pensamentos. Eles pareciam viver em um mundo de fantasia, enquanto eu só via as dificuldades práticas e o fardo financeiro que um filho traria para eles naquela fase da vida.

"E temos mais uma surpresa para você ver!", disse minha mãe, me puxando pela mão em direção ao corredor.

Ela abriu a porta do meu antigo quarto. O lugar estava irreconhecível. As paredes, que antes eram de um lilás suave, agora estavam pintadas de azul-bebê. Onde ficava minha cama de solteiro, agora havia um berço branco, idêntico ao que Pedro acabara de montar na nossa casa. Uma cômoda com trocador ocupava o espaço da minha escrivaninha. Meu quarto, meu refúgio de adolescente, tinha sido completamente apagado, transformado no quarto do meu futuro irmão.

Meu coração afundou. Era como se a minha própria história naquela casa tivesse sido varrida para dar lugar a outra. Olhei em volta, procurando por qualquer vestígio de mim. Meus livros, meus quadros, minhas fotos. Nada.

"Mãe, onde estão as minhas coisas?", perguntei, a voz falhando.

Ela deu um gesto vago com a mão. "Ah, aquelas coisas velhas? Estão em umas caixas na garagem. Já não tinham mais utilidade, não é? Precisávamos de espaço para o quartinho dele. Ficou lindo, não ficou?"

Eu não respondi. Fui até o canto onde minha prateleira de livros costumava ficar. Lembrei-me de cada livro, cada um comprado com o meu próprio dinheiro, economizado dos pequenos trabalhos que fazia. Lembrei-me de um pequeno urso de pelúcia, um presente da minha avó, que sempre ficava no topo da estante. Ele também não estava lá. Aquilo era mais do que apenas reorganizar um quarto. Era um apagamento.

A sensação de não pertencer mais àquele lugar foi avassaladora. Eu era uma visita na minha própria casa. Pior, eu sentia que minha chegada, com meu próprio filho a caminho, era um inconveniente para os planos grandiosos que eles tinham para o novo herdeiro. Será que eles me queriam ali para ajudar, ou para outra coisa? A pergunta pairava no ar, sem resposta, me deixando com uma sensação de isolamento e medo.

Tentei engolir o nó na garganta. Não queria começar uma briga, não com a minha barriga de oito meses e a dela de sete. Respirei fundo, tentando manter a calma, mas a imagem do meu quarto transformado, das minhas memórias encaixotadas na garagem, não saía da minha cabeça. Era um sinal claro, uma mensagem silenciosa de que o meu lugar naquela família estava sendo redefinido, e não era a meu favor.

Você pode gostar

Capa do romance A Herdeira Que Ele Tentou Destruir
9.2
Após dez anos com Collin, fui abandonada no altar por causa de Haylee. Ela me atropelou, tirando a vida do meu bebê, e Collin me chantageou para protegê-la, ameaçando a dignidade da minha mãe. Mesmo cedendo, perdi minha mãe para a crueldade deles. Traída e sem nada, recebi uma proposta de um rival para assumir uma nova identidade e o poder necessário para me vingar. Forjei minha morte e agora o homem que tentou me destruir pagará por cada dor causada.
Capa do romance A Irmandade acima de tudo
8.1
Está é uma obra de ficção apenas com o intuito de entreter o leitor. Falas, ações e pensamentos de alguns personagens não condizem com os da autora. O livro contém descrições eróticas explícitas, cenas gráficas de violência física, verbal e linguajar indevido. Indicado para maiores de 18 anos. Como a história se passa na Rússia, o significado das palavras estrangeiras encontra-se num glossário oferecido no início do livro. Sobre trademark ™, a autora reconhece aos legítimos donos das empresas e marcas citadas nesta ficção o devido crédito, agradecendo o privilégio de citá-las pelo grau elevado de importância e credibilidade no mercado. PERIGOSAS ACHERON PERIGOSAS NACIONAS Glossário Otets: Pai. Mat': Mãe. Beret: Boina. Blagadaryú: Agradeço. Daragáya: Querida. Mílaya: Querida (sentido romântico). Bratstvo prezhde vsego: A Irmandade acima de tudo (Juramento e lema da irmandade) Kheruvim: querubim Suka: Cadela (suki: cadelas) Zavtrak: Café da manhã. Koroleva: Rainha Ne: Não Da: Sim Sinochek: Filho. Doch: Filha. Bolotnik: Uma besta imunda que vive no PERIGOSAS ACHERON PERIGOSAS NACIONAIS pântano, disfarçada de monte, devorando suas vítimas. Svolach: Idiota. Vot eto pizdets: Que droga! Pizdets: Droga! Idi na hui: Vá se foder! Mudak: Homem que se comporta de forma imprudente Gandon: A palavra é usada em referência a uma pessoa desagradável, mas é bastante vulgar, pode ser usada como nome de rua para preservativos. Zhizn 'ebet meya: A vida está fodendo comigo. Ye-bat: Porra! Suchka: Cadela, ou uma forma carinhosa das mulheres se xingarem tipo: Sua cretina. A palavra é mais usada entre as mulheres. Gavno: Merda! Pakhan: Chefe/Papa Avtoriyet: Segundo em comando. PERIGOSAS ACHERON PERIGOSAS NACIONAIS Sovietinik: Conselheiro Derzhatel: Apoio Obshchak: Grupo de segurança. Obschaka kniga: secretário/livreiro. Boyevik: Guerreiros/soldados Shestyorka: iniciantes/associados Pidoras: gay Kisca: gatinha Sirniki: sobremesa, a massa pode ser frita ou assada, recheada com queijo cottage. Chak-chak: É feito com massa de farinha de trigo e ovos crus em forma de palitos e bolas. Os chak-chak prontos são colocados em um prato e regados com um xarope quente feito à base de mel. Smert': Morte. Ya skuchal po tebe: senti sua falta. Ya lyublyu tebia: eu te amo. Zólattse mayó: meu ouro.
Capa do romance A Vingança de Sofia
9.4
Após sobreviver ao acidente que matou sua mãe e seu bebê, Sofia descobre que o noivo, Tiago, causou a tragédia para se salvar. No velório, confrontada pela frieza da sogra, ela expõe a covardia dele e rompe o noivado. Sofia recusa subornos da família dele, movida por um ódio profundo. Ao receber provas de que a colisão foi planejada, ela percebe que não foi fatalidade, mas um crime. Agora, Sofia busca justiça e vingança contra quem destruiu sua vida.
Capa do romance FELICIA E O ESPIRITO DA LEI.
8.7
Esta obra acompanha a trajetória de uma mulher determinada que, após superar inúmeros desafios, conquista seu lugar como juíza federal. Ao longo de sua carreira jurídica, ela enfrenta figuras influentes e coloca poderosos atrás das grades, garantindo que a justiça prevaleça. Com foco no rigor do espírito da lei, a narrativa revela sua luta incessante contra a impunidade e os perigos de confrontar o sistema em busca de um país mais ético e justo.
Capa do romance GAIL, A POUSADA DOS HORRORES!!!
7.9
Após a queda do voo 3216, vinte e um sobreviventes buscam refúgio em uma pousada isolada enquanto aguardam socorro. A esperança de resgate logo se transforma em um pesadelo sangrento quando uma passageira é morta e uma arma some. Gail, a Raposa Selvagem, inicia sua vingança implacável, eliminando uma vítima por dia através de métodos cruéis. Cercados pelo mistério, o desespero e o terror crescem entre os restantes enquanto a contagem de corpos aumenta sem parar.
Capa do romance Meu Rim Pela Amante Dele: Nunca Mais
8.3
Traída por Dante Moretti, o Don de São Paulo, perdi meu rim para salvar sua amante. Após anos de lealdade extrema e sacrifícios dolorosos, ele me abandonou para morrer durante um ataque inimigo. Sobrevivi ao rio gelado e busquei refúgio com seu maior rival, Enzo Falcone, aceitando uma proposta de casamento por vingança. Agora, enquanto Dante tenta desesperadamente recuperar meu perdão com o órgão roubado, ele descobrirá que meu amor por ele finalmente morreu.