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O pirata sedutor. Nas mãos do maligno

Movido por um desejo implacável de vingança, o Duque Feliphe está disposto a cruzar qualquer limite para destruir o traidor que outrora considerou seu melhor amigo. Em sua busca por justiça e retribuição, ele não hesitará em sacrificar até mesmo a pureza de Sophia. Agora, a vida dessa jovem doce e inocente torna-se um mero peão em um jogo perigoso de poder e traição, onde o destino de todos será selado pela fúria de um homem maligno.
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Capítulo 1

DUQUE FILIPE DE ARAGÃO

10 Anos trás...

Reviro os olhos ao ver a bela garota a qual não sei o nome pular no meu pau me espremendo inteiro.

- me deixar ir também...

A outra garota anseia por tomar o lugar da amiga em cima de mim e assim elas se reversam disputando meu prazer, gemo quando eu me esvazio inteiro na boca das duas, me libertando tomado pela luxuria, não tem sensação melhor no mundo.

- já se vai Alteza?

Uma das garotas pergunta como se quisesse mais, elas sempre querem.

- Não faltaram oportunidades para nos divertimos.

Falo calçando minha botina. Saio do cabaré direto para casa, assim que entro dou de cara com minha mãe impaciente, a prestigiada Duquesa de Aragão.

- Filipe! Isso é horas? Não podemos chegar atrasados no baile real.

- chegaremos a tempo mãe, cuide-se de acalmasse!

Falo e minha mãe é a única pessoa que permito me falar com total intimidade, subo as escadas a ouvindo reclamar, rapidamente tomo um banho e visto uma roupa apropriada para o baile, um traje elegante com detalhes de pedras preciosas nos botões e fio de ouros no tecido, coloco minhas joias e hoje opto por um colar de puro ouro maciço com um brasão da família Aragão que chega em meu peito, sua grossura o torna bastante pesado.

O baile real é uma ótima oportunidade para se divertir e também arrumar um bom casamento, pois lá estão presentes a mais alta nobreza, isso se eu quisesse um, por hora estou aproveitando minha vida de solteiro, obviamente como um duque sou rodeado de privilegio e riqueza, recebo muitos flertes e pedidos de casamento aos ventos, minha mãe a duquesa sempre foi muito compreensiva quanto a isso, mas certamente deseja que eu faça um bom casamento e lhe dê netos, que vão dar continuidade ao seu sobre nome, assim como minhas duas irmãs, Fabrícia Aragão de 13 anos e Francisca Aragão de 7 anos, mas as duas ainda estão novas para pensarem em casamento.

Minha familia tem terras e fortuna, mas o mais valioso é o prestigio, somos nobres de sangue azul, pertencemos a uma linhagem real pura, meu tataravô foi um príncipe, meu avô e meu pai foram duques do qual eu herdei o titulo, além de toda nossa linhagem pura, somos amigos do atual rei.

Minha mãe Charlote é viúva a cinco anos, meu pai o Duque de Aragão morreu de um ataque fulminante, me deixando-me seu titulo e toda sua fortuna para administrar, sou o melhor amigo do príncipe Arthur, o filho mais velho do rei e herdeiro do trono, temos a mesma idade, nossa amizade começou por conta da amizade do meu pai com o rei Alfredo, meu pai o salvou de uma briga, num dia em que o rei saiu disfarçado sem suas vestes reais e parou em um bar, após se envolver numa briga, ele só não foi linchado por conta do meu pai que interviu e o retirou do local.

Quando desço as escadas todos já me aguardam, minhas irmãs estão lindas com seus vestidos de festas elegantes e minha mãe Charlote também, a duquesa usa joias em rubis, pulseira, brincos e um colar com pedras enormes, tudo em rubis com detalhes em diamantes

- lindas minhas duquesas!

Falo e beijo as mãos das minhas irmãs que sorriem para mim, sou apaixonado pelas duas e não há nada que eu ame mais que minha familia, em seguida comprimento minha mãe e assim entramos no carro que nos levará ao palácio.

O salão do palácio está lindo e tudo de mais fino que existe tem aqui, desde as taças em ouro, bebidas caras, comida de luxo e toda decoração.

- vossa alteza!

Minha prestigiada familia é sempre reverenciada por onde passamos no salão, O marques Alexandre me cumprimenta fazendo uma reverencia e eu aceno com a cabeça, minha mãe e irmãs pedem licença e vão conversar com as damas presentes, me sirvo de uma taça de espumante, logo estou conversando com meus amigos, duques, famílias importantes da sociedade, entre eles está o conde Thomás, primo do príncipe Arthur.

- Alteza, quero mostraste como melhorei no manuseio da esgrima!

Lady Sophia fala desafiadoramente nos interrompendo, me seguro para conter o riso, é engraçado como ela leva isso a sério, sua paixão por espadas a torna engraçada, tendo apenas oito anos.

- Sophia, já falei para não incomodar o duque Filipe com suas bobagens, porque não vais brincar com suas primas? A Margrethe e a Sarah devem estar a sua procura, loucas para se divertirem.

Seu pai, conde Thomas a repreende e ela faz um biquinho de insatisfação piscando seus enormes olhos verdes, a verdade é que a Sophia consegue tudo o que quer do pai, de todo mundo para ser mais explicito, apenas com esse rostinho sorridente faltando dois dentes da frente, que já estão a apontar os novos, a Lady Sophia é graciosa.

- tudo bem conde Thomas, eu posso olhar a valente Lady guerrear um pouco.

Falo e ela abre um sorriso gigante que fazem seus olhos verdes brilharem como duas pedras de esmeraldas.

- Alteza, por isso ela não te deixa em paz, você é como eu, acaba por fazer suas vontades.

- vamos meu amigo, afinal a pequena Sophia não nos tomara mais que dez minutos.

Falo e ficamos assistindo Lady Sophia mostrar suas habilidades com uma espada imaginaria.

- Bravo, bravo!

Thomas, eu e o restante dos rapazes aplaudimos o final do espetáculo, onde ela encena um golpe fatal numa vitima invisível, numa impecável peça de teatro.

- sabia que iria aprovar!

Ela diz toda contente.

- Sophia, vá brincar com sua prima!

Thomas fala com mais seriedade e dessa vez ela se vai sumindo pelo salão, todo tempo Lady Sophia está acompanhada de sua babá, aos poucos os rapazes também se vão para tirar as donzelas para dançar, ficando apenas o conde Thomas e eu.

- Dizem que o rei Alfredo concederá a mão da princesa Marla a um nobre.

- provavelmente que sim, a algum príncipe de outro país!

- ou a um duque!

Conde Thomas diz, ele sempre mostrou insatisfação com seu titulo, alegando que o príncipe Arthur deveria tê-lo nomeado duque e assim teria ainda mais prestigio.

- ouvir falar que meu primo, o príncipe Arthur, nomeará um duque durante o baile, certamente serei eu que sou da familia.

Thomas fala e eu torço por isso, sei quanto esse titulo lhe é importante.

- certamente que será você, estou torcendo por isso!

Digo com toda sinceridade.

- como duque poderei casar com a princesa.

Para Thomas é muito importante fazer parte de uma familia nobre.

- talvez me case com Marla!

- a princesa sua prima?

- sim, isso nunca foi um problema!

Thomas é mais velho que eu, ele tem 25 anos, teve sua filha numa aventura na juventude, a mãe de Sophia não pode criar pois adoeceu após o parto morrendo em um curto período, mas antes eles casaram para a pequena Sophia não ser considerada bastarda por ser filha de uma aventura, Thomas assumiu a paternidade e seu amor por sua filha é notável a metros de distância, Thomas está atrás de um bom acordo de casamento, eu por minha vez não sinto vontade de casar-me por hora, mas o farei quando encontrar uma moça honesta, não me importarei se ela tem títulos ou não, a farei minha independente de suas origens.

O rei Alfredo tem sete filhos e Arthur é o mais velho com 24 anos por coincidência temos a mesma idade, logo depois vem Marla com 17 anos, os demais filhos do rei são todo homens. Quando o rei se apresenta ao baile com sua esposa e familia, todos se curvam e ele se senta em seu trono ao lado de sua rainha, seus filhos ficam ao lado e vejo o príncipe Arthur, que não demora a juntar-se a nós andando com toda sua graça e porte.

- Alteza!

Faço uma reverencia respeitosa e Thomas também.

- Dom Filipe, Conde Thomas, estão gostando do baile?

O príncipe Arthur pergunta olhando ao redor satisfeito.

- como não, se tudo está lindo Alteza!

Respondo e o príncipe pergunta a mim:

- nenhuma dama que o agrade?

Olho ao redor e percebo que sou alvo de vários olhares femininos esperançosos e famintos por uma dança ou algo a mais.

- o jardim está floridos de damas lindíssimas, mas por hora estou tranquilo.

- sei! E você primo Thomas?

Conversamos descontraidamente, até o príncipe Arthur se despedir:

- Apreciem a noite e por esses dias teremos uma surpresa!

O príncipe fala e eu já sei do que se trata, como meu amigo o príncipe Arthur, me confidencializou que se casará em breve, está sendo feito um acordo com a França e ele vai ser casar com a princesa francesa, estreitando os laços entre os dois países, mas o príncipe me pediu segredo por hora.

- qual será a surpresa?

Thomas pergunta bastante interessado.

- não faço a mínima ideia!

Digo bebendo meu espumante e me servindo de outra taça.

- com sua licença, o baile está muito florido, tirarei uma flor para dançar!

Digo e me afasto, as damas praticamente se jogam ao meus pés ansiando por um convite a uma dança, convido uma dama aleatória para dançar, a noite foi agradavel, entre conversas, bebidas e danças, uma noite memorável com a qual estou acostumado e aprecio.

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