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O PAI MILIONÁRIO DA MINHA AMIGA

Esperança nutre um sentimento proibido por Asthon Greenspan, um magnata poderoso que também é pai de sua melhor amiga. Ignorando os riscos e o escândalo iminente, ela mergulha em uma sedução arriscada, atraída pelo magnetismo e pela fortuna do bilionário. Entre o desejo ardente e a lealdade ferida, o casal enfrenta um dilema cruel: lutar por um futuro compartilhado ou sucumbir a uma rotina de mentiras. Conseguirão eles superar o preconceito social?
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Capítulo 1

Espero se sentiu humilhada. Como ela poderia ser tão má? Ela nem merecia ser chamada de mãe. E para quê? Parecia que não se importava com o peso dessa palavra. Tudo o que fazia era cuspir em todos os lugares.

- Odeio você, odeio você e odeio você! - repetiu incessantemente. A mulher na sua frente a olhava como se quisesse matá-la. Seus olhos afiados já a atravessavam daquela maneira que poderia subjugar qualquer um. No entanto, ela não tinha medo, apenas sentia um ódio profundo. Agora ela vinha dizer que ela era uma inútil, que não servia para nada. Tudo aquilo a afetava. Será que sua crueldade não tinha limites?

- Eu também digo o mesmo. Você nem deveria continuar debaixo deste mesmo teto. Você não é e nunca será minha filha - disparou, deixando a jovem congelada. Ela não conseguia acreditar nas palavras dela. Por que ela dizia que não era sua filha? Ela não entendia nada. Agora estava perdida e surpresa com o que ela dizia. Durante muito tempo ela considerou aquela mulher sua mãe, mas agora a tratava de forma vil.

- Não é que eu me sinta orgulhosa de ter você como mãe. Nem mesmo merece que eu te chame assim - olhou-a profundamente. A raiva havia transformado suas feições em vermelho e a via com um olhar impiedoso. Não podia evitar, estava começando a odiar aquele personagem.

Em resposta, tal Marie sorriu com escárnio e colocou as mãos na cintura. Lançou-lhe um olhar zombeteiro. Hope não compreendia a sua forma de ser. Por que diabos ela estava mostrando agora as garras e se comportando como uma cadela?

- Você não entende nada. Você não é minha filha. Eu nunca te carreguei em meu ventre. Na verdade, você é minha sobrinha, mas nunca te disseram a verdade. Por sua culpa, minha irmã morreu. Ainda assim, eu estava disposta a te pegar e cuidar de você. Mas durante todo esse tempo vivi te vendo como ela. Minha querida irmãzinha deveria estar aqui, não você - disse sem filtros nem precaução, soltando uma bomba que deixou Hope estupefata. Ela não podia acreditar que tudo o que Marie havia dito fosse verdade.

Como era possível que não lhe tivessem dito a verdade antes? Ela queria correr e encontrar um refúgio, mas agora não podia nem pensar com clareza. O que Marie havia lhe dito a desmoronou.

Saber a notícia sem filtros prendeu seu coração e a deixou em estado de surpresa. Tudo caiu sobre ela como um balde de água fria. Olhou para Marie enquanto tentava processar todas as informações que lhe havia dado. Parecia um pesadelo ou um sonho ruim.

Embora Marie nunca tivesse se comportado como uma pessoa má, agora que mostrava seu outro lado, a alma de Hope caía aos seus pés. Essa razão soava dolorosa, pois lhe dizia que era culpa dela a morte de sua irmã. Agora não apenas sentia raiva, mas também uma enorme vontade de chorar, como se fosse uma criança pequena que precisava de alguém ao seu lado para se sentir segura, braços nos quais se apoiar e que lhe oferecessem proteção. Além disso, ansiava ouvir que tudo ficaria bem, embora parecesse que tudo estava dando uma reviravolta brutal e a conduzia por um caminho completamente diferente do que estava acostumada.

Não sabia como Marie lhe havia ocultado a verdade durante tanto tempo, a que estava jogando ou o que esperava para revelar que não era sua filha. Ela havia esperado anos para lhe dizer isso, simplesmente não podia ser verdade. Sem se importar com Marie que estava ali, sentou-se no sofá mais próximo da sala e começou a chorar sem parar. Precisava tirar tudo o que sua alma sentia para poder se sentir melhor, pelo menos um pouco mais aliviada. Seria difícil para qualquer um processar tudo isso. Era uma verdade, e não uma qualquer, mas uma que explodiu e a deixou em ruínas.

Desde esse exato momento, ela começou a se sentir diferente. Não se reconhecia mais, tudo lhe parecia uma montagem e sua vida parecia uma paródia.

-Não é verdade, isso não é verdade - recusava-se a aceitar. Dolorida por se ver no meio de tudo isso, ela era a culpada por alguém ter morrido? E não apenas qualquer pessoa, mas sua mãe. Era pior do que levar um soco no estômago. Ela havia estado vivendo todo esse tempo em uma mentira absurda e, de alguma forma, sentia-se presa nela.

Com as palmas das mãos cobriu o rosto. Não parava de chorar. Tinha o coração cheio de um mar que deveria derramar por suas bochechas. Sentia-se destruída com a ideia de que a mulher diante dela não era sua verdadeira mãe. Agora entendia essa indiferença, a qual tolice havia ignorado durante toda a sua vida. Todo o tempo que passou perto de sua mãe, não percebeu ou simplesmente não se importou.

Após descobrir a verdade, agora parecia estar debaixo do mesmo teto que uma estranha. Seus olhos já não viam aquela mulher como a mãe que ela um dia foi, apenas restava o reflexo de alguém que a odiava e a quem ela não merecia nem uma mínima parte do amor que tinha por ela. Ao mesmo tempo, pensou em seu pai e o viu como um mentiroso. Ele nunca esteve disposto a contar a verdade, talvez por medo, vergonha ou alguma outra razão. Poderia até ser que ele nem fosse seu verdadeiro pai biológico, a menos que sua tia não se importasse em ficar com o homem de sua irmã depois que ela perdeu a vida. Essa era outra pergunta que girava incessantemente em sua cabeça, e ela ansiava por uma resposta. Agora que os segredos estavam sendo revelados, era hora dela também conhecer a resposta para essa pergunta.

E para piorar, Marie, sua tia, não havia terminado de contar tudo. Era apenas o começo de uma realidade que a esmagaria e a deixaria quebrada como nunca antes. Nesse estado de desolação, Marie não se importou em continuar relatando o que aconteceu, o que a deixou ainda mais impotente e culpada por um acontecimento do passado que provavelmente poderia ter sido evitado.

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