
O monstro da Calabria
Capítulo 3
Alessandro
Ela achou que ia pra festa. Que depois do espetáculo no altar, eu ia sorrir pros convidados e fingir que éramos felizes.
Idiota.
Assim que o padre terminou a cerimônia, puxei Bianca pelo braço. Os olhos dela arregalaram por um segundo, mas não disse nada. E se dissesse, não adiantaria.
Sem cerimônia, joguei ela sobre o ombro - como se carrega algo que se comprou, não algo que se ama - e caminhei direto até o carro.
Ignorei todos os olhares. Que se fodam. Eu não devia satisfações pra ninguém.
Joguei a porta do carro aberta e a lancei no banco de trás com a mesma frieza com que abato meus inimigos.
Ela caiu sentada, os cabelos bagunçados, o vestido - ou o que sobrou dele - subindo pelas coxas.
- Você é um animal!, ela gritou.
Ignorei. Entrei no carro. Liguei o motor.
E acelerei.
Dirigi em alta velocidade pelas curvas estreitas das colinas da Calábria. Ela se segurava no banco, assustada. Pela primeira vez... eu senti o medo nela.
E aquilo? Aquilo me agradou.
- Você tá esperando o quê pra subir? - perguntei assim que parei o carro em frente à mansão onde moraríamos. - Vai se preparar pro seu marido. A noite de núpcias começa agora.
Ela hesitou. Os lábios entreabertos. O olhar perdido.
Depois, respirou fundo e desceu do carro.
Subi as escadas com passos lentos, calculados. O som do salto dela atrás de mim ecoava como um relógio prestes a explodir.
Abri a porta. Joguei a chave sobre a mesa.
- Segundo andar. Última porta à direita.
Minha voz saiu firme. Seca.
- E não demore. Eu quero a prova.
Ela parou na escada. Me encarou.
- Prova?
- De que você é virgem. Eu exijo.
Ela empalideceu. Eu vi.
Vi o susto. O pavor.
Mas não voltei atrás.
Fiquei na sala por longos minutos. Escutando cada passo dela lá em cima. Andava de um lado pro outro, como um animal em gaiola.
E quando finalmente escutei a porta abrindo...
Subi.
Entrei no quarto. Ela estava de costas, ainda com o sutiã e a calcinha branca.
Fechei a porta com um clique pesado. E travei.
Ela virou devagar. O rosto corado. O peito subindo e descendo num ritmo nervoso.
Aproximei-me, sem dizer uma palavra.
Ela encarou o volume evidente na minha calça.
Tremeu.
- Deita. Abre as pernas. Fica parada. Se mexer, vai doer mais.
Minha voz saiu baixa, ameaçadora.
Ela mordeu o lábio inferior, hesitou... mas deitou. Abriu.
Devagar. Tensa.
Subi na cama. Me posicionei entre suas pernas.
Não houve carinho. Não houve beijo.
Houve posse.
Houve entrega forçada.
Ela tentou controlar o tremor, mas eu senti. O medo, o desconforto. E ainda assim, ela não chorou.
Forte. Orgulhosa. Arrogante.
Mas nenhuma dessas máscaras resistiu ao meu toque.
Entrei devagar, rompendo cada centímetro com brutalidade medida.
Ela gemeu. De dor. De surpresa.
E eu?
Eu aproveitei.
Levei o tempo que quis. Explorei cada parte daquele corpo que agora era meu.
E quando terminei, não saí.
Ela tentou se mover. Tentou sair da cama.
Mas minha mão a segurou pelo quadril.
- Vai aonde?
- Banho. Trocar de roupa. Acabou.
Ri. Um riso rouco, carregado.
- Acabou? Isso foi só o começo.
Inclinei-me sobre ela, roçando meus lábios no pescoço suado dela.
- Você é uma delícia, Bianca. E essa noite ainda é longa. Muito longa.
Ela fechou os olhos. A respiração descompassada.
Não havia mais provocação em seu rosto.
Havia a certeza.
De que agora...
Ela era minha.
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