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Capa do romance O MAFIOSO QUE ME AMAVA

O MAFIOSO QUE ME AMAVA

Ellis Barker tinha um único objetivo: quitar a hipoteca da casa materna e livrar o irmão das dívidas de jogo. No entanto, seus planos mudam drasticamente ao entrar no banco e atrair o olhar de Vittorio Amorielle. O perigoso mafioso, conhecido por sua determinação implacável, decide que a jovem será sua próxima conquista. Agora, Ellis se vê no centro da obsessão de um homem que não aceita um não como resposta e fará tudo para possuí-la.
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Capítulo 3

Nome: Ellis Barker

Idade: vinte e seis anos ,

Filiação: Emily Preston e Jack Barker.

Profissão: corretora de imóveis e garçonete.

Histórico de crédito: termo de quitação expedido para o imóvel localizado.

— Droga! – Xingou Vittorio enquanto jogava a pasta com as informações bancárias de Ellis no banco do veículo, bem contrariado.

— O que foi, senhor? – Perguntou Rocco observando seu patrão pelo retrovisor.

— Infelizmente essas informações não me servem de muita coisa. – Respondeu Vittorio, respirando fundo.

— Entendo. Na verdade, devo admitir que não entendi o motivo pelo qual o senhor não recorreu ao Enrico fazer a “coleta”.

— Queria ver como seria fazer as coisas por vias... legais. – Explicou Vittorio observando a paisagem da janela de seu carro.

—Então, o senhor comprou o banco apenas para colher as informações da Senhorita Barnes... – Concluiu Rocco soltando um sorriso malicioso em seguida. — Ela parece ter mesmo impressionado o senhor.

—Eu comprei porque quis. Isso não tem nada a ver com essa moça. – Corrigiu Vittorio, sério. Ele tirou seus óculos escuros e encarou seu motorista de um jeito que Rocco sentiu que morreria ali mesmo. — Nunca mais ouse a questionar os motivos das minhas decisões, entendeu?

—Entendido, senhor. Peço perdão se fui ousado demais em minha fala. Eu apenas queria...

—Você não tem que querer nada, além de fazer o que eu mando. – Repreendeu Vittorio pegando seu celular. Ele discou alguns números e então aguardou ser atendido no primeiro toque. — Alô, Enrico? Preciso de um favor seu... Para ontem.

***

— Chegamos, senhor. – Avisou Rocco enquanto se aproximava dos elevados portões de ferro da Mansão Amorielle.

Alero Amorielle comprou a propriedade por 80.000 dólares e a transformou em uma verdadeira fortaleza, com portas pesadas de ferro, paredes grossas e uma estação para os seguranças que, junto com guarda-costas e enormes cães.

Construída em pedra e decorada em mármore branco, uma enorme piscina exterior, pisos de madeira, um enorme salão onde são realizados os bailes de gala e eventos familiares, lareiras esculpidas de pedra, enormes estantes de madeiras raras, piscina coberta om queda de água de 24 pés e enormes terraços fora de todas as suítes e fora da sala de recepção principal.

Além disso, possuía campo de tênis, golfe, quadra de basquete, SPA, academia privativa e um vasto espaço vivo de 4,5 acres totalmente vedado da propriedade fechada cercada por outras casas de milhões de dólares e apenas a uma curta 25 minutos de carro da cidade de Nova York.

O Fundador da família e todos os seus descendentes não pouparam cuidado com os detalhes que tornaria a mansão em uma propriedade de luxo refinado, de mais de 25 mil metros quadrados. Porém, Vittorio não via apenas como seu lar, mas o lugar onde nasceu, cresceu e também onde foi o último lugar onde viu seu pai feliz antes de...

— Senhor? – Falou Rocco atraindo atenção de Vittorio. — Aguardamos sua aprovação.

—Vittorio Amorielle. – Falou Vittorio ao apertar o botão de comunicação dentro do veículo.

Em questão de segundos os enormes portões se abriram e por fim o veículo acessou as dependências da Mansão. Rocco dirigiu o veículo até a vaga correspondente a ele, entre os mais de quinze veículos da família Amorielle. Nem bem o motorista estacionou e Vittorio desceu ajeitando seu terno enquanto caminhava em direção a porta de acesso a casa principal.

Seus passos pesados denunciaram sua chegada a Antonietta Amorielle, atual matriarca do clã e mãe de Vittorio. A bela senhora de cabelos naturalmente pretos, em contraste com seus olhos verdes e corpo escultural, o que impressionava devido sua idade. Ela estava mais para Sophia Loren quando tinha quarenta e cinco anos do que para uma senhora de quase sessenta.

Ela aguardava seu filho no topo de uma das escadas duplas de mármore. Seu sorriso enorme e os braços abertos quase disfarçavam a dor do luto demonstrada pelo seu vestido preto.

— Mamma. – Falou Vittorio enquanto retribuía o abraço de sua mãe.

Antonietta se afastou brevemente do abraço do filho e então segurou o rosto de Vittorio entre suas mãos como se fosse capaz de ler os pensamentos dele só de olhá-lo.

— Domenico Wild. – Soltou sua mãe enquanto dava leves tapas no rosto do seu filho.

—Ele mereceu. - Respondeu Vittorio a uma pergunta não feita por Antonietta. — Foi ele quem...

—Eu sei. – Concordou Antonietta dando um beijo na face de seu filho, em seguida. Ela sorriu e então disse: — Eu só gostaria de ter estado lá para ver a cara daquele Cascittuni¹.

— Eu também gostaria, mas tinha coisas mais importantes a tratar.

— Como adquirir o banco dele? – Questionou Antonietta erguendo as sobrancelhas.

— Papai sempre quis ter um banco. – Respondeu Vittorio enquanto se afastava de sua mãe e caminhava em direção ao bar de madeira disposto na sala principal.

Ele entrou no espaço do bar, começou a preparar dois drinques, enquanto sua mãe se aproximava com os braços cruzados. Don Vittorio sorriu em direção a Antonietta e então entregou o drinque dela como se fosse apenas um barman. Ela segurou a taça, mas não conseguiu se conter e disse:

— Você não deveria ter feito isso.

— Por que não? – Questionou Vittorio tomando seu uísque em um único gole. — É o que papai faria.

— Não, seu pai não compraria o banco do homem que ele acabou de matar. E posso dizer com propriedade, pois tenho certeza de que seu pai lotou metade do cemitério de Green-Wood com seus inimigos e não adquiriu nenhuma propriedade em seguida. Aliás, seu pai teria se consultado com Ciuseppe, antes de tomar essa decisão.

Giuseppe Denaro era o Consiglieri² do pai de Vittorio, com a morte dele o rapaz ainda não havia tomado a decisão se permaneceria com Giuseppe naquela posição ou trocaria. De fato, tinha pensado em colocar Rocco no lugar, mas depois de hoje, decidiu rever essa decisão.

—Isso, meu filho, é deixar uma mira enorme nas suas costas. E você não pode se tornar um alvo agora. Está muito vulnerável. – Continuou Antonietta.

—Vulnerável... Bela palavra para dizer que sou um homem solteiro, sem filhos e que a minha condição causa a extinção de nossa família, caso eu morra. – Disse Vittorio servindo mais um gole de uísque. Ele apontou o copo em direção a sua mãe: — Eu sei que essa conversa toda é apenas porque eu faltei a festa dos Gattone, onde provavelmente você me forçaria a voltar com a filha deles, Eleonora...

— Claro, nunca entendi o motivo de ter largado a, La povera piccola cosa.Eleonora Gattone é uma mulher belíssima, foi criada em terra nostra, possui faculdade e até assumiu algumas coisas de sua família... Ela é uma moça pura, que segue os princípios da nossa família... - Argumentou Antonietta que recebeu uma risada sarcástica de seu filho. — O que foi?

— Nada, eu estou apenas concordando. A Eleonora possui muitas qualidades, mamãe. – Disse Vittorio encarando sua mãe. — Inclusive na cama.

—Oh, Madonna mia , não me diga que você a largou porque dormiu com ela? – Questionou Antonietta balançando a cabeça com desgosto. —Você precisa parar de dormir com as filhas dos nossos amigos, ou não se casará com nenhuma...

—A pergunta é: quem não dormiu com Eleonora Gattone? Aliás, mamãe isso não foi o que me impediu de me casar com ela... – Explicou Vittorio.

—Não? Que ótimo, quer dizer então que você a considera...

— Dormir com a Eleonora não é o problema, o problema é que ... Quer dizer, o sexo é ótimo, mas...

—Você precisa falar dessa forma das mulheres, hãn? Teu pai não ensinou a você que não se deve falar das intimidades que teve para outras pessoas?

—Mas você é minha mãe... – Argumentou Vittorio.

—E sou outra pessoa. – Rebateu Antonietta. — Enfim, o que o impediu você de casar-se com Eleonora?

—Ela não me desafia. – Respondeu Vittorio, pensativo. — Papai disse que uma das coisas que atraiu na senhora foi o fato de desafiá-lo desde o início.

—Você não deveria escutar os conselhos amorosos do seu pai. Veja onde eles o levaram. – Disse Antonietta erguendo os braços.

— Levou meu pai a casar com a senhora, oras! – Respondeu Vittorio erguendo a sobrancelha.

— Em todo caso, nenhuma filha de nossos amigos irá desafiá-lo por ser quem é... Aliás, nenhuma mulher será capaz de confrontar você, Don Vittorio Amorielle, meu filho. Portanto, recomendo que esqueça isso sobre o que seu pai disse e case logo, ou então iremos de fato desaparecer da face da terra.

— Como quiser, mamãe. Porém, não será a Eleonora, isso eu lhe garanto. Nem que eu tenha que comprar uma. – Informou Vittorio recebendo um olhar atravessado de sua mãe.

—Don Vittorio – Chamou o homem na porta da sala principal.

—Entre, Enrico. – Ordenou Vittorio sendo observado por sua mãe. — Preciso atender o Enrico, mamãe. Precisa de algo mais?

—Apenas case e faça sua descendência, Vittorio. – Pediu Antonietta antes de sair.

— Senhora Amorielle. – Falou Enrico abaixando levemente sua cabeça enquanto a matriarca passava por ele. Por fim, o investigador de Vittorio o encara enquanto erguia uma pasta fina em direção ao seu chefe. — Aqui está o que me pediu.

Vittorio pegou a pasta das mãos de Enrico e ali mesmo começou a ler os documentos entregues pelo homem de cabelos ruivos. O Senhor Amorielle respirou fundo lendo praticamente as mesmas coisas que tinha no relatório do banco, estava preparado para dar um sermão em seu funcionário, quando a última página chamou sua atenção.

— Jason Barker... – Sussurrou Vittorio. Ele sorriu e então encarou Enrico enquanto dizia: — Peça ao Rocco para vir ao escritório. Tenho uma missão para ele.

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