
O livro de Sophia
Capítulo 2
Ninguém lhe havia perguntado nada desde que chegou, porém Sophia sabia que as respostas ela também almejava em sua mente.
Porém algo em especial estava acontecendo, principalmente naquele dia, Sophia sentia dentro dela que algo ruim estava para acontecer, mesmo sem saber da verdade, por algum motivo ela sabia que estava em perigo.
Mais uma noite, Sophia está sentada na janela observando as estrelas, o breu da noite atormentando seus sonhos mais uma vez, outra noite, o mesmo pesadelo.
"Sophia, corre."
Uma loira de olhos claros fala estética para ela, enquanto é puchada para trás pelos cabelos, o homem, alto, forte, com roupas escuras e capuz aponta a arma para ela, que, ipnotizada, não sabe o que fazer, até que, uma mão a pucha para o lado, enquanto se ouve o barulho estridente de um tiro, Sophia cai e logo apaga.
Acorda assustada e banhada em suor, o qual escorre por entre seus pequenos olhos e se junta com suas lágrimas que deitam em seu travesseiro.
Sophia então decide levantar, seu sono já não vai voltar tão cedo, a menina descalça senta no beiral da janela e repassa as imagens, tentando se lembrar de algo diferente dessa vez, porém, desde que os pesadelos começaram, nada de novo poderia ser atribuído, todas as noites a mesma imagem, a mesma mulher.
Passos são ouvidos vindos do corredor, acompanhadopor vozes, Sophia num ato de medo, corre para sua cama, se cobre e fecha os olhos, na tentativa de fingir que está dormindo.
Um barulho e a porta se abre, uma mulher de meia idade, baixa e magra está observando o quarto, enquanto o outro, um homem, alto, pele clara, forte, já repousa os olhos em seu alvo, que parece estar dormindo.
- Ela não se lembra não é? ( perguntava o homem já sabendo a resposta).
- Não. Nada. ( falava a mulher em um tom já sem paciência).
- Ela nunca falaou sobre?
- Nada, agora vamos.
A mulher sai e fecha a porta atrás de si.
Sophia sabe que o assunto daquela conversa é ela, porém, poderia ser sobre qualquer garota daquele quarto, o orfanato onde Sophia está é bem grande e em seu quarto há muitas garotas como ela, sem história, sem passado, sem família.
Por alguma razão, Sophia sabe que com ela é diferente, pois ela possui algo, escondido, embaixo do lençol, em uma fenda do colchão, um livro, O Livro de Sophia.
Deve haver algo neste livro, pensa a menina, preciso encontrar um jeito de abrir, porém precisa de uma chave, e onde ela poderia encontrar essa chave?
Sophia precisava se lembrar de algo que a fizesse encontrar uma solução para o problema, uma lembrança algo.
Perdida em pensamentos acaba adormecendo, perdida, sozinha, vulnerável.
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