
O Legado da Hibrida Suprema
Capítulo 2
Anahy
Meu saco, se eu soubesse que aqui era tão frio teria pensado muito bem e ter ficado no alojamento da faculdade até eu terminar meus estudos, aliais eu sou maio de idade porcaria. Minha tia ficou falando que esse lugar era lindo e que o clima era perfeito, aonde esta isso tudo que até agora eu não vai foi nada. Meu primo pra minha sorte ou azar, eu não sei, desde que saímos de nossa cidade ele não me provocou mais, ele esta quieto, na dele e isso é muito estranho, também não puxei assunto, assim esta muito boa.
Olho pra traz, pra ver se esta tudo bem com minha menina, menina é minha moto, que amo de paixão. Comprei-a quando eu tinha 19 anos, estava juntando Dino pra compra-la e em meu niver, a minha tia me deu o restante que faltava para dar entrada nela e no dia seguinte eu correr para a loja e o fiz. Hoje já não devo mais ela, minha tia me ajudou outra vez. Não vejo a hora de chegar logo nessa casa que vamos morar e sair pra dar uma volta com ela pra conhecer essa cidade dos sonhos, de minha tia.
Estamos a quase cinco horas viajando e de vez ou outra trocamos para dirigir, minha tia disse que eu nasci aqui perto e que um dia me levaria para conhecer o lugar e as pessoas, ela tentou falar de minha mãe e de meu pai, mais não quis ouvir, ela entendeu e não insistiu. Estou com fome e todos no carro já percebem pelo barulho que meu estomago faz.
-- Vamos parar na próxima parada, vamos comer alguma coisa e descansar, já está quase chegando. _ minha tia diz e uma hora depois paramos em uma pousada, não eram lá essas coisas, mas era o que tinha pra agora.
-- Aqui parece cenário de filme de terror. _ meu primo falou ainda dentro do carro.
-- Verdade. Dá até medo de sair do carro. _ eu digo concordando com ele, minha tia me Olga com uma cara.
-- Vocês só sabem reclamar, meu Deus. Vamos logo, estou com fome e cansada, só quero descansar. _ ela diz e sai do carro, eu e Magno saímos logo em seguida.
Assim que saímos do carro um vento forte apareceu do nada. Bagunça todo o meu cabelo e joga em minha cara, ninguém merece. Meu primo rir de minha cara e minha tia cai na risada junto com ele, essa minha família.
-- Ha, ha, não estou achando graça de nada. _ pego um prendedor e amarro meu cabelo em um cravo de cavalo e saio andando em direção ao pequeno restaurante deixando eles para traz.
-- Calma meu amor, foi só um ventinho, nada de..._ ela parou de falar de repente e ficou parada tipo uma estatua Magno ficou me olhando, eu nem sabia o que dizer.
-- Mãe, o que foi o que esta acontecendo? _ ele ficou na frente dela e segurou em seu rosto a fazendo olhar pra ele.
-- O que deu nela Magno? _ ele sacode a cabeça em negativa, ele também não sabe. -- Tia, fala comigo. _ eu toco em seu braço e levo um choque, literalmente. -- O que foi isso, eu levei um choque ao triscar nela. _ falo e olho minhas mãos, nessa hora a minha tia acorda de seu sonho acordado.
-- Mãe a senhora a esta bem, esta sentindo alguma coisa? _ Magno pergunta preocupado.
-- Eu estou bem meu amor, não se preocupe. _ ela diz e sai andando para o balcão como se nada tivesse acontecido.
-- O que foi aquilo, ela nunca fez isso. E o choque, doeu. _ digo pro meu primo que me olha sem expressar nada.
-- Não sei o que aconteceu, deve ser o cansaço. _ ele me deixa sozinha na porta e vai atrás de uma mesa.
Estou parecendo uma molóide, parada na porta. Mexo-me e sigo até onde Magno se sentou, depois de fazer nossos pedidos, minha tia veio e se juntou a nós. Olho pra ela e parece normal pra mim, mas não posso deixar isso de lado, não sou assim. Quando alguma coisa me incomoda, tenho que saber o porquê.
-- Tia o que foi aquilo na porta? A senhora ficou para dona lá, olhando pro nada. _ ela me olha como se não entendesse nada. -- Quando trisquei na senhora, eu literalmente levei um choque. E doeu. _ nessa hora ela arregalou os olhos e realmente mede olhou, fiquei com medo do que viria, mas ela simplesmente disse.
-- Me desculpe, não foi a minha intenção. Vamos deixar pra lá, não foi nada de mais. _ quando ia falar mais, Magno diz que não com a cabeça, então deixei pra lá.
A comida chegou e comemos em silêncio, não sei se era fome ou se realmente a comida estava boa, só sei que com ir muito. Alugamos três quartos e fomos descansar, minha tia disse que acordaremos cedo no dia seguinte para continuar a viagem. O quarto não era lá essas coisas, não era um cinco estrelas, como se eu já tivesse entrado em um. Kkkkkkk. Tomei um banho relaxante, parecia que não fazia isso há décadas, quase não sai de lá.
Peguei uma roupa confortável e capotei. Tive um sonho meio louco, deve ser saudade de ver minhas series preferidas que esta mexendo com minha cabeça.
* No sonho eu estava em uma casa deitada no sofá, acordei com o barulho de um rosnado e levantei, não sabia onde eu estava sentir cheiro de sangue vindo da rua e resolver ver o que era, poderia ser um animal ferido ou uma pessoa. Abrir a porta e quando ia sair eu vir que estava descalça, olhei ao redor pra ver se tinha algo para causar, mas não achei nada, ouvir novamente o rosnado e resolvi sair descalça mesmo.
* Seguir floresta adentro pra ver se encontrava o animal ou pessoa ferida, foi quando eu ouvir novamente o rosnado e o seguir e me deparei com um lobo enorme, realmente, aqueles do filme Crepúsculo Amanhecer, isso só podia ser palhaçada, eu até gosto do filme, mais isso aqui é loucura, isso não existia no mundo real.
*Ele estava uivando pra lua e ao seu lado estava outro lobo deitado no chão, com sangue entre suas patas, cheguei perto e vir uma criança deitada entre suas patas, era como se ela o protegesse de alguma coisa, foi quando uma sombra negra apareceu e tentou pegar a criança, o lobo que estava uivando pra lua, o agarrou pelos dentes e o jogou longe, então o lobo deitado se transformou em uma linda mulher de olhos azul turquesa e cabelos ruivos pegou a criança e correu o lobo que a salvou se transformou em um homem também lindo, de olhos verdes caramelados e brilhantes, cabelos claros, quase loiros e correu atriz da mulher e da criança.
*Correr atrás deles e pude os ver entregar a criança para outra mulher, loira e alta. Do lado dela tinha uma criança pequena escondida atriz dela, fiquei olhando para eles e foi quando ela disse.
*-- Proteja minha filha e a traga de volta para mim, quando tudo tiver acabado. _ a mulher ruiva disse para a loira.
*-- Vou protegê-la com a minha vida. _ e olha para a criança. -- Ela é linda e perfeita. Como quer que a chame? _ a mulher loira perguntou.
*-- Quero que seja chamada de Anahy. _ disse a mulher ruiva com o homem atrás dela e chorando.
Mas Anahy é o meu nome. Isso não pode ser. Estava perdida em pensamentos quando ouço alguém falar e quando olho pra cima, eu vejo a mulher loira fazer alguma coisa com a criança e jogar alguma coisa na cabecinha dela. Não sei que ela disse, mais a criança olhou em minha direção e sorriu e foi ai que pude ver a criança pela primeira vez, e seus olhos eram de cores diferentes, idênticos aos meus, seu cabelinho embora pequeno e molhado, dava pra ver que eram vermelhos, como fogo, iguais aos meus.
Não pode ser aquela criança era eu, então quer dizer que aqueles que vi como lobos e depois humanos são meus pais? Isso não pode ser isso é surreal. Acordei de meu sonho sobressaltada e totalmente confuso, não sei o que pensar ou o que fazer.
Depois de ter uma noite de merda e com medo de sonhar outra vez com aquilo, que para mim, parecia cena de filme de lobisomens, resolvi ler um pouco para passar o tempo. Até que realmente o sono voltou e eu resolvi perder o medo e dormir, acordei ainda pouco e por sorte não sonhei outra vez com aquilo. Tomei um banho, fiz minha higiene matinal e me arrumei, nem bem terminei de me arrumar e minha tia já me chama para comermos e seguir viagem.
-- Como passou a noite meu amor? Dormiu bem? _ ela pergunta e fica me olhando, me analisando. Será que conto pra ela sobre o sonho? Não, acho melhor não.
-- Tirando a cama dura e o mau cheiro que vinha do banheiro, eu dormir muito bem. E a senhora? _ perguntei lhe dando um beijo na testa.
-- Dormir muito bem, agora vamos tomar café e comprar algumas coisinhas para comermos durante o restante da viagem.
-- Sim, vamos. E cadê o Magno, ele já esta de pé? _ ela diz que sim e descemos pro mesmo restaurante que fomos ontem, assim que entrei eu vejo meu primo dando em cima de uma das garçonetes, esse cara não tem jeito mesmo.
-- Magno, aqui vem se sentar e comer que daqui a pouco nós vamos ir embora. _ minha tia o chamou e ele se despediu da mulher que era só sorriso, ninguém merece, tenho que concordar que meu primo é bonito, tem seu charme, mais o que tem de bonito tem de chato.
Tomamos café em silencio, meu primo terminou primeiro que nós duas e disse que iria arrumar suas coisas e saiu, sei muito bem que coisas ele vai arrumar, safado. Nem falo nada, termino de tomar meu café e subo para arrumar minhas coisas, realmente vou fazer isso, até porque aqui ninguém deu em cima de mim e nem eu de ninguém. Não pensem que sou santinha, perdi minha virgindade aos 15 anos com meu melhor amigo gay, ele disse que queria perder do jeito tradicional e eu queria me livrar logo disso, que Deus me perdoe mais esse negocio é muito chato de se pensar. Logo depois tive outros caras mais nada serio, minha tia disse que logo, logo eu encontraria o meu “companheiro” pra vida toda, minha tia, espero que ela esteja certa, não que eu esteja com pressa sobre isso. Kkkkkk.
Depois de arrumar tudo, passo pelo quarto de Magno e vejo a mesma mulher sair de seu quarto arrumando a roupa dela, tento segurar o riso, mais não dá. Ela passa por mim toda sem jeito, coitada. Bato na porta dele e entro.
-- Essa foi mais rápido que a nossa vizinha. Kkkkkkk. _ digo e começo a rir e ele também.
-- Para de sacanear comigo. Essa pelo menos sabe fazer um boquete descente. _ ele diz saindo do banheiro enrolado em uma toalha. – Quero conversar com você, uma coisa muito importante. _ ele diz se vestindo e se sentando de frente pra mim.
-- E conversar e com você, acho melhor não, você esta serio de mais pro meu gosto. _ eu digo e tento sair de seu quarto. – Fala logo então. _ me dou por vencida e volto a me sentar.
-- Muito bem. Olha eu sei que nesses últimos anos, a gente não andava se dando bem. _ ele diz e eu seguro a risada. –- É serio, eu quero que a partir de agora possamos tentar nos dar bem. Estamos em outra cidade e só teremos nós três para contar um com o outro. _ nisso ele tem razão. –- E se continuarmos a nos comportar como crianças, tudo vai ficar pior ainda. _ jura que ele me chamou de criança?
-- Vou fazer o meu melhor, mais não posso parar de pegar no seu pé, aliais, é isso que as irmãs fazem, certo? _ digo e estendo minha mão, ele sorrir e a aperta.
-- Irmã? Não é pra tanto. _ ele diz e eu o empurro. – Vamos logo, ates que mamãe venha nos chamar outra vez.
Saímos do quarto juntos e rindo, fomos para o carro e vimos que minha tia estava falando com alguém no telefone, assim que nos viu ela desligou e entramos no carro, nem eu e nem o Magno, perguntamos quem era.
Seguimos viagem tranquilamente e logo chegamos à cidade onde ficaríamos segundo minha tia, para sempre, até parece. Só vou ficar aqui até terminar meus estudos e depois partiu rumo à felicidade. Kkkkkkk.
A casa onde íamos morar era de uma amiga de minha tia, a casa era grande e espaçosa, muito bonita ela. Entramos e minha tia disse para escolhermos um quarto. Assim que entrei em um corredor era como se eu já tivesse estado ali antes, e sem pensar duas vezes abrir uma porta e tive a sensação que ele sempre foi meu quarto, estranho? Eu sei. Entrei e deixei minhas coisas em cima da cama, fui ao banheiro e tomei um banho, minha tia pediu uma pizza e disse que iria me chamar para comer quando ela chegasse depois do banho me troquei e me deitei para descansar um pouco e acabei pegando no sono profundo e tive outro sonho esquisito. Não sei mais o que achar desses sonhos bizarros. Só espero que eles parem de uma vez e logo.
#BoaLeitura.
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