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Capa do romance O Império Secreto Bilionário da Substituta Dele

O Império Secreto Bilionário da Substituta Dele

Financiei o império de Caio em segredo, transformando um músico falido em CEO. Contudo, ele me trocou por Catarina, uma sósia do passado. Após sofrer humilhações e ser leiloada por ele em um jogo cruel de poder, descobri a pior traição: eu era apenas a substituta dela. Caio acredita que sou indefesa, mas meu divórcio está pronto. Agora, ligo para Arthur para selar um novo destino. O jogo virou e meu verdadeiro poder será revelado.
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Capítulo 1

Por cinco anos, eu construí meu namorado, Caio Almeida, em segredo. O tirei de um músico falido e o transformei em um aclamado CEO de tecnologia. Fui a investidora anjo silenciosa que financiou todo o seu império, enquanto fingia ser a namorada simples que mal conseguia pagar o próprio aluguel.

Então, ele trouxe para casa Catarina, uma mulher do seu passado que era assustadoramente parecida comigo.

Ela começou uma invasão lenta e deliberada na minha vida: vestindo minhas roupas, usando minhas coisas, roubando o afeto dele. Quando finalmente reagi, ele decidiu me ensinar uma lição.

Ele me sequestrou, me amarrou e me jogou no palco de um leilão clandestino e imundo. Das sombras, ele assistiu enquanto homens asquerosos davam lances pelo meu corpo, só intervindo no último segundo para bancar o herói e me colocar de volta no meu lugar.

Ele achou que tinha me quebrado. Mas então, ele desferiu o golpe final, que estraçalhou minha alma, admitindo a verdade que eu nunca imaginei.

"A Helena era só uma substituta", ele sussurrou para Catarina, sem saber que eu podia ouvir. "Porque ela se parecia com você."

Ele acreditava que eu era uma coitadinha indefesa que ele havia criado. Mal sabia ele que, enquanto falava, nosso divórcio já estava sendo finalizado. Peguei meu celular e disquei um número que ele nem sabia que existia.

"Arthur", eu disse, minha voz fria e inabalável. "Estou pronta. Vamos nos casar."

Capítulo 1

Ponto de Vista de Helena Monteiro:

Por cinco anos, eu transformei Caio Almeida, de um músico fudido com sapatos furados, em um aclamado CEO de tecnologia. Hoje, ele trouxe para casa a mulher que destruiria tudo.

O nome dela era Catarina Gomes. Ela estava parada no hall de entrada de mármore da casa que eu paguei, parecendo frágil e deslocada em um vestido floral barato. Seus olhos, grandes e marejados, percorriam nossa sala de estar minimalista, um espaço que eu havia projetado meticulosamente. Eram do mesmo tom de azul que os meus, um detalhe que parecia uma piada cruel e deliberada do universo.

"Helena, esta é a Cah", disse Caio, com a mão pousada na base das costas dela. Era um gesto que eu conhecia bem, um toque possessivo e reconfortante que ele geralmente reservava para mim. "Nós... nós crescemos no mesmo orfanato."

Eu dei um sorriso forçado e educado, do tipo que se dá a um estranho que você não pretende ver nunca mais. Mas o jeito que Catarina olhava para Caio, com uma esperança desesperada e grudenta no olhar, me disse que aquilo não era uma visita casual.

Aquilo era uma invasão.

Tudo começou há cinco anos, numa terça-feira chuvosa. Eu estava me escondendo do império da minha família, morando em um pequeno apartamento no Centro de São Paulo com um nome falso, tentando me sentir normal. Eu era apenas "Helena Silva", uma designer gráfica freelancer. Minha rebelião era silenciosa, uma simples recusa em assumir meu papel como herdeira do império de mídia dos Monteiro.

Naquele dia, eu o vi encolhido sob o toldo de uma loja de discos fechada na Galeria do Rock, com o estojo do violão no colo como uma tábua de salvação. A chuva grudava seu cabelo escuro na testa, e sua jaqueta barata estava encharcada. Mas foi seu rosto que me parou. Ele tinha o maxilar marcado e os olhos intensos e sonhadores de um artista que acreditava que sua grande chance estava a apenas uma música de distância. Ele era lindo em seu desespero.

Comprei um café para ele. Ele me disse que seu nome era Caio Almeida e tocou uma música para mim ali mesmo, na calçada molhada. Sua voz era crua, cheia de uma fome que eu entendia.

Nós nos apaixonamos rápido e intensamente. Eu amava sua ambição, o fogo em sua alma que prometia que ele conquistaria o mundo. Ele amava, eu pensava, a mim. A garota simples e comum que acreditou nele quando ninguém mais acreditou.

Ele queria criar um aplicativo, uma plataforma para músicos independentes. Ele tinha a visão, mas não tinha o capital. Então, eu dei a ele. Em segredo. Através de uma série de empresas de fachada e investimentos anônimos, eu injetei milhões no sonho dele. Eu era sua investidora anjo, sua sócia silenciosa, sua maior fã, tudo isso enquanto fingia ser a namorada que mal pagava o próprio aluguel.

Ele trabalhava incansavelmente. Prometeu que, assim que conseguisse, me daria o mundo. Compraria uma casa para mim, um anel, um futuro onde eu nunca mais teria que me preocupar com nada.

"Estou fazendo tudo isso por você, Helena", ele sussurrava no meu cabelo tarde da noite, exausto, mas triunfante, depois de garantir mais uma rodada de financiamento — o meu financiamento. "Tudo que eu construo é nosso."

E eu acreditei nele. Assisti com orgulho enquanto a "Almeida Tech" se tornava uma gigante da tecnologia, enquanto Caio Almeida se tornava um nome sinônimo de gênio que se fez sozinho. Nos mudamos para esta mansão de vidro no Morumbi com vista para a cidade, um testamento do império que eu construí para ele em segredo.

Agora, parada naquela mesma mansão, ele estava explicando a presença de Catarina.

"Ela passou por maus bocados", disse ele, a voz carregada de uma culpa que me irritou profundamente. "Eu não podia simplesmente deixá-la na rua. Ela vai ficar com a gente por um tempo, só até se reerguer."

Eu não disse nada. Apenas observei os olhos de Catarina se iluminarem, um brilho de vitória em sua profundidade.

No dia seguinte, encontrei uma das minhas blusas de seda favoritas amassada no chão do quarto de Catarina. No outro dia, meu perfume assinatura pairava no ar depois que ela passou por mim no corredor. Caio me disse que eu estava sendo irracional, possessiva.

Uma semana depois, entrei no banheiro principal e a vi usando meu batom de luxo, um tom criado especificamente para a minha pele. Ela estava passando o vermelho profundo em seus próprios lábios, seu reflexo sorrindo para ela no meu espelho.

Algo dentro de mim quebrou. Arranquei o batom da mão dela.

"Não", eu disse, minha voz perigosamente baixa, "ouse tocar nas minhas coisas."

Ela me olhou, o lábio inferior tremendo. "Me desculpe. Eu só... achei bonito."

Não disse mais uma palavra. Fui até o vaso sanitário e joguei o tubo caro na água, dando descarga sem pensar duas vezes.

Caio me encontrou momentos depois. Ele não gritou. Apenas me olhou com decepção. "Era só um batom, Helena."

"Era meu", respondi.

Dois dias depois, Catarina estava sentada no sofá da sala quando desci. Ela segurava uma pequena caixa de veludo. Abriu-a para revelar um delicado colar de diamantes — um presente que Caio me deu no nosso terceiro aniversário.

"O Caio disse que eu podia usar", disse ela, a voz uma melodia doce e enjoativa. "Ele disse que ficaria melhor em mim."

Meu sangue ferveu. Atravessei a sala em três passadas, arranquei o colar da mão dela e dei um tapa em seu rosto. O som foi agudo, feio.

Ela ofegou, a mão voando para a bochecha.

Fui até as portas da varanda, abri-as e joguei o colar com toda a minha força nos jardins lá embaixo.

"Agora não fica bom em ninguém", eu disse, virando-me para encará-la.

Caio entrou correndo, o rosto uma máscara de fúria. "Helena, que porra há de errado com você?" Ele se ajoelhou ao lado de Catarina, segurando o rosto dela entre as mãos, verificando os danos. Ele nem sequer olhou para mim. Apenas a abraçou, sua raiva irradiando em minha direção como calor. Ele não me puniu, não de verdade. Mas sua frieza foi pior. Ele dormiu no quarto de hóspedes naquela noite.

Na manhã seguinte, Catarina tinha sumido. Sem bilhete, sem explicação.

Presumi que Caio finalmente tinha caído em si e a mandado embora, uma parte pequena e fria de mim satisfeita com o resultado. Uma paz tensa se instalou na casa por algumas semanas. Ele estava distante, mas estava presente. Eu disse a mim mesma que era o suficiente.

Então, uma noite, acordei por volta das 2 da manhã com a cama vazia. Eu o encontrei em seu escritório, de costas para mim, sussurrando ao telefone. Não consegui ouvir as palavras, mas o tom era suave, íntimo. O tom que ele costumava usar comigo.

Quando ele desligou, vi o nome na tela antes que ele pudesse bloqueá-la. Cah.

Foi naquele momento, parada no corredor frio e escuro, que eu soube que tinha acabado. O amor que eu havia derramado nele, o império que eu havia construído para ele — tudo era a fundação para uma vida que não me incluía.

No dia seguinte, liguei para o advogado da minha família. Não disse quem eu era, apenas que precisava iniciar o processo de separação de bens do meu parceiro de longa data.

Duas semanas depois, enquanto eu arrumava uma mala pequena e discreta, Catarina apareceu na porta da frente. Ela não estava sozinha. Desta vez, ela usava um sorriso triunfante, e sua mão repousava possessivamente em sua barriga ligeiramente arredondada.

"Estou grávida", ela anunciou, sua voz soando com finalidade. "É do Caio."

Ela passou por mim, entrando na minha casa, como se fosse a dona. "Ele me ama, Helena. Sempre amou. Você foi só um tapa-buraco. Agora que estou esperando um filho dele, não há mais espaço para você aqui."

Eu olhei para ela, para a satisfação presunçosa em seu rosto, e um sorriso lento e frio se espalhou pelo meu.

"Você não tem ideia do que acabou de fazer", eu disse suavemente.

Naquela noite, enquanto Caio estava fora comemorando uma nova aquisição, dois homens de terno escuro entraram na casa. Eles foram educados, eficientes, e levaram Catarina com eles. Ela nem teve tempo de gritar.

Quando Caio chegou em casa, me encontrou sentada no escuro, com um copo de uísque na mão.

"Onde ela está?", ele exigiu, a voz tremendo de raiva. "Onde está a Catarina?"

Tomei um gole lento. "Você me prometeu o mundo, Caio. Você prometeu que era tudo para mim."

"Não me venha com essa merda! Onde está meu filho?", ele rugiu, sua preocupação unicamente com a mulher e o bebê que não eram meus.

"Você prometeu que nunca deixaria ninguém me machucar", continuei, minha voz calma e uniforme. "E então você a trouxe para cá. Ela exibiu meus presentes, vestiu minhas roupas e tentou tomar o meu lugar. Você achou que eu ia ficar sentada aqui e deixar isso acontecer?"

"Ela está grávida, Helena! Pelo amor de Deus, ela está carregando meu filho!" Ele passou a mão pelo cabelo, seu pânico palpável. "Por favor, apenas me diga onde ela está. Eu faço qualquer coisa. Podemos resolver isso. Ela pode morar em outro lugar. Eu dou dinheiro a ela..."

Eu ri, um som oco e amargo. Finalmente o vi como ele era: um homem fraco e cruel que acreditava ter todas as cartas.

"Resolver isso?", repeti. "Não há nada para resolver. Acabou." Levantei-me e fui até o bar, pegando um conjunto de documentos que meu advogado havia entregue naquela tarde. Joguei-os na mesa na frente dele. "Eu quero o divórcio."

Ele olhou para os papéis, depois para mim, seu rosto se contorcendo com incredulidade e depois com desprezo.

"Divórcio? Helena, não seja ridícula", ele zombou. "Você não sobrevive sem mim. Eu te fiz. Tudo que você tem, tudo que você é, é por minha causa. Você estaria de volta na rua em uma semana."

Ele realmente acreditava nisso. Ele achava que a mulher que havia bancado toda a sua existência era uma dependente indefesa.

"Você quer ficar com esta casa? Tudo bem", disse ele, sua arrogância retornando com força total. "Quer ficar com os carros? Pegue. Apenas aceite a Catarina. Ela e o bebê farão parte de nossas vidas. Você terá que aprender a viver com isso, ou pode ir embora sem nada."

Olhei para o homem que um dia amei, o homem que eu criei, e não senti nada além de um vasto e vazio frio. Ele me via como uma posse, uma personagem secundária na história de seu grande sucesso.

Era hora de lembrá-lo de quem escreveu a história.

"Você realmente acha que eu não tenho nada sem você?", perguntei, minha voz perigosamente suave.

"Eu sei que não", disse ele com um sorriso cruel. "Agora, me diga onde está a Catarina."

"Tudo bem", eu disse. Peguei uma caneta e um pedaço de papel. "Assine este acordo de transferência de ativos, me dando 100% da Almeida Tech, e eu te direi onde ela está."

Ele riu, um som alto e debochado. "Você enlouqueceu. Essa empresa é o trabalho da minha vida."

"É a empresa pela qual eu paguei", corrigi. "Assine, Caio. Ou você nunca mais verá ela ou seu precioso filho."

Seu rosto empalideceu. O amor — ou culpa — que ele sentia por Catarina era aparentemente mais forte que seu amor pela empresa. Sem outra palavra, ele pegou a caneta e rabiscou sua assinatura nos documentos. Ele confiou, tolamente, que eles não significavam nada, que eu não tinha poder para executá-los.

"Feito", ele cuspiu. "Agora, onde ela está?"

Eu sorri, um sorriso verdadeiro e afiado desta vez. "Ela está na melhor clínica de aborto da cidade. O procedimento está marcado para as 8 da manhã. Você talvez consiga chegar a tempo se sair agora."

Seu rosto ficou vermelho, manchado de fúria. "Sua vadia! Eu vou te matar!"

Ele avançou para mim, mas eu já estava com meu celular na mão. Pressionei um único botão, e uma voz masculina e calma atendeu no primeiro toque.

"Arthur", eu disse, meu tom mudando de gélido para caloroso. "Nosso casamento ainda está de pé para o mês que vem?"

Houve uma pausa, e então sua voz rica e familiar me envolveu. "Pode ser amanhã se você quiser, Helena. Já esperei o suficiente."

"Um mês está perfeito", eu disse. "Só preciso de um tempinho para limpar uma bagunça."

Desliguei, assinei os papéis do divórcio com um floreio e os deslizei pela mesa para um Caio atordoado.

"Minha assistente vai protocolar isso pela manhã", eu disse. "Parabéns, Caio. Você está livre."

Ele apenas ficou lá, sem palavras, enquanto eu saía da casa que comprei e me afastava do homem que eu fiz. Os pedaços estilhaçados de nossos cinco anos estalavam sob meus saltos como vidro quebrado. Eu não olhei para trás nem uma vez.

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