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Capa do romance O fanático

O fanático

Lúcia sonhava em conhecer seu ídolo, mas o encontro revela um lunático perigoso. O que era admiração vira uma luta desesperada para escapar de uma obsessão doentia. Em uma trama onde o amor só traz complicações, o sonho torna-se um pesadelo real. Para conquistar a liberdade e superar seus medos, ela precisará confrontar segredos do passado que ameaçam o presente e o futuro. A paz só será recuperada quando ela quebrar as correntes dessa fama sombria e fatal.
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Capítulo 1

Dessa jeito você vai se atrasar para a festa - disse sua mãe enquanto terminava de arrumar a cozinha olhando sua filha deitada no sofá

- mãe eu não vou...- respondeu com voz baixa

- como assim não vais? Lú o seus colegas já chamam você de antissocial por favor não se torne como sua tia Beth... você não vai ficar em casa, minha princesa você precisa se socializar mais com as pessoas...

- mãe a festa é na casa da Rita e você sabe que eu não sou amiga dela - no fundo ela não queria admitir que Rita passava o tempo todo a tentar tornar a vida dela num inferno, Rita era uma garota muito superficial, imoral e exibida e o pior estáva namorando o garoto mais bonito da sua turma e ela fazia questão

de exibirr o tempo todo como um troféu e na sua última discussão ela jurou que não iria a sua festa visto que o convite era apenas para humilha-la

- mas a Massuela vai está lá e ela é sua amiga - Glória amava muito a sua única filha Lúcia e por esse motivo ela fazia mais pressão pois temia que ela se torna-se como sua tia Beth uma mulher solitária que nunca desfrutou realmente a palavra viver. Beth sempre foi a melhor aluna da escola cheia de conhecimento mas uma pessoa muito vazia por dentro e Glória acreditava que todo o ser humano precisava de ser equilibrado porque nessa vida somos todos imperfeitos logo errar por viver umas loucuras as vezes também podia ser uma forma de aprendizado e ela temia deixar sua única filha ser tão infeliz igual a sua cunhada que vivia num castelo de cartas infeliz pois embora sua vida financeira prosperasse sua alma está solitária e infeliz

- mãe ...- Lúcia sabia que sua era mestre na arte de persuasão

- deixe a Lú em paz- gritou o pai de forma alegre ao abrir a porta

- pai ! - Lúcia correu para lhe abraçar quando o vio entrar - pai hoje tem festa na casa de uma colega de escola, ela diz que os pais dela não estão em casa e ouvi dizer que vai ter muitos rapazes lá - enfatizou a parte dos rapazes - pai você me dá permissão para ir?

- isso é trapaça - disse a mãe rindo ao perceber que sua filha estava disposta a tudo menos conviver um pouco como qualquer adolescente

- bem - aquele pobre homem já estava acostumado com situações parecidas sua esposa reclamava por sua filha viver trancada em casa enquanto o mundo continuava a girar em sua volta - preciso falar com sua mãe e juntos vamos ver se podemos autorizar ou não...

- pai eu te amo muito, por favor não deixe a mãe te convencer- falou ela baixinha

- eu ouvi isso

Lúcia era focada nos estudos e as vezes até de mais seu pai sentir muito orgulho disso embora as vezes precisava reconhecer a preocupação da sua esposa, ela só tinha uma amiga e raramente ela saía para vê-la, eles temiam que ela se torna-se antissocial e uma pessoa viciada em trabalhar para atingir uma perfeição que não existe pois sabiam por experiência que nessa vida a lei que devia ditar é o equilíbrio em tudo principalmente ao fazer o certo porquê a chance de errar é sempre maior do que a do acerto.

Minutos depois seu pai pareceu em seu quarto que vivia aberto...

- meu amor - disse ele sorrindo enquanto olhava sua filha sentado na sua pequena secretaria

- pai - Lúcia tinha o privilégio de ter um pai tão amoroso e calma que mesmo sem falar nada ela já podia ver em seus olhos sua decisão

- falei com sua mãe e acreditando que podes ir afinal nós confiamos em você e sabemos que se surgir alguma situação menos boa vais agir com sabedoria e bom senso...- suas palavras soaram tão calmamente que Lúcia não sabia como protestar

- pai...

- tens que estar aqui antes das 9 horas - disse ele num tom que parecia imperativo ao perceber que sua amada esposa Glória está a ouvir na sala a conversa, Glória teve que se conter para não rir pois sabia que seu marido era muito Pacífico e dificilmente adotava essa postura...

- está bem pai - Lúcia limitou-se a obedecer.

Eles viviam numa pequena vila de São Jorge logo sempre foram pessoas muito simples e honestas, seu pai trabalhava numa fábrica de algodão enquanto sua mãe era professora em uma das escolas públicas da Vila. O que eles tinham para muitos podia ser pouco mas o pouco quando é servido na mesa com a amor e paz é muito. Para uma adolescente longe da grande cidade Lúcia tinha tudo o que precisava, seus pais a te abriram uma conta a prazo para apoiar os sonhos de sua filha de entrar na faculdade apesar que ainda faltasse algum anos para isso. Depois de quase 10 minutos Lúcia estava pronta

- mãe e pai já estou pronta - sua mãe ficou chocada, sua filha estava vestida de uma forma tão desleixada

- Lúcia você não está a ir comprar pão... é uma festa pelo amor de Deus - incrédula por sua filha ter tão pouca vaidade visto que Glória embora já não se considerava uma mulher jovem ainda cuidava da sua aparência talvez até mais do que quando era realmente Jovem - vamos para o quarto você precisa se trocar agora mesmo se não vais perder toda a festa

- mas mãe - não adiantava protestar sua mãe iria lhe esforçar se fosse preciso

- vamos agora você já está muito atrasada- arrastou sua filha para o quarto e enquanto vasculhava nas roupas de sua filha se apercebeu que já fazia muito tempo que Lúcia não recebia roupas novas - me parte o coração Lúcia, você quase não tem roupas, por que você não fala? - era visível a tristeza em seu olhos assim como suas rugas

- mãe....- a tristeza da sua mãe apertava o seu pequeno coração

- não se preocupe nós vamos fazer compras assim que eu ganhar um pouco de dinheiro esse mês

- não precisa

- claro que sim, você não pode ser apenas inteligente você precisa ser uma mulher em todos por sentidos, afinal algum dia não agora claro eu quero que você me apresente um genro - sua mãe não era uma mulher tímida e as vezes deixava Lúcia mais tímida ainda - vamos tire essas calças jeans e essa camisa que parece ser do seu bisavô...e por favor solte esse cabelo você prende muito ele, vista esse vestidinho lilás

- mãe! - Lúcia não suportava mais aquelas ordens todas - desse jeito vou parece uma pirua lilás

- vais parece uma jovem adolescente - sua mãe tinha razão o vestido lilás era de alça e chegava lhe aos joelhos ela ficaria mais adequada aquela roupa do que a um looks tão casual e informal...- agora pareces uma menina - Glória disse assim que vio a sua filha com o vestido

- mãe não posso usar esse vestido

- por que?

- porque está frio lá fora

- usa essa jaqueta jeans se ficar muito frio - sua mãe lhe soltou o cabelo - agora sim estás linda e pronta - disse ela satisfeita com o resultado

- obrigada... - ela agradeceu embora duvidasse muito de que realmente estivesse bonita usando o único vestido fino e caro das suas roupas

- Lú - seu pai olhou para ela supreso

- pai eu vou chegar cedo eu prometo

- sua boba você está muito bonita - disse seu pai sorrindo

- vai logo, estás muito atrasada - disse a mãe emocionada, antes de sair Lúcia deu um abraço forte em sua mãe e beijou suas bochechas vermelhas - vai ou eu juro que vou te obrigar a passar um gloss labial - contendo as lágrimas Lúcia ao ouvir isso correu e ao ouvir a porta bater seu pai finalmente consegui dizer que o estava em seu coração

- a nossa pequena está a crescer - era difícil ver isso porque Lúcia não vestia de acordo a sua Idade o seu estilo era muito parecido a quando era criança mas naquela noite ela estava realmente uma bela jovem adolescente...

- achas que exagerei? - perguntou Glória preocupada

- claro que não minha deusa venha e vamos aproveitar porque já faz anos que não temos a casa só para nós - falou com um tom de malícia enquanto se aproximava de sua esposa para envolve-la num beijo apaixonado.

Talvez fosse porque aquele vestido era muito leve e Lúcia sentir muito frio ou talvez fosse o seu estômago que estava frio de nervoso mas das duas opções nenhuma importava afinal ele está a tendo calafrios enquanto caminhava em direção a casa de Rita, ela não podia acreditar que mesmo depois de muito protestar lá estava ela a caminho casa da pessoa que ela mais desprezava e o sentimento era mútuo, ao cruzar a avenida ela vio um anúncio de um shows que estava a ocorrer naquele momento, Lúcia sabia que nunca iria se divertir em casa de Rita mas num show de música concerteza poderia ser divertido e dessa forma seus pais não ficariam zangados, olhou com mais atenção e o cantor era muito bonito e parecia bastante inofensivo ir naquele show logo ela decidiu ir lá e fazer tempo para voltar para casa com a missão cumprida....

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