
O diamante empoeirado brilha novamente
Capítulo 2
Sylvia detestava o jeito distante de Elena, como se nada no mundo a preocupasse. Pior ainda, como Elena, filha de um casal miserável, poderia ter uma beleza tão deslumbrante?
Ela mal podia esperar para que essa garota prepotente voltasse para aquela aldeia afastada, onde o trabalho árduo sob o sol escaldante tiraria sua elegância refinada. Seria impossível que Elena continuasse tão arrogante como agora.
Já ressentida por Elena supostamente ter tomado o lugar de Sylvia na família, Cecily ficou ainda mais furiosa ao ouvir as palavras provocativas de Sylvia. Dando um tapinha reconfortante nas costas da filha, ela declarou: "Elena não se atreveria, não depois de ter roubado sua identidade! Alguém como ela, de origem humilde, não seria digna nem de servir Darren, quanto mais de se tornar sua noiva!"
Na verdade, Elena também era uma vítima dessa situação, mas Cecily insistia em colcoar toda a culpa nela. Se Elena tivesse escolha, cortaria todos os laços com a família Reed.
Darren era o único filho da família Griffiths, e sua família não era só a mais rica de Foiclens, mas também estava entre a elite de Klathe. Embora eles não estivessem entre as cem mais ricas, estavam muito à frente da família Reed.
Elena e Darren cresceram juntos, o que naturalmente os motivara a noivar. Elena já acreditara que os sentimentos dele eram genuínos, mas no momento em que a verdade viera à tona, que ela não era uma Reed legítima, o rapaz simplesmente virara as costas para ela. Além de pôr um fim ao noivado assim que soubera disso, ele começara a se envolver com Sylvia.
Mantendo um semblante inexpressivo, Elena afirmou: "Não quero nada da família Reed, incluindo o noivo escolhido por vocês."
Quando ela estava prestes a sair, a voz de Sylvia a deteve: "Se você não se importa com nada dessa família, então abra sua bolsa e prove. Não aja como se não quisesse nada enquanto leva coisas escondidas com você."
Cecily acrescentou imediatamente: "Isso mesmo! Seu vilarejo é muito pobre, então roubar até uma peça das nossas joias pode alimentar sua família por anos. Elena, não pense que você pode roubar da família Reed para sustentar seus pais caipiras!"
Furiosa, Sylvia avançou e abriu a bolsa de Elena, revelando algo surpreendente: um colar de esmeralda.
Sem perder tempo, Sylvia exclamou: "Esse não é o colar que minha mãe me deu? Como ele foi parar na sua bolsa..."
Vendo isso, Sylvia não conseguiu esconder seu sorriso, bem ciente que Elena não sairia de mãos vazias quando havia tanta riqueza ao alcance.
Cecily segurou o colar enquanto esbravejava: "Você é uma ladra suja! Por acaso sabe o que fez? Essa joia foi criada pela artista mundialmente famosa Helena Walsh! Paguei cinco milhões por ela. De fato, você não passa de uma filha de caipira. Vou chamar a polícia!"
A expressão de Benjamin se obscureceu com fúria, seu olhar afiado como uma lâmina. "O que tem a dizer em sua defesa?"
O olhar dele para Elena só carregava uma hostilidade fria.
Sylvia fingiu mediar, mas só colocou mais lenha na fogueira: "Pai, mãe, não sejam tão duros. Elena deve ter gostado muito do colar e o pegou sem pedir. Já que ela quer tanto, eu não vou discutir sobre isso..."
Nesse momento, a raiva de Cecily só aumentou. "Ela não só roubou sua vida, mas agora quer um colar sofisticado de cinco milhões de dólares? Se deixarmos isso passar, ela só trará desgraça para a família Reed! Essa joia é uma das criações limitadas de Helena, cada uma com um número de série exclusivo. Tenho que denunciar isso às autoridades!"
Querendo manter a fachada, Sylvia se fez de preocupada. "Mãe, se você envolver a polícia, Elena acabará na prisão. Isso não destruiria sua reputação?"
"Uma ladra como ela merece estar atrás das grades. Ela precisa aprender a lição. Seria melhor se ela apodrecesse na cadeia por um bom tempo, poupando a família Reed de qualquer outra humilhação!", Cecily retrucou cruelmente.
Benjamin não disse nada, concordando silenciosamente com a decisão de Cecily. Para ele, era melhor ver Elena presa do que vê-la manchar o nome da família.
Em silêncio, Elena encarou o olhar perverso de Cecily e o apático de Benjamin, sem conseguir acreditar como ela os chamara de mãe e pai por vinte e três anos.
Ela já era grata pela educação da família Reed e não queria ter uma visão tão negativa deles, mas agora percebeu que eles eram muito piores do que jamais imaginou.
Eles queriam vê-la sofrer atrás das grades. Diante dessa dura realidade, qualquer afeto que ela ainda tinha pela família desapareceu completamente.
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