Capa do romance O DELEGADO E A TRAFICANTE

O DELEGADO E A TRAFICANTE

8.7 / 10.0
Em O DELEGADO E A TRAFICANTE, Helo enfrenta uma guerra de poder e justiça. Nesta romance novel de ação, ela deve decidir entre eliminar o novo delegado ou renunciar aos seus ideais. Uma história moderna repleta de escolhas difíceis e perigos. Leia livros online grátis agora.
Resumo de O DELEGADO E A TRAFICANTE
No centro de uma disputa implacável por controle e autoridade, Heloísa acaba encurralada por uma inesperada cilada do destino. Agora, ela enfrenta um dilema devastador que abala suas convicções mais profundas: eliminar o recém-chegado delegado para proteger sua posição ou abandonar todos os seus princípios morais. Entre o dever e a sobrevivência, cada escolha pode ser fatal nessa perigosa guerra de egos onde a justiça é um conceito relativo.
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O DELEGADO E A TRAFICANTE Capítulo 1

Nos aproximamos e começamos a conversar com o indivíduo do carro, no meio da entrevista para nossa surpresa ele engata a marcha e sai em disparada.

Imediatamente dou um tiro no pneu, contudo ele consegue fugir, corremos até a viatura que está parada a ponto de sair, estamos eu e Rafael, meu melhor amigo e companheiro de trabalho.

Quando eu escolhi a polícia para minha vida ele veio me acompanhar, esse não era exatamente o sonho dele, porém são muitos anos de amizade e muita história pelo caminho, ele acabou sendo influenciado por meus planos.

— Vamos pegar ele! — Rafael fala correndo animado na direção da viatura.

Entramos no veículo e percorremos em alta velocidade atrás do indivíduo que corta os transeuntes da via sem observar nenhum parâmetro de segurança.

— Cuidado com os outros carros! — alerto.

A perseguição se estende e com a alta velocidade o pneu estourado vai se desfazendo pelo caminho, deixando vários fragmentos pelo ar.

— Atenção Rafael, ele pode fugir por uma estrada alternativa— Observo, enquanto peço reforço à polícia rodoviária.

— Esse já é nosso, dúvida? — Rafael praticamente grita de tanta euforia, ele adora essas perseguições.

O fugitivo mesmo sem um pneu, continua e se esforça para manter o carro em linha reta, tenta ultrapassar alguns caminhões e não consegue devido ao fluxo intenso, ele joga o automóvel para o acostamento e então começa a costurar.

O suspeito muda de pista, nos fecha dificultando a nossa parte, mas o Rafael é bom no volante e ele alcança esse desgraçado, tenho até dó quando pôr a mão nesse maldito.

— Atira no outro pneu! — Ele fala apontando o pneu do meu lado.

— Ainda não, espera passar esses carros… olha ali na frente está limpo. — Aponto logo após a curva.

Esse é um momento de muita emoção e a adrenalina nos impede de pensar direito, contudo em uma operação primeiro pensamos na nossa segurança e na população que está próxima para então agir contra o indivíduo.

Uma perseguição envolve muita coisa e não podemos colocar tudo a perder, principalmente quando tenho certeza de que esse já é nosso.

Esse carro passaria tranquilamente em qualquer lugar, salvo uma informação que recebemos de que está trazendo um carregamento de armas e drogas para a dona do Morro Sombra.

— Atira Romero, atira! Ele vai escapar… — Rafael grita em êxtase apontando o carro.

Miro e efetuando o disparo, o pneu é atingido. Missão executada com segurança, o carro perde o controle e bate no barranco na contramão da via.

Descemos com as armas em punho, o motorista desce correndo e tenta empreender fuga a pé, Rafael continua a perseguição enquanto eu dou cobertura.

— Pro chão, para o chão! — Rafael ordena e é ignorado.

Acho que estou ficando velho para essas perseguições, meu fôlego já está ofegante e minhas pernas ameaçam vacilar, paro ao ouvir dois disparos e um grito de dor.

— Filho da puta arrombado! — Rafael fala se aproximando do suspeito que agora tem o pé ferido.

O rapaz algemado tem uma boa aparência, provavelmente não tem sequer vinte e um anos, que tem uma Retornamos ao carro, e como informado o carro estava carregado de droga e com duas pistolas de uso restrito.

— De quem é esse carregamento? — Pergunto puxando-o pela camisa.

— Não sei, isso foi plantado aí… — Ele começa a falar, mas eu soco seu estômago.

— Vai falar por bem ou prefere por mal? Eu vou como você quiser! — o Rafael pergunta sem paciência.

Nesse momento, o apoio cerca a avenida e toda a equipe começam a trabalhar, a PRF organiza o trânsito, embora a minha vontade seja acabar com a raça desse maldito, há muitas testemunhas então o melhor é seguir o protocolo.

Conduzimos o indivíduo até a delegacia e agora sim, longe dos holofotes, a festinha vai começar, ele só sai daqui com um bom depoimento sobre o dono dessa mercadoria toda.

Rafael o coloca no "quartinho do diálogo" e tapa sua boca, ele nos olha com desespero e começa a negação com a cabeça.

— Vai cooperar? — Rafael pergunta enquanto estala os dedos.

— Pega leve, Rafa, ele ainda vai para a perícia, não pode estar machucado— comento com deboche — ah, o médico é meu irmão.

O meliante começa a se debater e indica que vai falar, esse é dos bons nem precisa de massagem para fazer o certo.

— É da Naty, da Naty, senhor! — Ele fala assim que Rafael destampa sua boca.

— Morro da Sombra? — Ele pergunta com um sorriso satisfatório.

— Sim senhor, mas por favor não coloca isso no papel, a Naty me mata assim que eu entrar na cadeia — Ele pede, e eu gosto da ideia de bandidos se matando.

— E de onde está vindo tudo isso? — Pergunto me sentando em uma mesa frente a ele.

Rafael puxa a cadeira e se senta também, extraímos o máximo de informações possíveis e por fim decidimos que liberar o rapaz, é mais vantajoso que prendê-lo.

— Não senhor, não faz isso! Me mata então, ou me prende, se eu sair daqui livre, sem processo e sem nada eu vou ser morto pelo crime, o senhor sabe como funciona — Ele praticamente implora e na realidade eu não me importo.

—Rafael solta ele lá no pé do Morro, esse já está liberado, eu vou registrar o B.O e quando você voltar a gente vai tomar aquele chopp— Digo sem realmente me importar, na verdade até prefiro que eles mesmos se eliminem.

— Te encontro por lá então, não vou nem voltar aqui! — Ele fala e puxa o pivete pela camisa.

— Senhor! Oh senhor, por favor não faça isso não. — Ouço os gritos pedindo mais uma vez, e ignoro fechando a salinha e indo até a minha sala para fazer o meu trabalho.

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O DELEGADO E A TRAFICANTE de Conteúdos

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