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Capa do romance O Delegado 1 ( Duologia os Delegados)

O Delegado 1 ( Duologia os Delegados)

Dedicado inteiramente à profissão, um delegado vê sua rotina mudar ao conhecer uma mulher deslumbrante em sua delegacia. Enquanto outros parecem ignorar sua presença, ele fica instantaneamente fascinado por suas curvas e confiança. Convencido de que ela é o amor de sua vida, ele decide que essa linda mulher de corpo curvilíneo será sua. O que começa como uma atração avassaladora logo se transforma em uma paixão profunda e possessiva.
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Capítulo 3

— Não acredito que ele esteve aqui — eu respondi, em tom de lamento.

— Nella, você está vendo que todos estão olhando para nós como se a culpa fosse nossa? — Raquel pediu, e eu concordei.

— Uma coisa eu digo: eu vou matar o Davi dentro da delegacia, e vai ser agora. Quem é ele para querer tratar a gente assim, como se fôssemos crianças?

— Nella, vamos embora.

— Você acha mesmo que ele estava falando sério? — perguntei. Ele não seria capaz de fazer o que eu estava pensando, seria? Foi então que tive uma ideia: — Raquel, vamos até o banheiro — aproveitei que todos estavam distraídos com o novo show.

— O que vamos fazer lá? — ela perguntou. — OK, sem comentários bestas — Raquel completou, ao observar a expressão no meu rosto.

Fomos direto para o banheiro. Fechei a porta e me certifiquei de que não havia mais ninguém. Fui até a pia do banheiro e tirei da bolsa tudo que tinha dentro dela, tocando em tudo como se fosse algo diferente.

— Achei — gritei.

— O que é isso, Nella? — Raquel perguntou, curiosa.

— O filho da mãe do meu irmão colocou um rastreador na minha bolsa. Agora sim eu vou fazer picadinho dele.

— Ele está doido agora?

— Se ele não está, ele vai ficar, porque eu vou infernizar a vida dele, e vai ser agora. Você vem comigo?

— É claro que sim, como você vai para a delegacia?

— Ah, verdade. Vamos. Eu vou caçar agora, Senhor Davi — respondi, e partimos, com um último olhar em direção ao palco.

Raquel entregou a chave para o manobrista, e, enquanto ficamos aguardando o carro chegar, peguei um espelhinho, me arrumei, retoquei a maquiagem, e de lá seguimos direto para a delegacia.

— Vai entrar? — perguntei, já sabendo a resposta.

— Melhor não — eu já imaginava.

— Já venho — falei, saindo do carro.

Fui em direção ao prédio e passei por todos que estavam ali. Eu já os conhecia e eles sabiam que, quando eu estava ali, se tratava do Davi, por isso me cumprimentaram rindo.

— Antonella, querida, o que veio fazer aqui nesta madrugada? — perguntou um dos rapazes. Leandro, um amigo em comum.

— Esganar o Davi, por acaso ele está aqui? — perguntei, em um tom doce.

— Sim, está na sala dele. Quer que eu veja se ele pode te atender?

— Não mesmo, se você avisar, eu esgano os dois, e você sabe disso, não? — eu praticamente gritei com ele.

— Calma, Antonella — respondeu, em um tom de riso.

Saí de lá bufando e comecei a gritar chamando o Davi de filho da puta para baixo. Pedi até perdão a Deus nessa hora, por estar xingando a nossa mãe, que era uma santa por nos aguentar. Mas Davi ia pagar caro, ah, se ia!

Cheguei à sala dele gritando, abri a porta com tudo e reparei que ele tomou um belo de um susto, o que o fez se sentar rápido.

— Antonella, o que você está fazendo aqui? — perguntou. É sério mesmo que ele está me perguntando isso?

— Davi, eu quero saber que porcaria é esta que você colocou na minha bolsa! — eu já estava começando a me estressar.

— Do que você está falando?

— Não se faça de besta comigo, não — respondi, alterada.

— Mas não estou me fazendo, e outra coisa, minha irmã, você está dentro de uma delegacia — disse ele, agora com a voz alterada.

— Para de colocar rastreador em mim, senão eu vou me casar, vou fugir, sei lá! Me deixa em paz!

— É para sua segurança — ele respondeu, calmo.

— Segurança minha? Pelo amor de Deus, Davi, isso é demais.

— Antonella, você não sabe como são os homens lá fora.

— Davi, meu filho, você acha que eu não sei o que é homem, não?

— Não quero ouvir.

— Puta que pariu, Davi, para de querer me controlar — falei, notando que ele estava todo calmo.

— Não vem, não, Antonella, você sabe muito bem que eu tenho que cuidar de você.

— Davi, eu sou de maior e vacinada, e não quero ninguém no meu pé querendo me controlar — agora sim estava a ponto de explodir.

— Antonella, não vem, que eu não vou deixar você ir naquele lugar!

— Vou falar pela última vez: eu sou maior de idade — disse pela última vez antes que eu voasse no pescoço dele.

— O que você foi fazer naquele lugar?

— Eu estava me divertindo, como qualquer mulher normal estaria fazendo, caso certo ogro filho da puta… Não, eu não posso xingar a nossa mãe —respondi.

— Atrapalho? — ouvi uma voz rouca. Puta que pariu, essa voz me deixou toda excitada.

— Me desculpa, Diogo — respondeu Davi, meio sem graça.

E eu estava curiosa querendo saber de quem era aquela voz maravilhosa. Virei-me e pensei: Vou falar palavrão de novo, puta que pariu, esse homem é um tesão mesmo.

— Não tem problema, está tudo OK aqui? — perguntou o dono da voz sexy.

— Me desculpe por estar gritando aqui na delegacia, senhor — eu me desculpei, já excitada só de ouvir a voz dele.

— Prazer, Diogo Venturini Nogueira — ele se apresentou, estendendo a mão para me cumprimentar.

— Prazer, Antonella Hauffenn. Sou irmã do idiota ali do lado — respondi, brincando, para disfarçar a excitação, e ouvi o gemido de Davi.

— Antonella, o Diogo é o delegado — respondeu Davi, olhando para nós dois.

— Me desculpe, doutor, posso te chamar assim, ou de outra forma? — perguntei. Nossa, que delegado é esse, meu Pai? Pela roupa que estava usando, ele era bem musculoso e sexy pra caralho. Observei que o delegado gostosão estava distraído e o chamei de novo. — Doutor Diogo — hum, me ocorreu um pensamento pecaminoso, nós dois na cama, ulalá, esse homem deve ser bom de cama.

— Me desculpe, pode me chamar de Diogo mesmo — ele respondeu.

— Pode me chamar de Antonella. Bom, me desculpe por ter que sair, mas eu tenho que voltar para o local em que estava — fiz de propósito, para provocar meu irmão, mesmo não voltando para a casa de striptease. Isso deixaria o Davi com a pulga atrás da orelha.

— Me desculpe, que lugar seria esse? — ele me perguntou, curioso, e, como eu gosto de provocar o Davi, abri um sorriso sexy e respondi, olhando para aquele belo espécime:

— Ah, eu estava num clube de striptease — disse, e fui embora, deixando os dois, é claro, surpresos. Voltei para o carro.

— Como foi? — Raquel me perguntou. Eu estava com as ideias meio derretidas por causa daquele homem.

— Davi é besta. Vamos ver se agora ele me deixa em paz — respondi, e contei para ela do tal delegado.

— Nella, você gostou dele?

— Que mulher não iria gostar desse homem?!

— Hum, Nella está amando — Raquel fez um gesto com os dedos, desenhando um coração.

— Besta — respondi, rindo.

— Minha casa ou a sua?

— Sua. Vamos pedir pizza?

— Vamos, mas e a sua dieta?

— Neste momento, esquecida — respondi, rindo.

Eu quero emagrecer por motivo de saúde, e não de estética, se bem que eu estava muito bem do jeito que estava. Me amo assim desse jeito.

— Então para minha casa. E me conta mais, como é esse tal delegado?

— Simplesmente a coisa mais gostosa que já vi — respondi, ainda me lembrando do meu delegado.

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