Capa do romance O  Conde  Cretino

O Conde Cretino

9.3 / 10.0
Em O Conde Cretino, um nobre arrogante vê seu mundo virar de cabeça para baixo ao cruzar o caminho de uma mulher determinada. Este romance novel explora escolhas difíceis e consequências imprevistas, sendo a opção ideal para quem busca ler fiction books envolventes sobre poder e desejo.
Resumo de O Conde Cretino
Nesta envolvente narrativa de romance, mergulhamos em uma trama repleta de sentimentos intensos e reviravoltas inesperadas. A história explora a complexidade das relações humanas, focando em encontros e desencontros que desafiam o coração dos protagonistas. Entre segredos e descobertas, acompanhamos uma jornada emocional profunda, onde cada escolha pode mudar o destino. Uma obra essencial para quem busca uma leitura apaixonante e memorável.
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O Conde Cretino Capítulo 1

Lisbeth não fazia ideia de quanto tempo estava ali, mas calculava, de acordo com o sol que ameaçava se pôr no horizonte, que era realmente tarde. Ela olhou para baixo mais uma vez e, de súbito, agarrou-se ao tronco da árvore com força, gemendo, tonta. O maldito bode ainda estava à sua espera, escavacando a terra com impaciência enquanto a jovem dama tentava a todo o custo se manter segura. Lisbeth se perguntava o que lhe fez de mal, mas não conseguia encontrar um bom motivo para explicar a perseguição que sucedeu desde o celeiro até aquela maldita árvore, onde — por alguma força divina — conseguiu subir.

A última coisa que queria era, com certeza, ter que lidar com o bode. Lisbeth teve um trabalho árduo para conseguir se livrar do animal. Com suas pernas curtas e saia comprida não conseguia correr muito rápido, e por sorte ou azar, o bode já não era tão forte quanto mais novo, o que a permitiu uma fuga bem sucedida. No entanto, não planejava ficar presa na árvore.

— Socorro — ela gritou mais uma vez.

Kent costumava ser um lugar onde as famílias procuram seu devido descanso depois de uma longa e turbulenta temporada em Londres — não que a própria Lisbeth soubesse bem o que era isso — e para o azar de Lisbeth, as terras ao sul da Mary Hall eram ensurdecedoramente silenciosas. Mais uma vez, pensou Lisbeth, só um milagre conseguiria tirá-la de tal situação. E Deus, ela estava a ponto de despencar da árvore. Seus olhos pesavam e o corpo suplicava por descanso. Se não fosse o bode, pularia para o chão. Mas não iria fazer isso. Ela tinha esperanças de que alguém passaria por lá e a salvaria da desafortunada circunstância. Talvez demorasse um ou dois dias, talvez seus irmãos reparassem em seu repentino sumisso e mandariam um grupo de resgate para buscá-la.

Lisbeth virou a cabeça para o lado, pondo-a sobre o ombro e lançou o braço na direção do galho oposto ao que segurava. Seu vestido estava preso num galho. Era o que a mantinha vestida, visto que, por causa do incidente, teve que subir de qualquer modo na árvore. Um rasgo lateral decretou que estava com azar; ela tentou segurar a parte de cima, mas qualquer um que se aventurasse por ali, perceberia seu desconforto.

E tudo por causa do bode!

— Madito — ela tentou alcançar o galho no qual a ponta do vestido prendeu. Estava quase nua, percebia, as pernas de fora, o corpete apertando os seios por cima da chemise. Se não tivesse vestida com a chemise, que por sinal era quase transparente, poderia dizer que todos os esforços que sua mãe teve em manter as fofocas sobre sua honra ter sido tirada caíram por terra. Sem dúvidas uma jovem lady não deveria se comportar como uma garota qualquer. E a situação em que se encontrava não era nada elegante. Lisbeth estirou a língua, observando o bode, que deu uma cabeçada no tronco da árvore. — Vai me pagar caro. — Ela voltou a segurar o tronco com as duas mãos, apertou as pernas e sentiu o vento fresco da tarde soprar as longas madeixas cor de terra. A fita azul que segurava seu cabelo voou para longe. — Socorro! — Gritou mais uma vez.

Maldito seja o bode.

Tudo começou pela manhã, quando visitou uma velha amiga. Um de seus irmãos, o lorde Coutier, a acompanhou a contragosto. Enquanto as ladies colocavam a conversa em dia, seu irmão começara a planejar sua fuga sorrateira, deixando somente um cavalariço dorminhoco e o cocheiro gorducho que se queixava de dor de barriga. Num breve passeio pelo jardim, Lisbeth avistou o bode, que batia a cabeça repentidamente numa carroça cheia de feno. Os chifres retorcidos do animal estavam presos na madeira, ou assim imaginara ela, porque, assim que a viu, ele correu em disparada na sua direção. Lisbeth conseguiu correr e na tentativa de se livrar do terrível bode, jogou os sapatos na sua direção. Quando percebeu, estava londe demais da propriedade dos Hargrove, e para piorar, o bode voltou a persegui-la.

Já desesperançada, tentou trocar de posição. Talvez fizesse quatro horas que estava daquele jeito. Suas costas doíam, as pernas pareciam pesadas e os braços já não tinham tanta força. Ela não duraria por muito tempo ali, principalmente porque nunca lhe disseram o que fazer caso um bode louco quisesse atacá-la. E então, quando subiu os olhos além dos galhos ramificados, ela viu a visão mais gloriosa — ao menos na situação em que se encontrava. Um homem montado no cavalo, bom… a sombra dele. O cavaleiro estava no topo de um monte. Se berrasse um pouco mais alto, poderia chamar sua atenção — não é todo dia que se encontra uma mulher presa numa árvore.

— Socorro! Socorro! — Gritou Lisbeth. O desespero era crescente dentro de seu peito. O homem não pareceu perceber, então ela se remexeu, chacoalhou os galhos de um modo nada elegante e enfim teve a atenção de seu herói. Ele cavalgou apressadamente em sua direção. — Graças à Deus! — Respirou aliviada.

Não demorou muito para retirar o que disse.

Ou Deus a odiava muito, ou hoje ele estava particularmente muito brincalhão.

Seu herói era ninguém mais, ninguém menos que Liam Bennington, o maldito homem que lhe dava nos nervos desde que se entendia por gente. Ele aproximou-se, e ela desejou que caísse do cavalo quando viu o sorriso branquíssimo no rosto odiosamente lindo.

Ah, Deus… ela estava mesmo com muito azar!

Autor: Oi! Se você está gostando, deixe bastante comentários dizendo o que acha sobre a história. Isso me ajuda imensamente e me motiva a continuar. Isso ajuda muito! Obrigado pela leitura! :)

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O Conde Cretino de Conteúdos

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